terça-feira, 16 de dezembro de 2008

FILIRMINO O FILÓSOFO




FILIRMINO O FILÓSOFO.
Perfil:
Nome: Filirmino o Filósofo
Filiação – pai: Dr. Pardal
Mãe: Coletânea Aleatória Portuguesa.
Idade: ainda não completou a maioridade.
Candidato a ser internado em uma unidade de recuperação mental.

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Sonhador:
É aquele que cheio de iniciativa e objetivo definido, não tem recursos para transformar em realidade suas idéias.
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Linha Reta:
É a linha curva mais curta entre dois pontos entre si, quanto mais longa mais nota-se a sua curvatura.
(Se observarmos atentamente a linha de nível da terra é curva)
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Oscar Niemeyer: profissional brasileiro que conseguiu criar obras de arquitetônicas perfeitas por linhas tortas.
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O conhecimento adquirido pelo homem é irreversível.
Controláveis são as suas aplicações.
(homens certos para os lugares certos).
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Pelas últimas pesquisas espaciais realizadas, depreende-se que o homem é o único carrapato do sistema solar.
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O homem é a imagem de Deus.
É muita arrogância e petulância do homem querer se comparar a Deus.
A única semelhança que o aproxima de Deus é a sua fé, e como tal imaterial.
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4ª. Dimensão = largura + altura + profundidade + tempo. - Será???...
Últimas pesquisas revelam que o universo contém 10 dimensões.
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MATÉRIA
É a concentração de energia a um determinado tempo e a um determinado espaço.
No universo nada se perde tudo se transforma, e como tal de forma constante.
Ela se modifica pela alteração positiva ou negativa das moléculas que a compõem, dentro do universo da energia em evolução.
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A matéria é um efeito não uma causa.
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Tudo que nos rodeia e nos mesmos, somos energia concentrada com a capacidade de transformação de maneira primitiva gravitacional ou material.
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Corpo: É a forma assumida pela matéria concentrada.
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Vida: energia despedida para manter a concentração ou forma da matéria.
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Os materiais têm vida, e ela se esgota.
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A composição do universo teve início em um buraco negro e para retornará.
Funciona com uma boca de pia, que suga toda água a sua volta.
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ORIGEM PRIMITIVA DA VIDA

No universo todo o elemento material mantém formas e movimentos constantes e esféricos, em função a um núcleo que os identifica com uma unidade de um todo, em relação aos demais corpos.
Sua unidade é o átomo, que é formado por sub partículas, como indica a teoria das cordas, ainda em desenvolvimento, pois ainda não foi provada cientificamente.
Por sua vez, a luz partindo de uma fonte esférica central propaga-se em linha reta em todas as dimensões, em função ao universo e a distancia que percorrem.
Do encontro ou choque entre fechos de luz e a matéria (energia concentrada) surge a vida em sua forma mais elementar (luz + matéria).
Quando a luz passa a atuar de forma intermitente (não continua) (dia/noite) e de forma padronizada a matéria inicia a pulsação (dilatação e retração).
Da pulsação da matéria, ao ser aquecida (dia), e do seu cessar (noite) tem-se início a um ciclo constante de movimentação interno da matéria, com inicio no dia e prolongando-se pela noite pela concentração da energia interna, até atingir um novo dia. (princípio da vida).
Da necessidade de receber a luz de forma uniforme em seu todo, o corpo iniciou a sua movimentação independente, em função ao meio, tomando forma própria e isolada.
Em busca da sobrevivência constante aprendeu a retirar de outros corpos a energia retida por meio da ingestão.
Com a introdução do elemento água, a evolução foi uma questão de tempo e a necessidade de adaptação ao meio em que o corpo que se encontra.
Deus é a inter energia em sua plenitude, o elo da integração corporal e temporal.
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A VIDA MAIS EVOLUIDA
É a concentração de diversas formas (órgãos) que vivem em simbiose e interdependente, sob um único comando (cérebro), cada uma com sua função distinta de um todo.
Teve início nos corpos gelatinosos que moldaram uma capa (corpo), que lhe deram as formas conhecidas.
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A água é a gasolina e o antioxidante da vida.
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O homem convive em 3 estágios distintos, constantes e simultâneos, dentro dos limites estabelecidos pelo grau de seu conhecimento.
1- O presente pela sua vida plena.
2 – O passado olhando o firmamento.
Quanto mais distante do corpo que observa no firmamento mais profundamente penetra no passado.
3 – O futuro, pelo seu pensamento, e pela premonição.
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DOENÇAS
Atividade biológica natural de seleção e mutação das espécies vivas.
Quando controlável é benéfica para o homem, pois otimiza o seu desenvolvimento defensivo.
As doenças podem ser classificadas em inteligentes e ignorantes:
a) As doenças inteligentes geralmente as transmissíveis, conseguem se expandir e sobreviver, de um corpo para outro dos quais são parasitas (sarampo, catapora, dengue).
b) As ignorantes são geralmente as não transmissíveis que se destroem ao matar o corpo que hospedam (câncer maligno).

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EVOLUÇÃO DAS ESPÉCIES
Em algum momento da pré-história, o ser humano como o conhecemos foi expulso de sua comunidade original, quando atacado por uma reação natural epidêmica contagiante provocou a queda de seu pelo.
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CLONAGEM:
- A favor ou contra.
Se por um lado, a os que afirmem que o homem esta querendo se colocar no lugar de Deus, a os que afirmem que nada poderá deter a evolução do conhecimento humano.
Mas se verificarmos friamente o fato, é que a clonagem, não é um fato tão complicado assim.
Qual a dona de casa que já não fez a sua clonagem ao colher um pequeno ramo, cortado de uma planta que lhe chamou a atenção e plantou-a em sua casa?
Por outro lado vários seres da fauna e da flora, para sua reprodução não são macho e fêmea necessariamente.
Pergunta-se: Será que a evolução das espécies com a colaboração do homem, não estará dando início ao fim dos tempos do homem como mui macho?
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PREMONIÇÃO
Capacidade de prever fatos futuros de forma fortuita e fora da condição temporal, originando-se em um sexto sentido.
Um fenômeno natural ainda não controlado pelo homem, por se situar em uma 4ª. Dimensão. (Bíblia - livro de David) (ver último texto de Filirmino)
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A MANIPULAÇÃO DO ÁTOMO. REALIDADE OU FICÇÃO.
Indiscutivelmente o ser humano encontra-se atualmente em uma encruzilhada.
Sua evolução intelectual, o levou a um conjunto de conhecimentos irreversíveis, que o colocou diante de forças extremas, que se libertas fogem ao seu controle.
Tais conhecimentos, se por um lado o levou mais próximo da criação, por outro lado colocou-o diante do abismo destruidor que ele mesmo poderá criar.
Tudo vai depender de sua moral transformadora.
Assim o homem passou para uma situação parônima.
Ao mesmo tempo em que percebe a sua insignificância diante do universo, passou por outro lado a ter a sua disposição uma enorme força transformadora.
O homem, indiscutivelmente chegará a conclusão de que nada é matéria, tudo é energia de um infinito campo de classificação energética de fusão e fisão (ou cisão), dentro do espaço e do tempo.
A energia encontra-se no universo em diversos estágios de concentração, formando corpos palpáveis, e não palpáveis.
Isso se dá em forma estacionária a um determinado tempo, ou em movimento.
As formações de energia não palpáveis, são em muito desconhecidas pelo homem, segmento em que se encontram os classificam como sobrenaturais.
A energia em si e a vida são correlatas, e tem a capacidade de associação e transformação elementar.
Nessa escala energética na sua mais perfeita harmonia, situa-se o próprio homem.
Um conjunto energético capaz de reconhecer a sua própria existência e conseguir transformar outros campos energéticos em seu proveito, para preservar a sua sobrevivência.
Por outro lado, com o conhecimento que tem ao seu dispor na manipulação do átomo, poderá alterar o próprio átomo, reduzindo ou aumentando seus componentes positivos e negativos na composição de novas matérias.
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A MIOPIA QUE NOS CERCA
Em recente pesquisa realizada, constatou-se que o nível de fé religiosa de uma comunidade, difere em muito de acordo com o seu estado de evolução econômica e intelectual.
Acredita-se que quanto maior acumulo de conhecimentos, menor é a sua fé religiosa.
Isso se deve ao confronto de princípios seguidos por religiosos e homens dedicados a ciência, principalmente pelas suas posturas intransigentes e de obstinação.
Essa postura de defender os seus princípios e não aceitar os argumentos que lhe são contra, os levam a sofrer da síndrome da “miopia profissional periférica”,. Uns mais outros menos.
Todo aquele que se dedica a atingir um objetivo, passa a trilhar uma linha reta e supra objetiva, passando a não perceber com clareza toda miudeza que o cerca, desenvolvendo um senso fanático que o cega.
Vejamos o caso da teoria da evolução, onde se estabelece como princípio a evolução das espécies, de conformidade com o meio em que vive e sua evolução cultural.
Para os religiosos mais ferrenhos isso é uma falta de fé nos princípios estabelecidos pela igreja.
Entretanto se esquecem de que Deus simplesmente não criou o universo e os elementos que o compõem. Ele é a continuidade. Um criador eterno. Ele simplesmente É.
Por sua vez os homens dedicados a ciência somente aceitam fatos cientificamente comprovados.
É de se perguntar: a ciência pode comprovar cientificamente que Deus não existe?-Não.
O que se percebe é a falta de diálogo entre as diversas correntes, religiosas e científicas.
Divergências existem nas diversas correntes religiosas e científicas.
Nem todo o cientista é abstinente de fé, nem todo religiosos rejeita a ciência.
O que se percebe, é que o ser humano, não esta aceitando mais a forma como Deus lhe foi colocado.
Ele é algo que nos não podemos ver ou identificar. Somente podemos senti-Lo por meio da fé e respeito ao que ele criou.(1)
Ele não é divino, ele simplesmente existe pela forma criadora evolutiva, constante e eterna.
Só Ele é eterno, por estar fora do tempo e do espaço.
Deve-se entender, que na elaboração das escritas sagradas só poderiam os sacerdotes transmitir os ensinamentos de fé aos seus seguidores, por intermédio de metáforas e de forma simples, tornando-as entendíveis para os padrões de conhecimento da época.
Talvez um dos fatos que se identifica entre os homens de fé e cientistas, seja a definição que “O homem foi feito de barro”.
O sentido dessa simples frase talvez esteja passando despercebido.
Ela define que início da vida esta na matéria e a água, que pode ser comprovada cientificamente, ao mesmo tempo em que define a evolução da vontade divina, que transformou a matéria em vida, e, portanto um dos princípios de fé.
A fé é Divina, as religiões e as terias científicas são criadas pelo homem.
(1) – Para nós católicos, Jesus foi uma manifestação material de Deus.

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O SANTO DO PAU OCO:

Entre as diversas crenças religiosas existem várias linhas de pensamente e religiosidade, criando certo distanciamento nas interpretações das escritas sagradas.
Uma dessas divergências esta inserida nos princípios da doutrina de adoração aos santos.
Outras religiões, não aceitam como os católicos a adoração de imagens interpretativas.
Mas se retornarmos no tempo, verificamos que era normal os viajantes, portarem em suas bagagens, pequenas estatuetas feitas em madeira ou barro, representando seus entes queridos.
Anterior a idade média, o homem não tinha meios ao seu dispor, para retratá-los.
Assim surgiram as famosas estátuas e pinturas, feitas por artistas consagrados.
Se analisarmos a postura de outras religiões sobre esse tema, vamos verificar que na realidade muitos não cumprem com essa determinação, de forma inconsciente.
Quantos de nós não portamos em nossas carteiras a imagem de esposa e filhos?
Não é uma adoração voltada a uma imagem? - Sim.
Uma adoração não ao papel, a madeira ou ao barro que esta em nossa algibeira, mais a essência que ela representa. – Isso é a fé.
Por outro lado os portadores de fé, seja qual for a sua crença, abraçam contra o peito um calhamaço de papel... A Bíblia, o Alcorão, ou demais textos sagrados.
Entretanto eles não estão abrando a matéria em si, mas o seu conteúdo, que lhe dão a fé que os guiam.
O volume feito de papel é o corpo, o conteúdo é a alma.
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SOBRENATURAL
Fenômenos naturais cujas causas e efeitos, ainda são desconhecidos pelo homem, no atual estado evolutivo que se encontra.
Nada é sobrenatural.
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NEGÓCIOS
Para você que pretende ser empresário ter bom resultado em sua empreitada, deve primeiro ajustar-se a 4 princípios fundamentais;
1)- O que o consumidor necessita adquirir;
2)- O que esse mesmo consumidor que você pretende atingir deseja comprar;
3)- Quanto pode ou esta disposto a pagar;
4)- Quais as condições que você pode oferecer para a sua aquisição.
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PROPAGANDA
É a arte de criar necessidades desnecessárias nas pessoas (Joelmir Beting)
Faz com que as pessoas virem boi de corte, e sigam as ordens de consumo que lhes são impostas. Os demais são retrógados.
Sua função é criar frustração naquele que não pode ou se recusa a comprar.
Exemplo: Em uma fábrica de biscoitos o problema é que o custo, diante do preço de venda alcançado, que não dá a margem de lucros pretendida.
Em reunião entre os envolvidos, nada conseguem identificar para diminuir os custos.
Eis que um ajudante da linha de produção, em tão de descontração diz:
-Só se passarmos a misturar farelo nos biscoitos.
Plim!... – Boa idéia confirma o diretor mor.
-Amanhã iniciem uma campanha publicitária com lançando de um novo super produto, enriquecido com fibras.
- Planejem o novo lançamento com um preço de 10 a 15% sobre os preços atuais.
-Há... ia me esquecendo, insiram na propaganda, um garoto fazendo cara feia e jogando fora uma embalagem de biscoito qualquer.
Ponto e vírgula... Esta falado.

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Observação: nos supermercados procure os produtos que estão abaixo da linha de visão ou no roda pé das prateleiras, os preços são bem mais em conta.

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É PARA SE PENSAR:
Se a Amazônia é um bem da humanidade e preocupação de todos, é de se perguntar de quem é o Deserto do Saara?
Quem se habilita a recuperá-lo?

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CURIOSIDADE:
Você sabia que o vidro é um liquido em estado sólido, como a água que se solidifica quando submetida a uma temperatura abaixo de zero?, e o vidro das janelas escorrem de forma infinitamente lenta?.
E que nos vitrais medievais, suas bases se tornaram mais grossas?



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PREMONIÇÃO
Premonições são fenômenos que as pessoas sentem, em ter visões de acontecimentos futuros de forma involuntária e fortuita.
Nada existe de sobre natural sobre essas manifestações, pois se situam no campo energético não palpável do universo, e ainda não dominado pelo homem.
Senão vejamos. Para melhor entendimento, vamos chamar tudo que existe no universo de elementos.
Esses elementos se fazem parte do universo, em estado sólido, pastoso, liquido, gozoso e em forma energética não palpável.
Talvez este último tenha uma enorme variedade de estados e ou níveis ainda desconhecidos para o homem.
Podemos tomar, por exemplo, os raios solares, as ondas de rádio e muitas outras já dominadas, e comprovadas cientificamente.
Se pararmos para pensar, verificaremos que nosso corpo é atravessado por milhares de fixos energéticos todos os dias.
A premonição situa-se dentro desse vasto campo energético universal.
Esses fenômenos são conhecidos a milênios, e situam-se fora do tempo conhecido pelo o homem.
Mesmo que a ciência não reconheça tais fenômenos, muitos apóstolos e estudiosos, como David, Paulo, Einstein, Nostradamus, Descartes, Kardec e outros, manifestaram de forma aberta e ou reservada a sua existência.
Negar a sua existência é sentir-se soberano, conhecedor de tudo e de todos.
Entretanto devemos levar em conta, que o ser humano no estado de conhecimento que se encontra é um viajante muito recente do universo, e muito ainda tem de aprender, para saber qual a sua real participação no contesto universal.
Esse fenômeno pode ser explicado em termos atuais, como mensagens inesperadas principalmente nas primeiras horas da manhã, quando o cérebro humano, esta mais vazio dos transtornos e problemas que o cercam diariamente.
Isso se dá em razão do sono reciclar e rebobinar nosso cérebro, durante os sonhos de ajuste.
O sono faz uma limpeza dos fatos ocorridos não arquivados pelo cérebro, da mesma forma que se rebobina uma fita de vídeo após assisti-la.
Entretanto, não quer dizer que tais fenômenos, não possam ocorrer durante as 24 horas do dia.
Essas manifestações são involuntárias, e intemporais.
Elas surgem como mensagens inesperadas e indesejáveis, como as que surgem nas telas do computador sem a interferência do digitador.
Percebemos que não temos poder sobre elas, a não ser aceita-las ou não.
O interessante é que são as premonições de tragédias, as que mais marcam isso se levando em conta o estado emocional que se estabelece no premonitor.
Mas elas podem ser de boas e ruins.
Por outro lado há os detentores de fé, que atribuem a ocorrência a esses fatos, como uma vontade divina, e manifestações espirituais.
Mas devemos levar em conta, que a doutrina espírita, não prega fatos milagrosos e sobre naturais.
Tudo se enquadra na existência real dos fatos.
Outro fato que envolve esse tipo de fenômenos, é que talvez sobre os indivíduos ainda não envolvidos por todo esse vai e vem da modernidade.
São os mais propensos a receber tais manifestações, como os curandeiros tribais, tidos como inocentes pregadores.
Por outro lado os charlatões se aproveitam desses fatos, que os transformam em simples mercadoria de venda.
Isso de forma absurda e inaceitável, pois desacreditam a ocorrência de tais fenômenos.
Por outro lado, o homem moderno envolvido nas exaustivas jornadas diárias fica praticamente, inume a receber tais manifestações.
Por isso elas ocorrem mais freqüentemente nas primeiras horas do dia, quando o cérebro esta mais aliviado das tensões diárias.
Porem existem pessoas que ao sentirem tais manifestações involuntárias procuram pesquisar, para levá-las a entender o que se passa, e comprovar a sua veracidade.
São pessoas que não aceitam o não ou a dúvida como resposta.
Entre as referidas manifestações descrevo fatos ocorridos com um colega de serviço.
Segundo ele, quando começou a prestar atenção com esse tipo de manifestação, levou o fato na brincadeira.
Entretanto, a título de curiosidade, passou a anotar ou desenhar as premonições recebidas, e colocá-las em um envelope fechado, para posterior confronto.
Não tardou a verificar certa coerência com tais premonições.
Não faz muito tempo, em um fim de tarde de uma determinada sexta-feira, ao estar manuseando algumas notas fiscais, ele sentiu ao tocar uma dessas notas que estavam sobre sua mesa, uma vibração elétrica, como se fosse uma descarga de energia estática, mas diferente segundo ele.
Curioso, voltou a manusear o conjunto de notas fiscais, e ao tocar a mesma nota, repetiu-se a sensação de tremor.
Automaticamente, segundo ele, como se em um 6º sentido, disse à colega que estava ao seu lado; - Quem é o vendedor de tal região? – Telefone a ele e diga para não viajar neste fim de semana.
Encucado, foi para casa com uma questão aberta.-Como?... Quem?... De onde veio, essa sensação?
Em casa ao deitar ainda indagando a si, não tardou, em sentir, não sabe como, a imagem de uma anciã de origem nipônica.
Na segunda feira, ao comentar o fato com a mesma colega, recebeu como resposta, que ele era filho de uma jovem nissei e um brasileiro, e contou um fato que não diz respeito sobre o presente assunto.
Após algum tempo, chegou ao seu conhecimento, que o referido vendedor, havia batido o carro sem gravidade, uma semana após a ocorrência do fato.
Esse meu colega, diz que ainda tal fato o incomoda, pois sente a sensação que seus familiares biológicos o estão procurando, em uma região situada no norte do Paraná.
Por motivos óbvios não quis levar ao seu conhecimento, tal premonição.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

CLUB ATLETICO GUARANY DE VILA ESPERANÇA



O Club Atlético Guarany, foi fundado no bairro de Vila Esperança, na Rua Otília imediações da Rua Dr. Heládio, no bairro de Vila Esperança, que pertence ao sub-distrito Penha de França, na Capital do Estado de São Paulo.

Tal fato se deu no ano de 1939 com a participação de um grupo de garotos.

Encabeçados e encorajados pelo jovem Roberto Beline Graminha (*1), reuniram-se pela primeira vez, com o objetivo de fundar um Mirim, para a pratica de futebol.

O local escolhido foi em um galpão existente nos fundos de sua residência, situada na Rua Otilia no então nº 110, pertencente a família do jovem Graminha como era chamado, que o cedeu com a permissão de seus pais.

Garotos ainda, imbuídos de entusiasmo passaram a discutir o que fazer, e mesmo com a pouca prática que detinham passaram a expor seus planos, registrando em um simples papel os assuntos votados e aprovados.

Assim foi escrita a ATA DE FUNDAÇÃO DO CLUB ATLÉTICO GUARANY. Em Vila Esperança.
ATA DE FUNDAÇÃO – (Cópia).
Aos 15 dias de Setembro de 1939, reuniram-se na casa do Sr. Roberto Beline Graminha, à Rua Otília nº110 (atual nº 882) (no bairro de Vila Esperança) um grupo de rapazes, para tratar da fundação de um mirim.
Encabeçando o grupo o Sr. Roberto Beline Graminha, deu início a reunião pedindo aos presentes, a escolha de um nome para o club que iriam fundar.
O Sr. Antonio Gimenes, pedindo a palavra, sugeriu que se denominasse de Guarany, dado ser ele proponente, funcionário do Foto Guarany, sugestão esta acatada por unanimidade.
Após entendimento entre os presentes, ficou aprovada a denominação de Club Atlético Guarany.
Escolhido o nome, passou-se a eleição da Diretoria, com votação em descoberto, que ficou assim constituída:
Presidente: Roberto Beline Graminha;
Vice-Presidente: Antonio Guimenes;
Secretário: Raymundo Abreu Costa;
Tesoureiro: Francisco Costa.
Quanto as camisas, ficou o Sr. Graminha encarregado de arrumar com seu pai, tanto as camisas como a bola.
Ficou estabelecido também, que as mensalidades serão de R$-2,00 (Dois mil réis) para os diretores e de R$1,00 (Hum mil réis) para os jogadores.
Fica ainda estabelecido que para os jogadores participarem dos jogos deverão ter calções brancos.
E por estar fundado o mirim Guarany, da-se por encerrada a reunião.
São Paulo, 15 de Setembro de 1939. Assinam os Diretores eleitos.

.............................................................. .Assina Roberto Beline Graminha
Presidente em exercício.

(*1)-Roberto Beline Graminha, considerado o fundador do Club Atlético Guarany, era filho de funcionário da Light end Power Co. , lotado no setor de manutenção dos equipamentos da empresa na usina instalada no Alto da Serra, e residente na época no bairro de Vila Esperança, na Rua Otília nº 110.

Ao ser realizada a primeira partida de futebol, foi convidada para ser a madrinha do clube, a jovem Antonieta Barbiere, também moradora da Rua Otília.

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Logo após a sua fundação, o então Mirim Guarany sofreu uma lamentável situação.

O jovem e então presidente em exercício, Graminha, teve que se submeter com urgência a uma operação de apendicite, que acabou levando-o a morte, após sofrer complicações pós operatória.

Profundamente abalado com a perda seu filho único, o casal Beline Graminha, mudou-se do bairro, quebrando em definitivo o vinculo com o mesmo.

Talvez esse fato, que abalou profundamente o animo de seus amigos de infância, tenha permitido a sobrevivência e a transformação do então mirim em um clube efetivamente estabelecido.

Mesmo tristes, seus colegas de infância, tomaram tal situação, como um código de honra e de uma forma ou de outra, mantiveram sempre vivo o objetivo de seu fundador.

Para tanto sempre que possível, buscavam o apoio de pessoas adultas para orientá-los.

O Club Atlético Guarany, formado por um grupo de adolescentes, como não poderia ser de outra maneira, não possuía um campo para prática de futebol.
7 de setembro de 1947- C.A. Guarany x Bandeirantes F.C.

Assim as disputas esportivas se davam sempre no campo dos adversários, ou em campos cedidos por outros clubes existentes na região.


Utilizava para treinos de seus jogadores, uma pequena área que existia entre a Rua Dr. Heládio, e a Estrada de Ferro Central do Brasil.

Por vários anos seus participantes atuaram nos campos de futebol da redondeza, tornando-se inativo algumas vezes, mas sempre reacendendo as esperanças de sobrevivência.

Outro fator que também contribuiu para sua sobrevivência, diz respeito ao ocorrido no bairro.

Agora já adultos esse grupo de rapazes e moradores das redondezas, passaram a


participar dos festejos carnavalescos do bairro, que se realizavam todos os anos, promovido inicialmente pela Associação Atlética 5 de Julho, desde o ano de 1935.

Essa participação teve início em 1949, quando o seu presidente Sr. Francisco Rizzo e seus dirigentes, apreciando uma idéia de Valdemar Romeu, Alfredo Lastória, aliados aos moradores da redondeza, decidiram participar com um bloco, na Batalha de Confetes promovida anualmente pela A.A. 5 de Julho.

Essas festas pré carnavalescas, eram promovidas no sentido de incentivar os clubes a participarem da tradição carnavalesca do bairro.

O tema escolhido para sua primeira participação foi à marchinha “Chiquita Bacana”, em evidencia.

Para tanto passaram a confeccionar fantasias em verde amarelo, imitando cascas de banana, com os parcos recursos obtidos por intermédio de um Livro de Ouro, passado entre os amigos, e apoio das esposas e filhas dos participantes.

O alegórico consistia em um andor, contendo uma banana semi-aberta, carregada aos ombros, e contendo uma criança em seu interior.
Como não dispunha de instrumentos musicais, tiveram que recorrer a ajuda de terceiros.

Para acompanhá-los, por incrível que pareça, conseguiram a ajuda da nada mais, nada menos do que a Bateria da Escola de Samba Nenê de Vila Matilde, por quem sempre mantiveram um carinho especial de amizade.

Daí para frente, todos os anos o Clube passou a promover animados blocos e bailes carnavalescos, sempre buscando a originalidade como aliada, para compensar os pequenos recursos disponíveis, advindos a colaboração do comércio local.
Como todos os clubes participantes das Batalhas de Confetes, patrocinadas pela A.A. 5 de Julho, tinham um grito de incentivo.
Assim o Club Atlético Guarany, tinha seu estribilho, usado no início das apresentações, para incentivos de seus participantes.

- Oi!... Quem vem lá?
- Sou eu morena.
-Abre a porteira que eu quero passar.
É verde e branco.
Sinal de guerra.
É Guarany que estremece a terra.

Pode parecer meio ingênuo o uso da palavra porteira, em uma cidade como São Paulo.

Entretanto, quando o estribilho foi criado, levou-se em conta, que o então patrimônio do clube compunha-se de um terreno cercado em arame farpado, contendo um portão de madeira em duas folhas.

Por outro lado esse grupo de jovens, e vários participantes que se aliaram, passaram a alimentar a idéia de conseguir uma área, na qual pudessem manter uma sede social, até então inexistente.

Dentre os participavam das atividades do clube, por volta de 1956, um grupo de aficionados, passou a idealizar uma pista para desenvolver a pratica do Jogo de Malhas, muito em moda na época, que acabaria por desbancar o tradicional Jogo de Bochas.

Para permitir tal prática, os dirigentes do clube, procuraram o proprietário de um terreno
contendo 1.000m2, existente na Rua Otília, entre as Ruas Cumai e Dr. Heládio, para solicitar autorização para o seu uso, na forma de locação.

O terreno foi fechado, com uma cerca de área farpado, contendo um portão central de madeira, contendo 3,50 metros de largura, e a ele foi atribuído o nº 835 da referida Rua Otília.

Ato continuo, foi construída uma pista em sua lateral esquerda de quem o terreno olha de frente, sendo a mesma feita dentro dos padrões e medidas oficiais, com suas laterais guarnecidas por madeira.

Somente as cabeceiras eram cobertas, e separadas do público por um corrimão feito com toras de eucalipto.

Colocação da tela quadra futsal
Passou assim o clube a disputar torneios oficiais, em todas as categorias.
Foi guando o clube filiou-se pela primeira vez a uma federação esportiva.

Outros sócios aficionados pelo futebol, que até então era praticado em campos varzeanos, por intermédio de campanha interna, aplainaram a parte central do terreno, sendo o piso recoberto por uma grossa camada de cimento e pedra britada.

Sua proteção como na área reservada para a prática do jogo de malhas, foi feita com toras de eucalipto, tela de arame em suas cabeceiras, e alambrado nas laterais.
Assim foi construída a primeira pista de futebol de salão do clube.

Outras pequenas construções em alvenaria foram realizadas, de forma aleatória, com uma secretaria no limite fronteiriço do terreno e vestiários e sanitários nos fundos da pista de malha.

Na época o Sr. Pedro Cavalheiro Garcia, (Sr. Pedrinho) passou a reformar sua residência, doando todo material ao clube, o que permitiu levantar-se na área dos fundos da quadra de futebol de salão, um rancho, ao estilo faroeste.

Serviria, para a pratica de jogos de salão, como dominó, sueca, e outros jogos, proibindo-se terminantemente qualquer tipo de jogo de azar.

Compunha a referida edificação feita em madeiras, de um pequeno bar ao seu lado esquerdo, e toda sua parte fronteiriça servida por uma varanda.

Não é preciso afirmar que todas as construções foram feita em regime de mutirão, utilizando-se a mão de obra de um sem número de abnegados, entusiasmados com rápida evolução dos acontecimentos.

Com as melhorias patrimoniais feitas no clube, um grupo de sócios jovens, liderados por Manoel Pereira da Silva (Pitanga), passou a cogitar a realização de festas juninas durante os meses de

1ª. Disputa na nova quadra de futsal
Junho de cada ano, usando a quadra de futebol de salão como pista e a varanda do rancho, como estúdio musical e palco.

Inexperientes na realização de tais eventos, os dirigentes e associados do clube, montaram diversas barracas nas laterais da quadra, esperando trazer as famílias para uma confraternização, e vender guloseimas da época, o que acabou dando certo.

No início da década de 60 (entre 1962/1963), estava entrando em cenário o movimento um novo movimento musical liderados por um grupo de jovens, estourando todas as premissas musicais até então, principalmente, após o início do programa na TV Record em 1965 do Movimento Jovem Guarda.

Talvez esse foi o maior reforço que o clube poderia ter, até os dias de hoje.

Empolgados com o sucesso de suas festas juninas, passaram a questionar para o ano seguinte a contratação de um conjunto musical.

Para tanto se dirigiram a diretoria com tal proposta, informando o desejo de conseguir a participação artística de um conjunto musical, que cobraria pelo evento Cr$-200,00 (duzentos Cruzeiros).

Informados pelo tesoureiro Sr. Lameiro de que poderiam realizar a iniciativa, desde que conseguissem levantar o valor do cachê entre os sócios, devido os pequenos recursos existentes já comprometidos, com o pagamento dos materiais, que tinham sido adquiridos.

Para tanto se lançou mão de uma rifa de uma boneca cujo valor foi rateado entre os sócios.
Tudo acertado para a realização do evento, não tardou muito para seus idealizadores tomarem o maior susto.

INGREDIENTES:
Noite Fria, silenciosa, um palco feito toscamente em madeira e tecido cru, sobre a pista de malhas ao ar livre.

Um perfeito conjunto de fatores reunidos, contribuindo para o inesperado.

Aproximadamente as 8,30 hs, Aldo Monteiro, ao microfone anunciou a participação do conjunto Os Castores, apelido por ele como os Roedores da Guitarra.

Ao soar no espaço noturno os primeiros acordes das guitarras, criou-se uma espécie de frenesi, tornando-se uma grande preocupação para aos organizadores.

Não se sabe como e quantas pessoas jovens crianças e adultos, acorrerão para as imediações do clube, criando um grande alvoroço, devido o clube não estar preparado para tanto.

Bem ou mal, mais bem do que mal, chegou-se ao fim do evento sem registrar qualquer tipo de ocorrência, que viesse a tirar o brilho da mesma.

Daí para a frente os seus diretores, associados,e muitos simpatizantes, passaram não só a realizar anualmente as tradicionais festas juninas, como a realizar ininterruptos fins de semana dançantes, e concorridas festas da cerveja.

Foram sempre apoiados por uma centena de colaboradores, e autoridades constituídas, que sempre colaboraram e orientaram na realização dos eventos programados.

Vários foram os cantores famosos e conjuntos do movimento Jovem Guardam em início de carreira, que participaram das noitadas dançantes, daqui levando boas recordações, devido a forma carinhosa como eram tratados.

Em retribuição, quase sempre se ofereciam para participar das festas realizadas em comemoração ao aniversário do clube.

Em um determinado ano na década 70 o clube conseguiu em um único fim de semana apresentar nada menos do que 13 conjuntos musicais.

Com os recursos advindos dessa atividade social-dançante, aliado a colaboração dos sócios e a uma administração eficiente por parte dos seus diretores, o Club Atlético Guarany, conseguiu investir gradativamente em sua sede social, elevando consideravelmente o valor de seu patrimônio.

Sempre procurando ajustar-se as novas situações criadas, em 13 de junho de 1963, em uma Assembléia Geral dos Sócios, foi aprovado um novo Estatuto Social, como uma sociedade esportiva/recreativa devidamente registrado no 3º ofício de Registro de Títulos e Documentos da Capital, no dia 21 do mesmo mês.

Nessa Assembléia Geral dos Sócios, reunida em caráter extraordinário, presidida por José Habib, secretariado por Ângelo Giovanini, na reformulação do Estatuto Social, foi criado o Conselho Patrimonial do clube, devido o mesmo estar emprenhado na compra do terreno que vinha ocupando a título de locação.

Nos termos do artigo 15º do referido estatuto, ficou estabelecido que tal conselho, é eleito pela diretoria, por tempo determinado, e dirigido por um presidente, eleito entre os 10 membros que o compõem, com a devida aprovação do Conselho Deliberativo, que é o órgão máximo do clube.

Esse conselho passou a administrar os bens imóveis do clube e determinar e fiscalizar as novas aquisições patrimoniais.

Devidamente estruturado para a compra do terreno ocupado, foi elaborado o lançamento de 2.000 (dois mil) Títulos Patrimoniais, com o objetivo de conseguir recursos para permitir a sua ampliação patrimonial.
Foto do terreno em 3 de outubro de 1955

Para tanto, foi aprovados um termo de criação de uma linha de Sócios Patrimoniais, dentro das condições contratuais estabelecidas entre o Club Atlético Guarany, e o adquirente.

Foram lançados 100 (cem) Títulos Patrimoniais em caráter vitalício seus adquirentes, cujos compradores estão devidamente listados em placa comemorativa no salão de festas do clube.

Não é demais lembrar, que além desses 100 abnegados acima, outros tantos (ou mais), que devido ao seu grande número, é impossível listar sem cometer alguma injustiça, é que foi possível realizar tal façanha.

O valor apurado na época correspondia a valor pedido pelos proprietários para sua venda, o que permitiu o clube adquirir o terreno a vista.

Para concretização do proposto, o clube recorreu ao Sr. Milton Sanches, escrivão e sócio do clube, para tratar e orientar a aquisição, que se concretizou mediante lavratura de conforme Escritura Definitiva nos registros do Tabelião.Com isso o clube adaptou-se as exigências oficiais e federativas, permitindo-lhe filiar-se a Federação Paulista de Futebol, Federação Paulista de Malhas, passando a disputar oficialmente tais atividades esportivas.

Nesse mesmo estatuto, foi oficializado e registrado nas federações, o emblema representativo do Club Atlético Guarany, formado por uma linha circular rodeando uma faixa também circular, mantendo em seu interior a expressão CLUB ATLÉTICO GUARANY, e 1939, em branco sobre fundo e linha externa verde.
Em seu centro a cabeça de um índio estilizado olhando para a esquerda, em linha na cor verde, e pele cor de carne.
As cores representativas são : verde / branco e nuanças cor de carne.

Em 25 de fevereiro de 1967, em reunião anual do Conselho Deliberativo foi aprovada a contratação de engenheiro e pessoal habilitado para a construção de um salão de festas, contendo 14,00 por 13,60 ms, nos fundos da quadra de futebol de salão, a ser levantado em alvenaria, sustentado por bardame entrelaçado por pilares de concreto com cobertura em estrutura de madeira e telhas de amianto.

Em Assembléia ordinária de 29 de março de 1969, ano em que o clube já havia murado toda a sua propriedade, foi aprovada a assinatura um contrato com a Projecta Estruturas Metálicas Ltda, o valor de Cr$-14.500,00, (quatorze mil e quinhentos cruzados novos) para a cobertura da quadra de futebol de salão, com uma área de 550m2.

Como sinal e principio de pagamento, foi dado uma parcela de Cr$-2.000,00 (dois mil cruzados novos) e Cr$-10.000,00 (dez mil cruzados novos) financiados pelo então presidente em exercício Sr. Pedro Cavalheiro Garcia, para serem pagos em 5 (cinco) parcelas anuais, sedo a última parcela da dívida assumida, quitada na gestão do Sr. Irineu Rossi, em 1972.

Aprovada a construção da estrutura, foi entregue ao clube a obrigação de preparar a parte referente as fundações a serem feitas, bem como as especificações a serem seguidas, devidamente fiscalizadas pelos responsáveis do projeto.

Com mão de obra própria, foram feitas 8 sapatas de sustentação, com 3 perfurações cada uma, sobre as quais foram feitas sapatas com 1(hum) metro3. de concreto cada uma, dentro das especificações previstas.

Um fato curioso ocorreu, durante os serviços do preenchimento da primeira coluna.
A primeira coluna a ser preenchida foi a segunda coluna da esquerda de quem da rua olha o terreno de frente para o fundo, e que estava mais própria da argamassa batida.

Na falta de champanhe para comemoração, foi retirada do bar uma garrafa de caninha Pirassununga 51 devidamente selada, e concretada na base. (um provável documento arqueológico futuro).

Com o esvaziamento do movimento da Jovem Guarda, após vários anos dominando, toda mídia, as atividades dançantes sociais do lucro, foram declinando, até a sua extinção.

O mesmo fato ocorreu em relação a participação do clube nos festejos carnavalescos de rua do bairro, suas matinês e soeres carnavalescas, devido a transformação organizacional, ocorrida em sua realização.

Mas talvez, um dos fatores que permitiram o Club Atlético Guarany, manter o seu desenvolvimento e enfrentar os constantes e novos desafios, foi de poder contar sempre com uma administração competente, e de pés no chão.

Assim os posteriores e atuais dirigentes do clube, tendo como presidente o Sr. Antonio José Cardoso, agora dispondo de menores recursos financeiros, conseguiram manter o clube de forma sempre atuante.

Coube a eles concluir todas as instalações de apoio esportivo, hidráulicas, de segurança e de acabamento, tornando o Club Atlético Guarany, uma referência na região, oferecendo um ambiente descontraído e amigável para quem o freqüenta, seja ele criança, jovem ou adulto.

Entre as atuais atividades praticadas, destacam-se os futebóis de salão masculinos e femininos, praticados por todas as faixas etárias, e sendo que em vários os torneios que participou, tem se saindo vitorioso.

Vários são os torneios internos e torneios esternos que o clube tem realizado, com a participação de um sem número de convidados, criando um circulo de amizade cada vez mais vinculada as tradicionais cores do clube..

Dedica-se também a prática do Boxe, por meio do Projeto Oficina do Boxe, Ligado a Federação Paulista de Boxe, orientado pelo ex-treinador corintiano Aparecido José, tendo já disputado vários torneios, levando-o a resultados surpreendentes, projetando-o nas modalidades de boxe e Muay Thai, com aulas as 2ª./4ª. E 6ª, de boxe e as 3ª. E 5ª. De artes marciais.

Oferece ainda um recanto para jogos de mesa, e um bar muito bem administrado, onde rolam os bate-papos informais e descontraídos de fim de semana.

Nesse seguimento social de salão, tem participado de diversos torneiros de truco, sueca, e outras modalidades de mesa.

Suas instalações têm sido religiosamente preservadas, e dentro do possível oferece aos seus freqüentadores, uma ambiente esportivamente agradável.

Vale à pena conferir.
NOVOS OBJETIVOS:


Como já foi afirmado, o Club Atlético Guarany, tem evoluído bastante em seu setor social, pela forma com que trata seus freqüentadores.
Assim tornou-se difícil atender dentro da capacidade limitada de suas instalações, todos que o procuram.

Para procurar atender não só os seus associados, de forma mais ampla e diversificada, mas todos seus simpatizantes, a atual da diretoria do Club Atlético Guarany, por intermédio de seu presidente, esta pleiteando junto a Prefeitura Municipal de São Paulo, tornar realidade, projeto de reurbanização de uma área de aproximadamente 14.000m2., existente entre a Rua Cecília e CPTU, nas proximidades de sua sede, para transformá-la em um parque recreativo educacional.

Incluem-se nas reivindicações pleiteadas, alem de todo sistema de infra estrutura, a construção de pista para caminhadas, pista de terra para bicicletas, uma quadra poli esportiva, uma pista para prática de skêit, aparelhos rudimentares de ginástica e se possível alguma unidade educacional.

Observação: este texto esta aberto para novos informes - Agradeço a colaboração.


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sábado, 30 de agosto de 2008

O VIDRO

CURIOSIDADE:
Você sabia que o vidro é um liquido em estado sólido, como a água que se solidifica quando submetida a uma temperatura abaixo de zero?, e o vidro das janelas escorrem de forma infinitamente lenta?.
E que nos vitrais medievais, suas bases se tornaram mais grossas?

quarta-feira, 30 de abril de 2008

quinta-feira, 3 de abril de 2008

BREVE HISTÓRIA DO PLANETA TERRA

BREVE HISTÓRIA DO PLANETA TERRA EM SEIS IMAGENS











sexta-feira, 21 de março de 2008

MEU COLEGA SUZUKI

- MINHA PRIMEIRA EXPERIÊNCIA COM O PRECONCEITO RACIAL

Não há como negar.
O homem é um ser preconceituoso por excelência.
Para descarregar seu instinto rancoroso, ele somente necessita de alguém ou algo, para direcional seu instinto.
Motivo para demonstrar seu rancor interior não é necessário. Ele cria.
Dessa maneira, o ato de sofrer atitudes de preconceito não é privilégio de ninguém.
Raça, cor, nacionalidade, iniciativa, nada escapa, daqueles que geralmente se dizem civilizados.
Basca acompanhar o que esta correndo pelo mundo afora.
Talvez essa atitude humana, seja proveniente, de cinzas de informações contidas no DNA de seus primitivos ancestrais, da época em que a luta pela sobrevivência era primordial.
Dessa forma, cria em sua mente um estado rancoroso, contra algo ou alguém que venha a se interpor aos seus parâmetros de conhecimento.
Entretanto, tomado de um ímpeto irracional, passa atirar indiscriminadamente, criando situações insustentáveis.

MEU COLEGA SUZUKI


Durante a Segunda Guerra Mundial, tinha eu, entre 12 e 13 anos de idade.

Freqüentava na época o curso de Auxiliar de Escritório, na Escola Técnica de Comércio 30 de Outubro, situada na Rua Oiapoque, no Brás, defronte ao antigo Cine Piratininga.

Estávamos no início do ano letivo.

Como morava, e ainda moro no bairro de Vila Esperança, minha condução para ida, era o Especial das 7, da então linha suburbana da Estrada de Ferro Central do Brasil, que ligava o Brás à Mogi das Cruzes.

Recebia esse nome porque era programada sua saída da Estação Vila Matilde, tendo a Estação Roosevelt (Brás) com destino, isso, devido ao grande número de passageiros residentes no bairro, que utilizavam os serviços ferroviários da época.

Na classe que passei a freqüentar, tinha um garoto mais ou menos da minha idade, que se sentava na primeira fila, ao lado esquerdo da sala, sempre calado.

Por mais cedo que os alunos chegassem à escola, lá estava ele presente, com seus livros, cadernos e traias.

Ao final das aulas, tinha o habito de esperar a saída de todos os seus colegas, para então sair.

Como me sentava quase ao seu lado, o fato me intrigava, pois nosso relacionamento limitava-se, a saber, seu nome e aos cumprimentos de bom dia e até amanhã.

Quanto a mim, retornava para casa utilizando uma composição que saia da Estação do Brás ao meio-dia, com destino à Mogi.

Como de costume, passava todos os dias na lanchonete instalada no saguão da estação, para compra de guloseimas, e deixar correr a hora, para então dirigir-me a plataforma de embarque.

Em certo dia, em que estava efetuando a operação de compra, ao olhar em direção as catracas (bloqueios) de entrada, observei meu colega, passando pelas mesmas.

Curioso, após ser atendido dirigi-me a composição estacionada, entrando no último vagão, e percorri toda a composição com objetivo de encontrá-lo.

Por mais que procurasse não achei nem sinal dele.

Como não poderia deixar de ser, isso despertou ainda mais minha curiosidade.

Não tive dúvidas, no dia seguinte, a primeira coisa que fiz, foi dirigir-me a ele, e perguntar se o mesmo morava pelos lados da Central do Brasil.

Ele me respondeu que sim, morava em Itaquera, e seu pai era agricultor, e tinha um sítio da Colônia, de onde vinha a pé até a estação, onde tomava o trem até o Bras.

Disse ainda, que na vinha à escola em companhia do pai no vagão de carga, que fazia portar com ele toda produção de verduras do dia anterior, para ser vendida no Mercado Municipal.

Contei a ele, que o tinha visto no dia anterior, passando pelo bloqueio, e tinha rodado toda a composição a sua procura e não o tinha encontrado.

Foi ai que me tornei seu colega de fato durante todo o ano letivo.

Ele me afirmou que viajava também na volta no vagão de carga, que existia na ponta das composições que circulavam, em determinados horários.

Sem entender perguntei: - Ué, por quê?

Ele então me respondeu que era recomendação de seu pai que era japonês, e, portanto classificado como “quinta-coluna”, e dessa forma evitar ser hostilizado por eventuais passageiros.

-Dá para entender?...Imaginei na minha capacidade de raciocínio ainda em formação.

Assim, minha nova aventura foi a de viajar na volta da escola, nos vagões de carga dos trens suburbanos da Estrada de Ferro Central do Brasil.

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sábado, 1 de março de 2008

SIR ROWLAND HILL

O CRIADOR DO SELO POSTAL



Sir Rowland Hill inventor e educador britânico nasceu em Kidderminster em 03/ 12/ 1795 e faleceu em 27/ 08 / 1879, pouco antes de completar 84 anos de idade, em Hampstead (Londres).

Seus restos mortais jazem na Abadia de Westminster.

Filho de Thomas Wright Hill (1763/1851), diretor de uma conceituada, Instituição de Birmingham entre a Inglaterra e Pais de Gales, desde pequeno manifestou seu interesse pela mecânica.

Aos 17 anos de idade ele construiu sozinho um imóvel, para servir de escola e elaborou um curioso sistema educacional, onde os alunos governavam a si mesmo.

Constituía o projeto, em substituir os castigos a que eram submetidos os alunos pelas faltas cometidas, nos estabelecimentos de ensino, por um julgamento feito pelos próprios alunos, cujas punições teriam que ser cumprida pelos faltosos, com a prática de exercícios úteis, durante as horas de recreio.

Os julgamentos eram feitos por uma corte de Justiça, onde o Juiz, jurados e advogados, eram escolhidos pelos próprios alunos, dentre eles.

A escola de Hazelwood passou a funcionar admiravelmente bem, e quando Matthew Davenport Hill divulgou o sistema adotado em seu livro Educação, ela ficou famosa em toda Europa.

Foi transferida em 1827 para Bruce Castle, e Arthur Hill assumiu a direção assistido por seus dois irmãos Eduardo e Frederico.

Quanto à Rowland, daí para diante dedicou-se a criação de Falanstérios, uma espécie de fundações comunitárias, ou repúblicas comunitárias, e com a colaboração de John Shaw Lefrève e Wheatone, uma sociedade tendo por objetivo apoiar novos inventos.

Escreveu um livro em 1832, onde constava um projeto com objetivos de extinguir a pobreza e redução da criminalidade.

Em 1833, passou a fazer parte da Associação para colonização do Sul da Austrália.

Enviou no ano de 1834, uma carta ao Lord Bougham, onde demonstrava a situação paupérrima da educação.

Rowland Hill, durante todo esse tempo, inventou diversos equipamentos e máquinas industriais, patenteando em 1835 uma impressora rotativa, (Rotary Press) que imprimia em forma de listagem.

Pouco tempo depois desta invenção, é que lhe correu a idéia da introdução de uma estampilha, para o pagamento das cartas enviadas por intermédio dos correios.

Esta foi a sua principal invenção e que o imortalizou: "o SELO POSTAL".

Passou por outro lado, à estudar os serviços postais britânicos e as falhas que o sistema apresentava.

Como todo assunto relevante, a reforma efetuada nos correios da Coroa Britânica tem várias interpretações, devido as mudanças propostas por Hill.

Entretanto, pode-se observar que os serviços eram pagos após serem efetuados, e por valores expressivos, calculados por volume e distancia percorrida, como são feitas atualmente as encomendas de mercadorias por transporte rodoviário, marítimo ou aéreo.

Não se poderia imaginar a hipótese de pagamento de um serviço ainda não prestado e por valor irrisório.

Não se dava conta na época , que o volume de correspondência poderia cobrir os gastos administrativos de todo o sistema , ampliando de forma substancial os usuários, ávidos de um serviço postal confiável e acessível à maioria da população.

Em 1837, enviou ao gabinete de Melbourne, uma apostila, intitulada "A Reforma dos Correios (Poste Office Reform), onde expunha seus objetivos e resultados práticos, com introdução do selo postal, com uma tarifa única bastante reduzida.

Entretanto não foi levado a sério.

Após ter mandado imprimir um lote de selo foi chamado a participar de uma pesquisa, já em andamento, sobre os correios.

Diante da comissão, descreveu sua idéia como: "um pequeno pedaço de papel que permitisse a colocação de um carimbo, com goma em seu verso, bastaria para pagar o preço justo da remessa de uma carta".

Sua idéia ecoou como uma coisa ridícula, sofrendo forte oposição.

Acontece que Brougham, Grote, Hume, O'Connell, Cobdeau, Warburton, exercendo forte pressão fizeram que uma comissão parlamentar pedisse a criação de uma tarifa única para o envio de cartas.

Por seu lado, o sistema de cobrança do porte no ato do recebimento, não mais atendia as necessidades dos correios, e os preços praticados geralmente eram recusados pelos destinatários, o que trazia sérios prejuízos aos correios.

Diante do clamor popular em pagar um porte uniforme, em agosto de 1839 a reforma postal foi consolidada aprovando-se o Penny Postage Act., equivalente em nossa moeda (01 centavo).

Em 16 de maio de 1840, entrou em vigor a reforma postal, com o porte único para ser adotado em todo o Reino Unido, o 1º selo postal do mundo.

Popularmente chamado de Penny Black, por se 1 Penny e de cor preta, inicio sua circulação, não sendo considerada mais à distância percorrida, com porte pago pelo missivista e não mais pelo destinatário.

Este selo não trazia o nome do pais de origem, trazia apenas a imagem da Rainha Victória, o valor e a palavra “postage”
Essa medida combatida no seu princípio possibilitou a popularização dos serviços postais no Reino Unido, sendo logo adotada pelos demais países.

A administração dos correios entretanto, mostrou-se hostil para com Rowland Hill , que fora admitido para dirigir a sua aplicação, sendo durante mais de dois anos ironizado e alvo de chacotas.

Em 1842 , quando acabara de fechar acordo para a fabricação de selos ,"Peel, Roberto" Ministro do Partido Conservador, afastou-o do cargo provisório que exercia sem qualquer reconhecimento, criando um clima de indignação pública.

Hill em 1843 tornou-se diretor da Estrada de Ferro de Brighton, recebendo em 1846, 13.000 Libras Esterlinas, angariadas em uma subscrição popular.

Em novembro desse mesmo ano foi nomeado por John Russer, Chefe Geral dos Correios e seu irmão Fréderic Hill nomeado adjunto em 1851.
Recebeu o título de bacharel (cavalheiro) em 1860.

Cansado, afasto-se dos correios em 1864, recebendo uma recompensa de 20 mil Libras Esterlinas, oferecida pelo parlamento pelos serviços prestados, além de sua pensão vitalícia..

Ele havia transformado radicalmente em menos de duas décadas, todo o sistema postal britânico e mundial.

Em 1865 passou a fazer parte da comissão das Estradas de Ferro.

Com a ajuda de seu irmão Arthur, escreveu a História do Penny-Postage, que foi publicada pelo seu sobrinho G. Birkbeck Hill, juntamente com sua biografia.

Em sua homenagem foram erguidas uma estátua em Birminghan, e outra no Royal Exchange de Londres.

Após a popularização dos correios, com grande número de cartas em circulação, os primeiros que passaram a colecionar os selos foram os jovens alunos das escolas, e no The Times em 1841, se fez publicar o primeiro anúncio de troca filatélica.

O Brasil em 22/10/1938, ao lançar seu primeiro Bloco Comemorativo "BRAPEX I" (B-1 RHM) (selo Rhm 132), prestou-lhe justa homenagem.

Augusto Dias Gallera.
Vilaesperancapenha.blogspot.com
gallera@web2go.com.br
augusto.gallera@gmail.com.br.


Bibliografia:
Grande Encyclopédie Larousse.
Encyclopédia Vniversal Ilvstrada Evropa Americana.
Enciclopédia Italiana - Fondata da Giovanni Treccani.
Manual do Filatelista - selos de todo o mundo - Nova Cultura.
Filatelia - de Ana Lúcia Lourenço Sampaio.
Casa da Cultura Francesa.
Catálogo de Ofertas RHM – P.Meyer.
Revisão – Celso Figueiredo de Almeida Filho

domingo, 17 de fevereiro de 2008

O CAMINHO DOS ANJOS

O CAMINHO DOS ANJOS – DIÁLOGO
(entre neto e avô)

N- Vô... Oh...vô!...
– O senhor esta dormindo?

V- Não... Estou viajando.
N- Viajando?!...
V- É, estava viajando no meu carrinho de rolimãs que eu tinha quando criança.
N- Ah!... O senhor não tinha rolete.
V- Rolete?... Mas é claro que eu tinha relógio.
N- Chiii... Vô, agora o senhor esta complicando tudo.
N- Rolete não é relógio... Eu explico.
N- Sabe aquela botina que era do seu pai e que esta guardada no armário?
- Intão é igualzinha, só que tem rodinhas em baixo.
V- Ahh... Então você quer dizer, um par de patins?!...
N- Ééé...
V- Bem mais o que você quer afinal?
N- Sabe vô... No domingo meu tio Juca, a tia Frida, meu pai e minha mãe estavam na cozinha conversando.
V- Sei... E daí?
N- Sabe vô... Falavam, falavam, e eu não entendia nada.
-Falavam dA bíblia, igreja, sarava, e toda a vez que eu perguntava alguma coisa, minha mãe me mandava brincar na sala.
V- Tudo bem, e daí?
N- Pô!... Assim não dá. O que eu queria saber é; quais são os caminhos de Deus?
V- Boa pergunta. Pelo que estou vendo, hoje você acordou inspirado.
N- Não vô, eu só queria tirar essa duvida.
V- Bem meu neto, são muitos os caminhos que nos levam a Deus.
- Mas primeiro vou te fazer uma pergunta.
- Como você acha que é Deus?
N- Sei lá, nunca O vi.
V- Vou te fazer mais uma pergunta.
N- Tasca lá vô.
V- Como é o amor que você sente por sua mãe?
- Você já o viu?
N- Eu não, mais seu sei que é deste tamanhão.
V- Pois então, Deus é assim.
- Você junta o amor das crianças pelas suas mães, do mundo todo, e mais do céu todo, e isso é Deus.
N- Complicado!... Não vô!...
-Então Ele não é um homem?
V- Não meu neto Ele é uma força muito grandiosa para ser comparado com o homem, cheio de virtudes e defeitos.
N – Jesus não era Deus?
N- Bem, era e não era. Ele é filho e parte de Deus.
N- Como assim?
V- Bem, Deus é algo que esta fora do tempo e do espaço.
- É infinito, não é novo, nem velho, simplesmente É.
N- Ahh!... Sei.
V- Jesus, ao contrário, nasceu, viveu e foi crucificado por nós, mas sua essência permaneceu.
N- Confuso não vô!
V- Mas eu vou te dar um exemplo para você entender.
- Deus é como o oceano, não tem começo nem fim. La esta Ele, de noite, de dia, com chuva ou com sol.
- Jesus, é um grande rio, que corre em direção ao oceano, que também é seu pai, de onde vem toda a água do mundo em que vivemos.
N- Já sei vô!... Jesus é o Rio Amazonas.
V- Acertou... Ai esta a resposta para a tua pergunta.
V- Jesus é um dos caminhos que nos levam à Deus.
N- Legal não vô!...
V- è legal mesmo. Por isso devemos preservá-lo, dentro de nós.
N- Então, os rios menores são os santos?...
V- É... Pode ser.
N- Mas também existem outros grandes rios na terra.
V- Sim.
- Cada povo te seu próprio Rio, e cada povo deve conservá-lo, e respeitá-lo, preservando tudo de bom que tem Nele..
N- Como assim?...
V- Cada povo tem seus costumes e tradições, e Deus se manifesta junto a cada povo de forma diferente.
- Assim como nós temos Jesus, cada povo tem seu enviado de Deus, que nos devemos respeitar mutuamente.
- Todos são mensageiros de Deus.
N- É... Mais eu acho Rio Amazonas o mais bonito do mundo.
V- É verdade... Mais também devemos respeitar a existência dos demais Rios.
N- É isso aí vô. Coitado do povo que não tem um Rio.
V- Pois é por isso podemos nos considerar um povo feliz.
- Possuímos diversos Rios, e que, mesmo correndo em direções diferentes acabam chegando ao Oceano.
N- É... Mas coitado do Santo Tietê. Tem que aceitar todo o lixo da cidade.
V- Pois é, nem todos os caminhos de Deus são fáceis de percorrer.
N- E as cachoeiras vô?
V- As cachoeira?... As cachoeiras representam as dificuldades da caminhada, mas mesmo assim são admiráveis, após serem transpostas.
N- E as represas que o homem constrói? ... Eles querem destruir os caminhos de Deus?
V- Nem sempre. Depende de como elas são feitas e usadas.
- Elas podem ser como postos de abastecimento como as existentes nas estradas, e podem servir para meditarmos.
N – Ah!... Mas quando eu crescer, o meu carro não vai precisar de posto de gasolina.
V- Como assim?
N- Ele vai funcionar com energia tônica computadorizada, e vai sair voado como um passarinho.
V- Não é tônica, é atômica.
N- Sabe vô... Não conta nada pra ninguém, mas meu pai disse que isso é coisa de louco.
V- É de fato... O homem já construiu tanta coisa para o bem, e foram utilizadas para o mal, que essa invenção construída para o mal, possa vir a ser utilizada para o bem.
N- Outra coisa vô... Se o senhor diz, que os rios são os caminhos de Deus, como é que aprendi na escola que os índios eram ateus e não tinham Deus, se todos os rios do mundo pertenciam a eles?
V- Aí é que esta uma falha no pensamento do homem, que se diz moderno, e seguidor dos princípios de Deus.
V- Os índios crêem em Deus a sua maneira, da forma mais pura e perfeita, que é a Natureza...
- Vivem dela e para ela.
N – Puxa vô!... E nós é que achamos que somos civilizados.
V- Êh!... Agora você esta exagerando.
N- Mas não é... O homem vem destruindo tudo que esta a sua volta.
- Já pensou quando ele for morar na Lua?... Coitada dela.
- Tomara que os índios de lá tenham a pele prateada.
V- Por quê?
N- Assim vão dar mais valor pra eles.
V- Não sei não...
N- Oi vô!... Não se preocupe não... Quando eu crescer vou montar uma máquina do tempo, como aquela que aparece na televisão, e nós vamos viajar pelo universo todo, até chegarmos a casa de Deus.

Mensagem:
Torne-se contribuinte de uma casa voltada para a infância.
Não custa muito.
É só organizar a sua agenda.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

A INFLUÊNCIA EUROPEIA E BRITÂNICA NA CIVILIZAÇÃO COMTEMPORÂNEA

O presente texo foi extraido da coletânea "O Extraordinárop Sistema Administrativo Colonial Britânico" de nossa autoria.

APRESENTAÇÃO:

Numa troca de correspondência, no final do ano de 1.996 e início de 1.997, com o correspondente e amigo filatélico de longa data, *Dr. Mauro Nogueira Valias, Varginha – MG, ao qual oferece este trabalho, alertou-me sobre a qualidade e variedade dos selos britânicos

Assim busquei algo no fundo do baú e deparei-me com um "ajuntamento" de selos, que já nem me dava conta de sua existência.

Separei-os e passei a consultar o Catalogo Scott e classificá-los.

Descobri a grandiosidade da influência dos europeus da Grã Bretanha e sobre suas colônias que formaram poderosos impérios, influência esta, exercida até a presente data.

Inicie a pesquisa e logo percebi que sem um estudo histórico mais profundo, jamais conseguiria desenvolver satisfatoriamente o tema.

O trabalho apresenta o Sistema Administrativo Imperial Britânico, englobando além da Grã Bretanha, as nações que foram anteriormente colônias independentes e dependentes e ocupações provisórias, compreendendo os Postos Militares e o Levante.

Em função a situação política da época, mesmo em se tratando de colônias Britânicas, não há como evitar se resvalar nas histórias de Portugal / Espanha / França / Holanda / Alemanha / Bélgica /Itália e países não europeus, pois todos estavam envolvidos em um mesmo contexto. (dividir para dominar).
Por outro lado, o leitor que se propuser a tomar conhecimentos do conteúdo deste trabalho, poderá encontrar por vezes dados conflitantes. Isso se deve ao fato que nas diversas fontes de pesquisa, foram utilizados vários métodos de coleta de dados, inclusive a utilização de novos documentos tidos como secretos liberados aos historiadores recentemente.

No início de 2006, o *Dr. Mauro, apresentou-me seu correspondente e colaborador Sr. Celso Figueiredo de Almeida Filho, filatelista Mineiro, com o qual passei a corresponder-me, e mostrou boa vontade em ajudar-me.

Assim, o atual trabalho, foi elaborado praticamente a dois, o que permitiu a abertura de um maior leque de idéias e objetivos, tendo por escopo a atualização e maturação do trabalho.


* - Dr Mauro Nogueira Valias – médico ortopedista em Varginha – MG - é colecionador de Brasil, Colônias Britânicas, expositor com várias premiações, jornalista filatélico, com a coluna nota para os selos, na revista Filatelia Brasileira da FEFIBRA.

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INTRODUÇÃO

CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL
A história do mundo contemporâneo, no que diz respeito à Civilização Ocidental, baseia-se na evolução dos povos Europeus, que, a partir do Século XIV passaram a ditar as regras do desenvolvimento, com grande influência sobre as demais regiões em que se fizeram presente.
Somente com a invenção da escrita, é que se pode deixar devidamente documentado os acontecimentos históricos, muito embora nem sempre expressem com imparcialidade a realidade dos fatos, pois perdedores não têm história.
Mas, voltando à história da Civilização Ocidental, o que permitiu aos europeus levar sua influência para todos os quadrantes da terra, foi o aprimoramento da navegação marítima.
Muito se têm falado da BUSOLA (rosa dos ventos) (China 1.000 aC.) trazida ao conhecimento dos europeus pelos árabes na época das cruzadas, entretanto foi o sistema de leme preso a Proa das embarcações, que permitiu aos europeus o domínio marítimo no século XV.
A possibilidade de mudança de rumo das embarcações, as ordens dos comandantes, permitiu a construção de navios maiores e mais resistentes para os padrões da época.
Nesse período o conhecimento geográfico dos europeus restringia-se a região marítima do litoral do continente, Mediterrâneo, mares internos, e no século XIV - Islândia e o Mar Vermelho, este último sob domínio Árabe.
Com embarcações mais resistentes e ágeis, os europeus liderados por PORTUGAL e ESPANHA, optaram pela busca de novas regiões, em função a 03 fatores.
Fatores econômicos:- possibilitar a aquisição de especiarias na sua origem, sem depender da intermediação monopolizada pelos Árabes, Genovéses e Vénitos.
Em tempos modernos, quando a humanidade dispõe de diversos sistemas de conservação de alimentos, nos parece estranho que as especiarias tivessem tanto valor econômico.
Entretanto se levarmos em conta, que na época não se dispunha dos meios atuais de conservação, as especiarias tinham papel fundamental no processo de guarda de alimentos.
Fatores científicos:- em busca de maiores conhecimentos, principalmente para comprovação da teoria do formato redondo da terra, considerada até então pelo geólogo Ptolomeu como o do universo.
No período que antecedeu as grandes navegações, deve-se levar em conta o espírito humano reinante, aonde toda pesquisa que viesse de encontro às regras religiosas, era considerada uma blasfema, e seus seguidores punidos pela excomunhão.
O fato mais marcante é o caso do físico e matemático, GALILEO GALILEI (1564/1642), que tentou provar a teoria defendida por Ptolomeu (1473/1543).
Por outro lado o medo do desconhecido fascinava os aventureiros, que por sua teimosia, conseguiram dar mais luz ao conhecimento humano.
Fatores religiosos:- para converter os "bárbaros e infiéis" ao cristianismo.
Na época das descobertas, poucas eram as nações européias que detinham as características territoriais atuais.
O feudalismo dominava parte da Europa, desde o século IX, e impérios quase sempre envolvidos em conflitos.
Por volta de 1492, dois impérios se destacavam;
O SACRO IMPÉRIO ROMANO GERMANICO DE ORIGEM EUROPEIA e o ÍMPERIO OTOMANO, que tinha origem na Turquia e que crescia assustadoramente.
Entre 1492 e 1648, esse Império, passou a ocupar o Continente Europeu na região Leste do Mediterrâneo, todo o oriente médio, região do Mar Vermelho e toda a costa Africana, no Mediterrâneo.
Entre 1789 e 1830 dominavam também o Egito e parte do Sudão, retirando-se da Argélia.
Convertidos ao Islamismo os Mouros como eram conhecidos, representavam para os europeus, seus costumes e tradições uma séria ameaça.
A tentativa de diminuir a influência dos Mouros teve seu princípio nas Cruzadas, realizadas durante os séculos XI a XIII, organizadas pelos europeus.

Dessa forma os europeus, convertidos ao cristianismo, passaram a enviar para todos os recantos da terra, missionários religiosos, na evangelização de outros povos.
Entre os anos 1418 e 1478, navegadores portugueses e, espanhóis descobriram a existência de Açores, Madeira, Canárias e Fernando Pó, na costa Oeste da África.
Frente ao desconhecido, essas expedições marítimas, lideradas por Portugal foram sempre feitas costeando o litoral do Continente Africano rumo ao sul.
O objetivo primordial era a busca de um novo caminho para a região das especiarias conhecida vagamente por Índias e, de onde se diziam maravilhas e hábitos exóticos
Tudo faz, crer que já existiam indicações concretas sobre a existência e outros caminhos., com informações trazidas por alguns europeus que visitaram a região.
O mais famoso entre esses europeus, estava o famoso veneziano Marco Pólo, que viajou por toda a Ásia, Mongólia, e retornando por Sumatra nos anos 1254 a 1323.
Essa expedição foi o início da quebra de monopólio dos Árabes sobre as especiarias, que em pouco tempo passou a ser monopólio de Portugal.
A Espanha, por sua vez, acreditando na teoria da forma redonda da terra, aventurou-se rumo ao Oeste, enviando o navegador genovês Cristóvão Colombo, rumo ao Atlântico, o que culminou com o descobrimento do continente Americano, que, inicialmente pensou-se tratar-se de CIPANGO (Japão).
Em 1471, navegados europeus, chegam ao equador, e em 1488 ao Cabo da Boa Esperança (Hope Good Cape) e em 1497 atingiram Melínda, Oceano Índico, Calcutá e Goa.
Em 1498, navegadores portugueses chegam ao litoral de Moçambique, de onde seguiram para Melinda, fundeando em CAPOCATE (Índia), próximo a Calcutá.
Por outro lado a Espanha investindo na busca de um caminho pelo oeste enviou Fernão de Magalhães, navegador português (a serviço de Carlos V) que em 1519 após ter atingido o Pacífico pelo Estreito de Magalhães, chegou as Ilhas Marianas (Filipinas), onde foi morto.
De uma frota inicial de 05 caravelas, o piloto Elcano comandando a única caravela que restou (Vitória), conseguiu regressar a Espanha rumando para o Oeste, o que acabou culminando com a realização da primeira viagem de circunavegação do globo.
As demais nações européias também passaram a investir em suas respectivas marítimas, na expectativa de ampliar as áreas de influência, a exemplo de Portugal e Espanha.
No século XV o navegador veneziano CABOT a serviço da Grã Bretanha (Henrique VII) foi contratado para procurar uma nova rota para as Índias pelo hemisfério Norte, tendo chegado à Terra Nova e Labrador em 1497, atingindo o Mar Branco, onde fundou ARCÂNGEL.
Seguindo rumo ao Sul, chegou a navegar pelo Rio Plata sem, entretanto atingir seu principal objetivo, de encontrar uma passagem ligando o Atlântico ao Pacífico, descoberta esta, que só acabou ocorrendo em 1728, pelo navegador dinamarquês Vitus Bering (Estreito de Bering).
Os franceses, em busca de novas regiões de pesca chegam a Terra Nova e Canadá.
Seguindo o exemplo, Alemanha, Holanda, Rússia passaram a expandir o raio de influência nas demais regiões da terra, como poderemos verificar nesta coletânea.
Na verdade a expansão e avanço da moderna Civilização Ocidental concentraram-se na tomada das terras e regiões de povos não europeus.
Após o termino da 1ª Grande Guerra Mundial a divisão de influência dos europeus estava completa mediante acordos e tratados assinados com demais povos de forma voluntária ou impostos pela força, alguns trazendo bons resultados outros se mostrando desastrosos.
Entretanto não se pode negar que a influencia européia foi fundamental na evolução das diversas regiões que se fez presente.

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EUROPA
A história da Europa, remonta do século XVI a C. entre fatos reais e mitológicos.
Na população da Grécia, estão os primeiros elementos de uma civilização organiza- da, de onde se irradiou a formação de outras cidades européias estendendo-se por várias regiões.
Entre 753 a 510 a C. instalou-se o domínio Romano
Desde o século IX até fins da Idade Média, o sistema de governo existente na Europa era o feudalismo.
Esse sistema de poder resumia-se em um conjunto de leis adotado por um nobre senhor, mediante uma concessão territorial, que mantinha sob seu domínio e proteção os seus habitantes, concessão esta dada por outro nobre mais poderoso.
Assim formavam-se grupos de feudos em torno de um senhor feudal poderoso, que mantinha sob sua tutela os demais feudos menores, mediante juramento de lealdade.
As monarquias somente passaram a ser instituídas durante a Idade Média, após ocorrerem as invasões e o triunfo do cristianismo.
Por volta do ano de 1492, somente Portugal, Espanha, França e Inglaterra, detinham a formação geográfica atual.
Os demais paises, apresentando-se as demais regiões politicamente instáveis, e de conflitos violentos.
Entre 1492 e 1648 o Império Otomano, não só dominava boa parte do leste europeu, bem como o norte do continente africano e parte da Arábia Saudita.
Durante o século XV, Portugal iniciou suas aventuras marítimas no Atlântico, que lhe permitiu tornar-se a mais importante potência marítima da época.
Em 1520, com a reforma protestante inspirada por Martinho Lutero, levou a Grã-Bretanha a novos preceitos religiosos, o continente mergulhou em uma sangrenta guerra santa, que durou até 1648, levando consigo a destruição a toda Europa Central, reduzindo drasticamente a população Alemã.
A busca de novos objetivos propiciou o surgimento do capitalismo, em detrimento do sistema feudal, substituído por reinos mais fortes e organizados.
Essa reviravolta trouxe à tona inúmeras divergências entre os países europeus.
A evolução do mercantilismo acirrou os conflitos entre os países europeus, envolvendo problemas políticos, religiosos, econômicos e concorrência por muitas vezes desleal.
A cobiça pelo ouro e pela prata, encabeçados por Portugal e Espanha, criou a teoria econômica ilusória, de quanto maior a quantidade de metais em poder do país, mais forte ele seria.
A primeira nação a explorar suas colônias em busca de metais foi a Espanha.
Carlos V (Sacro Império Romano Germânico) com essa atitude, estabeleceu o modelo dominador a ser aplicado em suas colônias , permitindo com isso estender sua influência por toda América Central, Caribe América do Sul, Flórida e Filipinas
A Grã-Bretanha por outro lado, envolvida em sucessivas guerras, e com parcos recursos, optou pela produção de manufaturados, que vendia não só aos ricos países ávidos por novos produtos e bens, como para todos os mercados possíveis de serem atingidos.
Conseguiu com isso acumular grande riqueza, que lhe permitiu tornar-se com o trans correr do tempo, detentora da maior marinha existente, abrindo-lhe novos mercados e monopólios regionais.
Enquanto Portugal e Espanha subjugavam os povos sobre os quais detinham poder,
em busca de ouro e prata, para a Grã Bretanha o mais importante era torná-los consumidores.
Criou diversas Company com poder de governo em inúmeras regiões, dando-lhes poder e proteção da coroa, ou ocupando regiões em forma de Colônias e protetorados, que alem de consumidoras passavam a ser produtoras de matérias primas consumidas pela metrópole.
A Grã-Bretanha, optando pelo liberalismo e pela produção de produtos industrializados, tornou o comércio colonial favorável para a coroa, o que fez com que se canalizassem grandes recursos para a metrópole de forma constante e segura.
Assim as riquezas retiradas das colônias Portuguesas e Espanholas acabaram nos cofres da Coroa Britânica.
O sucesso estava em que as colônias Britânicas produzissem e vendessem para a metrópole produtos primários, em troca da compra de manufaturados produzidos na Grã-Bretanha.
A Grã-Bretanha alicerçada no trabalho industrial, sua poderosa marinha e sua capacidade administrativa de saber delegar poderes, em 1990 já havia formado um império que cobria ¼ da superfície do planeta e abrangia aproximadamente ¼ da população mundial.
O expansionismo, que para as demais nações européias tratava-se de prestígio nacional, para os britânicos com sua indústria e comércio tornou-se uma inesgotável fonte de renda.

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O IMPÉRIO OTOMANO (TURCO)

A história da Europa apresenta-se em 4 eras distintas: a ERA ANTIGA, MÉDIA, MODERNA e CONTEMPORÂNEA.
A Era Antiga abrange o início da escrita por volta do ano 4000 a.C. , quando a humanidade passou a registrar os fatos ocorridos que lhe diziam respeito, até a tomada do Império Romano pelos Mouros, chamados de Bárbaros, no ano 476 d.C.
Quanto a Idade Média, a que nos diz respeito neste trabalho, adiantamos que por volta 1492 poucas eram as nações existentes na Europa, imperava na época o feudalismo. (Impérios feudais.)
Os feudos eram formados à ordem de um Senhor, que governava segundo as leis e costumes impostos para a região sob seu domínio.
Os Castelos eram símbolo de poder e nobreza, e sede administrativa do império.
Na época, dois Impérios se sobrepunham sobre os demais: - O Sacro Império Romano Germânico na Europa, seguidor do cristianismo, e o Império Otomano, com origem na Turquia, seguidor do Islã.


O IMPÉRIO OTOMANO

Maomé (570-632) obrigado a exilar-se em Medida em 16 de julho de 622, deu início ao calendário muçulmano.
A partir de Medina organizou forças militares, que permitiram voltar à Meca em janeiro do ano seguinte, derrotando as forças locais, implantando uma nova teoria religiosa.
Com a sua morte, Abu Bakr ao tornar-se o primeiro califa, sob o nome de Califa Omar, derrotando os falsos profetas e tribos rebeldes à nova religião.
No poder, Califa Omar (Príncipe dos Fiéis), transformou o Estado Nacional Árabe, num Império Teocrático Internacional, garantido por uma administração militar, onde os chefes militares eram convertidos em governadores das áreas conquistadas.
Os representantes religiosos por sua vez eram convertidos em juizes.
As primeiras conquistas foram sobre o Heráclio, irmão do imperador Teodoro, derrotado em Ajanadayn, nas proximidades de Gaza e Jerusalém..
Após Omar derrotar Yarmuk conquistou a Palestina, Síria, Mesopotânia e o Egipto, mediante negociação firmada com o Patriarca de Alexandria.
Prosseguindo nas conquistas, em 711, os Mouros como eram conhecidos invadiram a Península Ibérica, e iniciando a conquista do atual Paquistão e Afeganistão.
Essas investidas prosseguiram por toda Europa Mediterrânea expandindo-se até fins da 1ª. Guerra mundial.
Como não podia deixar de ocorrer, a doutrina pregada pelos invasores, passou a ser considerada uma ameaça aos povos não islâmicos, o que desencadeou a formação na Europa, das 8 Cruzadas que se seguiram.
O objetivo das Cruzadas organizadas pelos Europeus Católicos, contra os muçulmanos, era a reconquista dos territórios anexados ao Império Otomano, num constante vai e vem de conquistas de ambos os lados.
Elas tiveram início em 1096 com a Cruzada nos Nobres, e prolongaram-se até 1270, esta última liderada por Luiz IX (São Luiz) em 1270.
A esta última juntou-se o Duque de Guyenne Eduardo Plantageneta (Príncipe de Gales) conhecido como Príncipe Negro, que posteriormente se tornou Rei da Inglaterra, com destino ao norte da África e Terra Santa.
Entre 1492 e 1648, o Império Otomano, passou a ocupar regiões do Leste do Mediterrâneo, Oriente Médio, Mar Vermelho e quase toda a costa norte da África.
Expandiu seu domínio territorial entre 1789 e 1830 sobre o Egipto e Norte do Sudão, poupando a Argélia.
Seu auge deu-se sob o governo de Solimão o Magnífico, chegando às portas de Viena no ano de 1683.
O declínio do Império Otomano teve início ao final do Reino Suleiaman I e findou na Primeira Guerra Mundial, quando a maioria do seu território foi ocupado pelos aliados, permanecendo somente o Estado da Turquia, como país, após a guerra da Independência. Lit=(colecíonismo & inversão- J.Linares).
A partir do fim do Império Otomano, as Nações Européias, arraigadas a prática do feudalismo, passaram para o modelo colonialista, procurando dominar as regiões extraterritoriais, para mante-las sob sua tutela administrativa e comercial.
Para poder controlar as diversas regiões sob influência das nações Européias, tornou-se necessário a criação de mecanismos administrativos, que permitissem um eficiente controle sobre as mesmas.
Entre os sistemas de controle administrativo, incluíam-se os serviços postais, criando-se para tanto agências postais nas sedes administrativas do exterior, para suprir a deficiência dos serviços locais oferecidos.
A essa operação passou a ser chamada de LEVANTE.

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GRÃ-BRETANHA

Formada por uma ilha situada no Atlântico Norte, costa noroeste do continente Europeu, entre os meridianos 50 e 60 norte e ilhas menores, chegou aos nossos dias como uma das economias mais fortes existentes, e detentora de um poderoso comércio exterior.
Fazem parte da Grã-Bretanha a Escócia, (Scotland) parte norte da ilha, separada da Inglaterra pelos Montes Cheviotes, tendo como capital Edimburgo, região de terras altas e população de origem celta, que se uniu a Inglaterra em 1707.
INGLATERRA (England) parte da Grã-Bretanha, Capital London (Londres), situa-se entre a Escócia ao norte, e Pais de Galles ao oeste, tratando-se da região mais desenvolvida da ilha.
Em Londres situada a 51,5º latitude norte, próximo ao Rio Tamisa foi construído, o observatório que determina o início dos fusos longitudinais, e determina longitude zero do globo, dividido em fusos horários (meridiano de Greenwich).
PAIS DE GALLES (Wales), região ocidental do sul da ilha, leste do mar da Irlanda longitude 3º oeste 52º norte, e oeste da Inglaterra, região montanhosa independente.
Passou a fazer parte da Grã-Bretanha em 1536 durante o reinado de Henrique VIII, povo de origem celta.
IRLANDA, a mais ocidental das ilhas britânicas, região do Atlântico Canal do Norte.
Os celtas da região foram convertidos ao catolicismo durante a Idade Média, e foram perseguidos pelo governo Cromwell, e o sul teve reconhecida a sua independência em 1921, tendo como capital Dublin (Baila Atha Cliarh).
A parte norte do Ulster formou a Irlanda do Norte, capital Belfast 7º longitude oeste 54º latitude norte, continuou fazendo parte do Reino Unido da Grã-Bretanha.
Completa o território do Reino Unido às ilhas Shetland e Orkeny ao norte, Hebridas ao oeste, Isle of Man no Mar da Irlanda e Ilhas do Canal ao sul.
Na região leste (Canal da Mancha) não possui ilhas que se destaquem.
Os primeiros habitantes da ilha foram os celtas, os gauleses e bretões, e os primeiros registros históricos datam de dos anos 55 e 54 a.C. com relatos feitos pelas expedições realizadas por Júlio César à Bretanha.
Tornou-se uma província do Império Romano pelo Imperador Cláudio, e sofreu uma invasão dos vikings no século XI.
No ano de 43 d. C. foi reconquistada pelo Imperador Cláudio.
Os habitantes da Calcedônia, região da Alta Escócia, (pictos e escptaps), opuseram às legiões forte resistência, e a partir do século V passaram a hostilizar os bretões.
Diante da inferioridade, os bretões para enfrentar as investidas que sofriam, recorreram ao auxílio de anglos e saxões, de origem germânica.
Essa solicitação de auxílio não foi bem sucedida, diante dos hábitos piratas dos supostos defensores, que se instalaram no sul da ilha, formando uma monarquia estabelecida pelo seu líder, Alfredo o Grande.
No ano de 1017 os Dinamarqueses ocuparam a região que se prolongou até 1042, quando foram expulsos por Eduardo III, restabelecendo o domínio Anglo-Saxão.
Entretanto em 1066 a região foi novamente invadida por Guilherme da Normandia, que manteve sob seu domínio toda a Ilha..
Em 1215 o rei João (sem terra) concedeu a primeira carta magna, fundamentando a liberdade e os direitos dos súditos britânicos.
As pretensões de Eduardo III, em assumir a coroa da França, levaram a Grã-Bretânha e França à guerra dos cem anos, iniciada em 1337 e que terminou somente em 1453, com a expulsão dos britânicos do território francês.
Deve-se observar que essa rivalidade sempre se fez presente na disputa da Índia / Canadá / Estados Unidos / Egito e outras regiões de menor expressão.
Dois anos após iniciou-se uma guerra interna, entre as Casas de York e a de Lancaster (1455 / 1485), de efeito desastroso e que permitiu a Casa dos Tudores, assumir o trono em 1603, que por sua vez posteriormente foi substituída pela dinastia dos Stuarts,
A partir desses fatos históricos, foram introduzidas novas reformas, dando-se início a formação de um portentoso reino, detentor de uma admirável força naval.
Dom Henrique VIII (1509 a 1547) rompendo com o Papa assumiu a chefia de uma Igreja Anglicana independente.
Durante o reinado de Elizabeth (Isabel) filha de Henrique VIII, foi o período da história da Grã-Bretanha (1558 a 1603) de maior desenvolvimento comercial, de navegação e religioso, com a consolidação da igreja Anglicana, e consequentemente o aumento do poder da coroa.
Oliver Cromwel em 1648 comandando um movimento republicano depôs os Stuarts, após derrotar as forças reais.
A monarquia foi restabelecida em 1660 por Jorge Monk, duque de Albermarle em favor de Carlos II, que foi derrotado por Guilherme de Orange.
Em 1714 a dinastia dos Hanover subiu ao trono.
A Grã-Bretanha com a derrocada das forças navais espanhola assumiu a liderança marítima mundial e passou a levar sua influência para todos os quadrantes do globo.
Esse progresso, entretanto não atingiu a totalidade da população do reino, e o pequeno trabalhador sentindo-se marginalizado, passou a ver na emigração a sua chance de enriquecimento.
Guilherme IV deixou o trono em 1837 para sua sobrinha Vitória, quando ela completou 19 anos de idade, tornando-se rainha.
Ela foi soberana durante 63 anos, até 1901.
A Rainha Victoria foi quem iniciou e incentivou a expansão colonialista britânica, a chamada era vitoriana
As riquezas de suas colônias derramavam-se sobre a Grã Bretanha.
A indústria britânica continuava a expandir-se, e o país era chamado “a oficina do mundo”.
Em 1841, sir Robert Peel, tornou-se primeiro ministro.
Acabou com os impostos sobre a exportação; reduziu os de importação e extinguiu a Lei do Trigo que protegia os proprietários de terras quanto a importação de cereais.
Em 1865, surgiu um vigoroso sistema bi-partidário comandado por William Gladstone liberal, e Benjamin Disraeli conservador, que alternavam-se no posto de primeiro ministro de 1868 a 1885.
De 1899 a 1902 a Grã Bretanha travou a Guerra dos Bôeres, na África do Sul, que despertou reação contrária e generalizada no mundo todo.
A nação seguiu uma política internacional de esplêndido isolamento. Mas, sentiu no começo do século XX, que necessitava de aliados, o que levou os britânicos a fazer uma aliança com o Japão em 1902.
Em 1904, firmou um Tratado de Amizade, Entende Cordiale (Entendimento Cordial), com a França, transformando-se em Tríplice Entende, com a participação da Rússia em 1907.
Em 4 de Agosto de 1914 entrou na Primeira Guerra Mundial, aliando-se com os E.U.A., França e outros países, para lutar contra o grupo de potências centrais, formado pela Alemanha, Império Austro-Húngaro, Turquia e Bulgária.
A guerra foi devastadora para a Grã Bretanha, criando severos problemas econômicos, abalando a sua posição como potência mundial.
A partir de 1931, Joseph Chamberlain (1895/1902), Ministro das Finanças foi quem desenvolveu a política liberal colonial britânica e, Lord Salisbury defendeu o desenvolvimento econômico das colônias, identificado com imperialismo construtivo.
Chamberlain tornou-se em 1937, primeiro ministro.
Em 1940, a invasão de tropas alemãs da Dinamarca e Noruega, levou o então ministro a apresentar renúncia em 10 de maio, assumindo o seu lugar Winston Churchill, declarando em sua posse ao povo Britânico, que só tinha para oferecer “sangue, suor e lágrimas” a fim de conquistar a vitória a qualquer preço.
Quando a Alemanha conquistou a França em junho, a Grã Bretanha ficou sozinha contra a máquina de guerra nazista.
Em 1945, finalmente a Grã Bretanha unida aos E.U.A, à URSS e outros aliados derrotaram a Alemanha e o Japão.
Próximo ao final da segunda guerra mundial, a Grã Bretanha ajudou a criar a Organização das Nações Unidas (ONU).
No período após a guerra a política internacional da Grã Bretanha, manteve-se estritamente ligada aos E.U.A., entrando para a Organização do Tratado Atlântico Norte (OTAN) e a Organização do Tratado do Sudeste Asiático (OTASE).
Em abril de 1982, a Argentina invadiu as Ilhas Malvinas (Falkland) que a Grã Bretanha ocupa desde 1833, reivindicando sua posse, de donde foram repelidos em junho do mesmo ano, mantendo-as sob seu domínio.
A influência britânica, na formação da atual civilização ocidental foi de fundamental importância na geração de novos costumes e hábitos, principalmente nas regiões colonizadas pelos seus súditos, com a participação de outros povos, tanto de origem européia como de outras partes do mundo, inclusive no Brasil, marcando presença, na implantação e exploração de serviços básicos de transporte ferroviário, urbano, energia elétrica e introdução de novos costumes.
A Commonwealth Britânica (Comunidade Britânica) ainda hoje, é um conjunto extraordinário de países, colônias, protetorados e territórios ultra marinhos sob o manto da coroa, fazendo-se presente, na Europa, Ásia, África, América e Oceania.

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MAROCCO (REINO DO MARROCOS) Capital RABAT (1898 a 1937). - Localização: - 08º longitude- leste 32º - latitude norte. - Língua : árabe – Moeda: dirrã – atual Reino do Marrocos.
Resumo geo-histórico
Região - Faixa litorânea do extremo noroeste da África abaixo da região internacional do Estreito de Gibraltar

A região Norte da África foi habitada pelas tribos Berbere, originários de colônias fenícias província de Cartago.
Roma em 146 a.C. conquistou Cartago e a região de Marrocos tornou-se província romana.
Forças bizantinas o conquistaram no ano 529 d.C., passando para o domínio árabe no século VII.
Trata-se da região do norte da África mais próxima do continente europeu.
Por se uma região estratégia, para o domínio da entrada do Oceano Atlântico para o Mar Mediterrâneo, a partir do século XV passou a despertar a cobiça de todas as nações .
Tanger cidade do litoral de Marrocos no Oceano Atlântico, porto internacional do estreito de Gibraltar, foi tomada pelos portugueses em 1471, e cedida para a Grã-Bretanha em 1662, como dote de Dona Catarina.
Em 1904, pelo tratado franco/britânico (Entente Cordiale), a Grã-Bretanha, reconheceu a soberania francesa sobre a região, tratado não aceito de bom grado pela Alemanha, que criou uma crise franco / germânica.
Na forma de pressão o Kaiser visitou Tanger, declarando-se a favor da internacionalização da região, sem entretanto atingir qualquer êxito, e fazendo com que a Alemanha se tornasse politicamente isolada.
A França vendo-se ameaçada, em 1906 juntamente com forças da Espanha ocupou militarmente a região, e com apoio da Espanha em 1911 forçaram o sultão, a assinar tratados de proteção, que por sua vez não aceitou tais imposições.
Em 1911 por tratado com a Alemanha foram acordados os interesses franco / germânicos.
A Espanha e França após forçarem a renúncia do Sultão Mulay Hafid, a região tornou-se um protetorado francês, mediante tratado de FEZ assinado com o Sultão Mulay Yussuf em 1912.
Algumas tribos rebelaram-se a partir de 1920 contra os franceses e espanhóis e somente em 1934 forças francesas conseguiram dominar a região.
Durante a 2ª. Guerra Mundial a forças Alemãs tomaram a região do Marrocos Francês, ocupação esta que perdurou até a chegada de forças aliadas em 1942, onde construíram uma importande base de apoio militar.
O Marrocos Francês assegurou sua independência em 1956, e no ano seguinte a Espanha cedeu Marrocos e possessões sob sua administração, com exceção da IFNI, devolvida em 1969.
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ÁFRICA MEDITERRÂNEA

O Continente Africano é formado por uma única placa Tectônica, e rodeado pelo Mar Mediterrâneo ao Norte, Oceano Atlântico a oeste, ao Leste pelo Oceano Índico e Mar Vermelho mais ao norte.
Quanto à África Mediterrânea ou Setentrional, a região é banhada ao norte pelo Mar Mediterrâneo, que à separa da Europa, e ao sul pela inóspita região do Deserto do Saara.
No seu extremo norte situa-se Marrocos, formando o estreito de Gibraltar, saída natural para o Oceano Atlântico.
Ao nordeste é ligada a Ásia, pela Península do Sinai, onde foi construído um canal, que permitiu uma saída do Mar Mediterrâneo para o Mar Vermelho.
Sua história é tão antiga quanto a Europa, a qual esta ligada fisicamente, com constantes choques culturais, entre seus habitantes.
Originalmente a região era habitada por africanos da raça negra, e velha conhecida pelos povos europeus, como uma região de alto risco.
10.000 anos a.C. a região noroeste era ocupada pelos Berberes, que estabeleceram o Reino de Numídia.
Os Fenícios passaram a estabelecer colônias na região por volta do século X a. C.
Cartago, uma das cidades mais famosas da Costa Norte da África, foi fundada no século VII a. C. pelos Fenícios, sob a orientação da Princesa de Tirana Dido.
Os cartagineses hábeis navegadores, alem de passaram a ocupar a região, criaram colônias na Europa, entrando em guerra com os Romanos, sendo por eles derrotado, após a Terceira Guerra Púnica, comandados pelo Capitão Emiliano.
Outros povos também se fizeram presente na região, como os gregos, vândalos e Império Bizantino.
LOCALIZAÇÃO DE CARTAGO
Posteriormente no século VII (695 d.C.) passou a ser ocupada pelos povos árabes, sob o domínio do Império Otomano, quando teve início o seu declínio.
Situam-se na região, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia (compreendendo Tripolitânia, Cirenaica e Egipto, inclusive o Norte do Sudão.
Com o declínio do poder turco na região, os europeus passaram a manter sob seu domínio, as regiões estratégicas na defesa de seus interesses, que se estendiam por todo Mediterrâneo e Mar Vermelho.
A Argélia e Tunísia foram ocupadas pela França, a Líbia pela Itália, e o Egipto, como protetorado da Grã Bretanha.
Entretanto no presente trabalho, vamos considerar também como Região Norte, toda a Costa da África situada na região do Mar Vermelho, até a Região conhecida como Chifre da África, compreendendo a Eritréa, Djiboui, Etiópia, Somália, alem do Sudão já citado.
Alem dos interesses econômicos, talvez o principal motivo tenha sido o combate à doutrina islâmica,cujos seguidores eram chamados pelos europeus de Mouros, ou Bárbaros.
Os britânicos como nação líder não poderia deixar de estar presente nessa importante região.

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MAROCCO (REINO DO MARROCOS) Capital RABAT (1898 a 1937). - Localização: - 08º longitude- leste 32º - latitude norte. - Língua : árabe – Moeda: dirrã – atual Reino do Marrocos.
Resumo geo-histórico
Região - Faixa litorânea do extremo noroeste da África abaixo da região internacional do Estreito de Gibraltar

A região Norte da África foi habitada pelas tribos Berbere, originários de colônias fenícias província de Cartago.
Roma em 146 a.C. conquistou Cartago e a região de Marrocos tornou-se província romana.
Forças bizantinas o conquistaram no ano 529 d.C., passando para o domínio árabe no século VII.
Trata-se da região do norte da África mais próxima do continente europeu.
Por se uma região estratégia, para o domínio da entrada do Oceano Atlântico para o Mar Mediterrâneo, a partir do século XV passou a despertar a cobiça de todas as nações .
Tanger cidade do litoral de Marrocos no Oceano Atlântico, porto internacional do estreito de Gibraltar, foi tomada pelos portugueses em 1471, e cedida para a Grã-Bretanha em 1662, como dote de Dona Catarina.
Em 1904, pelo tratado franco/britânico (Entente Cordiale), a Grã-Bretanha, reconheceu a soberania francesa sobre a região, tratado não aceito de bom grado pela Alemanha, que criou uma crise franco / germânica.
Na forma de pressão o Kaiser visitou Tanger, declarando-se a favor da internacionalização da região, sem entretanto atingir qualquer êxito, e fazendo com que a Alemanha se tornasse politicamente isolada.
A França vendo-se ameaçada, em 1906 juntamente com forças da Espanha ocupou militarmente a região, e com apoio da Espanha em 1911 forçaram o sultão, a assinar tratados de proteção, que por sua vez não aceitou tais imposições.
Em 1911 por tratado com a Alemanha foram acordados os interesses franco / germânicos.
A Espanha e França após forçarem a renúncia do Sultão Mulay Hafid, a região tornou-se um protetorado francês, mediante tratado de FEZ assinado com o Sultão Mulay Yussuf em 1912.
Algumas tribos rebelaram-se a partir de 1920 contra os franceses e espanhóis e somente em 1934 forças francesas conseguiram dominar a região.
Durante a 2ª. Guerra Mundial a forças Alemãs tomaram a região do Marrocos Francês, ocupação esta que perdurou até a chegada de forças aliadas em 1942, onde construíram uma importande base de apoio militar.
O Marrocos Francês assegurou sua independência em 1956, e no ano seguinte a Espanha cedeu Marrocos e possessões sob sua administração, com exceção da IFNI, devolvida em 1969
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EGYPT - (REPÚBLICA DO EGITO) – Capital CAIRO – Língua: árabe – moeda: libra egípcia - localização – 30º long. Leste – 27,30º latitude
Resumo geo-histórico:
Região – Nordeste da continente africano, ao sul do Mar Mediterrâneo norte – oeste do Mar Vermelho, tendo no Rio Nilo que corda o país de sul ao norte, é sua maior fonte de vida.
Egito, o mais europeu dos países africanos é sem dúvida uma região fascinante para os historiadores.
Por seu remoto passado, merece como a Índia um capítulo especial.
Localizado na região noroeste da África, oeste do Mar Vermelho, é uma região que ostentou uma das mais antigas civilizações organizadas que se tem conhecimento.
Sua história remonta a milhares de anos.
Sua existência esta ligada diretamente ao Alto Nilo e Baixo Nilo.
De vital importância, que no século XIX o geólogo Charles F. Beke propôs o desvio desse mitológico rio para destruir o Egito, conforme previsões bíblicas que passaram a ser reais, com o avanço do conhecimento humano.
Em seu território esta uma das maiores obras de engenharia no mundo, o Canal de Suez (32º long. leste x 31º latitude. norte) ligando o Mar Mediterrâneo ao Mar Vermelho.
Iniciado pelo Faraó Nego no século II antes de Cristo, e projeto de conclusão por Ferdinand de Lesseps, foi inaugurado em 17/09/1869 sem o apoio da coroa britânica, que não via sua construção com bons olhos.
Em 1875 o Egito, vendeu a sua participação no referido projeto à Grã Bretanha, que passou a administrá-lo.

HISTÓRIA ANTIGA
Seu povo teve origem na mescla de duas raças: os hamíticas e as semíticas.
Primeiro período vai de 3.000 a 2.778 a C. - pré-Tinita.
Segundo período de 2.778 a 2.160 a C. - Antigo império (Piramides).
Terceiro período de 2.160 a 1580 a C. - Médio império (invasões dos Hicsos).
Quarto período de 1.580 a 1.090 a C. - Novo império (conquista da Ásia).
Quinto período de 1.090 a 332 a C. Baixa Época (Ocupação Persa -553)
Sexto período 332/30 a C Época Helenística, Reino /Ptolomeus em Alexandria.
Sétimo período - no ano 30 a C. - início do domínio de Roma, tornando-se província do império romano.
De 639 a 642 de nossa era, invasores árabes conquistaram o Egito, passando por sucessivas invasões.
De 969 a 1171 a dinastia dos fatimidas, califas chiitas que se declaravam descendentes de Fátima, filha do profeta Maomé.,governou o Egito e fez do Cairo uma das principais cidades muçulmanas.
Entre 1171 e 1250 o Egito foi governado pela dinastia alúbida, cujo fundador Saladino (Saladin Rex Aegypti) de origem curda,lutou contra os cruzados e reconquistou os territórios islâmicos.
Posteriormente em 1250, os mamelucos passaram a governar o Egito, expandindo-se por muitas regiões vizinhas, até que em 1517 foram dominados pelos turcos otomanos.
Napoleão Bonaparte, em 1798,constituindo uma força de 300 navios e 35 mil soldados para conquistar a região, tendo por objetivo atrair a Grã Bretanha para fora das Ilhas britânicas, para possibilitar o bloqueio das rotas marítimas com a Índia, deixando fortes laços de sua influência na região.
Em 1801 tropas britânicas e otomanas expulsaram os franceses, e pelo tratado de Londres assinado em 1841 o Egito tornou-se independente.
Entretanto as administrações futuras levaram à ruína as finanças egípcias, o que culminou com uma fiscalização anglo/francesa.
A França ao ver seus interesses na região serem atingidos, entre 1.863 e 1.864 tentou sem êxito manter sua supremacia na região
Em 1.882 forças britânicas ocupam todo o vale do Nilo, incluindo regiões sudanesas, estendendo em nome do Egito o domínio anglo/egípcio em 1897, até os limites de Uganda.
.A Grã Bretanha no ano de 1914 após início da 1ª. Guerra Mundial transformou o Egito em um protetorado.
O constante conflito de interesses entre a França e a Grã-Bretanha, desde a realização da expedição Napoleônica na região, quase terminou em conflito armado, motivado pela pretendida ocupação de Fashoda pelos franceses.
EXPEDIÇÃO JEAN BATISTA MARCHAND.
Essa tentativa de ocupação, se deu mediante uma expedição que partiu do oeste da África, com o apoio do rei da Bélgica, comandada por Jean Batista Marchand (1.898), e tinha por objetivo abrir uma rota, ligando a costa oeste do continente ao Mar Vermelho.
Mas na verdade seu principal objetivo (oculto) era conseguir tratados de protetorado na região do Nilo com reinos sudaneses, tomando posse de Fashoda em 12/7 / 1.899.
Entretanto teve que se retirar, após a ocorrência de algumas escaramuças com as forças estacionadas na região, rumo a Djibout.
Pelo tratado anglo/egípcio em 1899 o Sudão passou a ser condomínio dos dois países, fixando-se em definitivo as fronteiras com as colônias Francesas.
Em tratado ítalo/britânico, em Julho de 1911, foram demarcados os limites entre Somália Italiana e África Oriental Britânica.
Em 1922 a Grã Bretanha concedeu independência ao Egito e as tropas britânicas retiraram-se da região, em 1936, voltando a ocupar a região entre 1940 e 1942.
Nos anos de 1951 e 1952, ocorreram revoltas na Zona do Canal, numa tentativa tomada conjuntamente com outros países árabes de eliminar o Estado de Israel, agravada pela corrupção instalada no poder público e, ocupação britânica da Zona do Canal.
Em 18 de junho de 1953, o Conselho do Comando Revolucionário proclamou a república e, em 1954 Gamal Abdel Nasser assume o poder e, assina acordo em 1956 onde fica prevista a retirada das tropas britânicas da área até 18 de junho de 1956.
No mês seguinte, a Grã Bretanha e os Estados Unidos da América, negam-se a ajudar o Egito na construção da Barragem do Rio Nilo, o que leva o governo a tomar o Canal de Suez de seus proprietários.
Tal atitude, na tentativa de reconquistar o canal, levou a Grã Bretanha e a França a pressionar o Egito para que parasse de lutar contra Israel.
Com a recusa por parte do Egito em aceitar as exigências, ingleses e franceses destruíram as bases militares egípcias, retomando o controle de Port Said e Port Fuad.
Em março de 1957 a intervenção da ONU, pois fim às lutas.

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SUDAN (REPÚBLICA DO SUDÃO) - Capital CARTUM – localização: 30º longitude leste 15º latitude
Protetorado Anglo / Egípcio – 1889 a 1956. norte Língua árabe – moeda Piastre
Resumo geo-histórico:
Região - África central, oeste da Etiópia
Sudão que é cortado pelo Nilo Branco e Nilo Azul, formando uma extraordinária região de preservação para todo vale do Nilo.
Como região estratégica a Egito por várias vezes invadido o Sudão após 3.000 a. C., incorporando a região de 1500 a.C. a 350 de nossa era.
Essa região estratégica para a sobrevivência do Egito foi acirradamente disputada por franceses e britânicos, cujo nome deriva de vocábulo Bérbere "Terra dos Negros".
No ano 2060 ª C. surgiu o comércio com os egípcios, que em 1580 ª C. passou a ocupar pela 1ª vez a região.
Em 1504, os muçulmanos estabeleceram Sennar como capital ao sul.
I Dn de Muhammad Ahmad (1844/1885), líder religioso muçulmano (faqir) declarou um jihad (guerra santa), levantou um exército em 1881, dominando a região.
Em 1889 a Grã Bretanha e o Egito o tornaram um protetorado, dando relativa autonomia em 1953, tornando-se independente em 1º de janeiro de 1956.
Seu território o torna o maior país da África, tratando-se de uma região semi árida e pantanosa ao sul ,região do norte da áfrica que separa os povos de origem árabe dos povos de origem africana.
No século VI os núbios criaram os reinos Aloa e Dongola, (dungulah) centro de civilização Núbia, norte de Sudão parte do Reino Makurian.
Fashoda, à margem ocidental do Nilo Branco, tornou-se o ponto culminante de atrito entre interesses franceses e britânicos, cuja região oeste era reivindicada pela França.
Entre 1820 e 1822 o Egito ocupou a região, anexando a região em 1823, implantando o islã.
Foram expulsos pelos Mahdist entre 1881 e 1899.
Apoiados pelos britânicos reconquistaram a região, derrotando a rebelião islâmica liderada por Muhammad Ahmed (Mahdi), após 08 anos de incursões, tendo como objetivo proteger a livre navegação pelo Rio Nilo.
A região sob domínio anglo / egípcio tornou-se um condomínio, reconhecido por tratado firmado em 1936.
O sul do território passou a ser colônia britânica em 1877, e a região norte pelo Egito em 1821.
Em 1953 instalou-se um governo provisório, ocorrendo a independência plena em 1956.

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ALEXANDRIA – (ANTIGA CAPITAL DO EGITO) – 29,91º Long. Leste 31,19º latit. Norte.
Capital do Egito e Cultural do mundo – berço da cultura Helênica.
Resumo geo-histórico:
Essa região foi por muitos anos região de disputa de interesses dos países europeus, principalmente entre a França e a Grã Bretanha.
O Egito dominado por muitos anos pela Pérsia, foi conquistado por Alexandre Magno, Rei da Macedônia (356 a.C/323 a.C.) e hábil comandante, que logo demonstrou respeito pelo povo egípcio.
Deteve-se entre 332 a. C. e 331 a. C., no estremo ocidental do delta do Nilo junto ao vilarejo de Rhakotis, em frente à ilha Pharos para construção de uma nova capital, que foi chamada de Neápolispara.
Seu objetivo era transformar a cidade em uma naval e centro cultural da cultura grega e egípcia.
Para demonstrar suma admiração e respeito pelo povo egípcio, dirigiu-se ao Oásis de Siwa, para receber do deus Ámom-Rá a consagração como faraó.
Antes de Voltar a Macedônia, passou por Alexandria e nunca mais retornou a cidade que recebeu o seu nome.
Muito embora existam controvérsias à respeito, é atribuída a Dinócrates de Rodes a planificação da cidade.
Com o falecimento de Alexandre Magno (o Grande) aos 33 anos de idade (323 a. C.) seu Império foi repartido entre seus generais, cabendo o Egito à Ptolomeu que se tornou faraó.
O corpo de Alexandre o Magno levado para ser sepultado na cidade que recebeu seu nome e Ptolomeu transformou-a em sua capital, expandindo seu império e, iniciando um período de fama e riqueza para a região.
Seu filho rei do Egito Ptolomeu II Philadelphus a partir de 287 a. C, continuou o processo de desenvolvimento, atingindo o seu auge sob o reinado de seu filho Ptolome I Euergetes.
Entre as construções monumentais erguidas, estão o Museu de medicina e cultura, a Biblioteca de Alexandria (em 306 a.C.) e uma das sete maravilhas do mundo antigo, o Farol de Alexandria.
Os faraós da dinastia Ptolomaica, cujos homens chamavam-se Ptolomeu e os faraós mulheres chamavam-se Cleópatra, governaram o Egito até 30 a.C.
Cleópatra filha de Ptolomeu XII foi à última governante da dinastia.
No século V a cidade de Alexandria passou a fazer parte do Império Bizantino, e em 616 foi tomada pelos Persas, voltando ao domínio árabe em 642.
Os árabes, seguindo sua tradição de exploração de rotas terrestres e não marítimas ou fluviais, mudaram sua capital para o Cairo.
Perdendo seu prestígio de capital, entrou em faze de decadência, tornando-se uma pequena base naval.
Em 1498, Portugal descobriu uma nova rota marítima para as Índias em busca de especiarias, o que trouxe um forte esvaziamento econômico para a cidade.
Alexandria foi invadida pelos turcos em 1517 e Napoleão em 1798 apoderou-se da região, o que levou a chamada Batallha de Aboukir (Batalha do Nilo) contra a marinha britânica, nos dias 1 e 2 de agosto do mesmo ano.
Ficou sob o controle da França, de 1830 a 1930, envolvendo Port Said, ( Farol de Alexandria fundado em 280ª.C.)
situado na entrada do Canal de Suez, fundado em 1859.
No início de século IX, os otomanos iniciaram a reconstrução da cidade, tornando-se importante porto para o comércio entre Europa e Índia, após a abertura do canal de Suez em 1869.
Em 1882 os britânicos conquistaram o Egito e, Alexandria passou para o domínio da Grã Bretanha.
Alexandria, por estar situada em região estratégica serviu de base para as forças aliadas durante as duas Grandes Guerras Mundiais.
Em 1946 os Britânicos retiram-se da cidade, que passou a fazer parte da República do Egito.

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ÁFRICA OCIDENTAL

O litoral norte da África em toda extensão mediterrânea, era conhecido pelos europeus, bem como o Mar Vermelho onde não tinham acesso, e de onde os árabes mantinham rotas para as Índias, no comércio das especiarias, sendo-lhes desconhecidas as demais regiões.
Portanto, somente após a queda do Império Otomano, convertido ao Islã é que os europeus iniciaram sua influência sobre o Continente Africano.
Consta que os fenícios foram os primeiros navegantes a contornar todo o continente africano.
Também existem documentos que comprovam que em 1291, o navegante genovês Ugolino Vavaldi , saindo do Mediterrâneo chegou ao Atlântico e costeou todo o litoral oeste africano.
Posteriormente em 1317 Ugolino, foi contratado por Portugal, para organizar a sua marinha real.
Entretanto , historicamente os primeiros navegantes a aventurem pelas costas africanas foram os portugueses , seguidos pelos espanhóis e holandeses.
A África inicialmente não despertou interesse aos europeus, a não ser na criação de estabelecimentos de apoio e referência , para as rotas marítimas com destino as Índias, de onde passaram a comercializar as procuradas especiarias.
Em 1418 Portugal e Espanha chegaram as Ilhas da Madeira, em 1472 na ilha Fernando Pó na costa Oeste, em 1478 nas ilhas Canárias, e Cabo Verde em 1495.
Uma história fascinante se não fosse dominadora, e principalmente com objetivos úteis aos países colonizadores, em detrimento muitas vezes dos povos nativos.
A Costa Oeste da África sob o domínio das nações européias, logo se transformou em uma região fornecedora de mão de obra barata, mediante a exploração da mão de obra escrava.
Na África ocorreu uma verdadeira partilha entre os povos europeus, mediante acordos e tratados firmados entre si, muitas vezes, sem a participação dos demais povos envolvidos.
Os primeiros europeus, à ocuparem fisicamente uma região da costa africana com objetivos de colonização, foram os holandeses no Cabo (Hope Good Cape) em 1652, e outro núcleo localizador estabelecido na Argélia pelos franceses.
Em 1870 os franceses intervieram no Senegal (Alto Niger).
Somente em 1880 é que os europeus voltaram seus interesses para a África, e principalmente para o trafego de escravos , em busca de mão de obra para suas colônias e protetorados.
Em 1881 a França ocupou na forma de protetorado a Tunísia, e a Grã-Bretanha em 1882 o Egito, cujos interesses estavam em Constantinopla (Bizânsio).
Na África Oeste, o objetivo dos britânicos passou a ser a conquista do interior da Costa do Ouro (Gold Coast) e a Nigéria, na tentativa de isolar Togo e Daumé em sua expansão.
Essa atitude, causou a terceira guerra Achanti, aumentando as tensões entre a Coroa Britânica e a França, que já se faziam presentes na região do Niger.
A França que já havia ocupado a Tunísia, cujos compromissos não tinham sido honrados, interveio na região , em forma de protetorado.
Essa região foi disputada por muitos anos entre Grã-Bretanha e França, que após uma série de incidentes chegou-se a um acordo em 1918, para divisão da área em litígio , cabendo as áreas do Rio Niger , Baixo Niger e Socoto para a Grã-Bretanha ,e a posse de Nikki com acesso ao Niger para a França.
Na verdade, é que foi na reunião realizada em Berlim em 1878 encabeçada por Bismark, Salisbury e demais ministros europeus, feita a partilha do espólio do Império Otomano.
Os Rios Niger e Gâmbia foram os caminhos utilizados pelos britânicos, para penetração da região ocidental da África, estabelecendo algumas feitorias no litoral.
Lagos, no Golfo de Benin passou a ser importante para os britânicos, a ponto de em 1849 estabelecerem um consulado na região.
Sendo negociada em 1861 tornou-se colônia da coroa, sob administração de Sir George Goldie, natural da Ilha do Man.
Os britânicos dessa forma, em 1850 acabaram se envolvendo no interior com o Império Achanti, ao declararem a Costa do Ouro protetorado da coroa, condição reconhecida em 1896.
O litoral da Guiné foi cedido aos dinamarqueses em 1850, e estes por sua vez, em 1872 o cederam aos britânicos.
A Nigéria tornou-se também de interesse da Coroa Britânica na exploração do comércio de óleo de palmeira, produzido no interior e escoado pelos nativos, utilizando-se do Rio Benin e Niger.
Fundada a Niger Company West África em 1875, a mesma passou a explorar o comércio de óleo de palma rio acima, negociando diretamente com os produtores.
Em 1884 foi indicado Edward Hewett para assinar tratado de protetorado, no leste da região da Nigéria, mas não foi bem sucedido, tendo em vista a presença da bandeira alemã na região.
Acordo anglo /germânico em 1885 estabeleceu os limites do Niger e Camarões.
Por outro lado Goldie conseguiu unir todas as Cias. Britânicas que operavam na área, contra a presença das Cias. Francesas que se viram obrigadas a negociar em 1884 , retirando-se da região, deixando o monopólio de todo o interior da Nigéria em mãos dos britânicos.
A Coroa Britânica em julho de 1886 tornou-se senhora absoluta na região, na forma de protetorado, exilando os governantes que se opunham aos interesses da Cia., cuja região em 1891 foi transformada em colônia.
Com a queda de influência do Samorim em 1898, a França conquistou o Sudão.
Em 1900 uniram-se o Alto Niger ao protetorado e Costa Niger, e entre 1900 e 1903 a Nigéria do Norte passou ao controle do governo Lugard, que anexou Kano e Socoto.
Lagos, que tinha sido incorporado à Nigéria do Sul em 1906, em janeiro de 1914 foi unificada à Nigéria do Norte.
Quanto aos franceses, os mesmos iniciaram a ocupação da Costa Ocidental , desde o norte do continente, até o Golfo da Guiné (French West África ) ,e mais a leste o (Tchad) situado ao sul da Líbia, expandindo sua influência, até os limites de Angola (French Equatorial África).
A partir da ocupação dessa vasta região, o sonho francês passou a ser a ligação do Atlântico ao Mar Vermelho, em rota terrestre dentro dos limites de suas colônias.
Por sua vez os britânicos procurando não permitir a expansão francesa, intervieram no Egito na tentativa de manter o controle sobre o Canal de Suez, que anteriormente tanto se opunham.
Essa ocupação da antiga província otomana, criou novamente um conflito de interesses com a França, sobre a qual sentia-se ligada ,desde a expedição napoleônica ,e por se tratar de região estratégica no comércio das especiarias.

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ÁFRICA DO SUL

Enquanto os espanhóis seguiam rumo ao oeste desconhecido, os portugueses na-vegavam em direção ao sul do continente africano, atingindo as costas de Angola em 1475.
Contornando o litoral africano, desembarcaram na Costa Oriental (Centro Leste) nas regiões de Moçambique e Zanzibar no Oceano Índico, e chegando à Goa em 1510.
Em 1652 são os holandeses que atingiram o extremo sul do continente africano, mais precisamente, na região do Cabo (Cape of Good Hope).
Os bôeres como passaram a serem chamados, chegaram à região em busca da ter-ra prometida.
Eram religiosos fervorosos procurando isolamento, fugindo da nova ordem mun-dial dos costumes, estabelecendo um núcleo colonizador na região do Cabo, formando uma casta social, não aceitando conviver com colonos que não exercessem seus princípios religiosos.
Por se tratar de uma região estratégica para a navegação, a mesma passou a ser ocupada pelos britânicos em 1795, e anexada à administração direta da coroa em 1814.
Por sua vez, os colonos de origem holandesa, alemães e franceses, estes em mino-ria, abandonaram a região rumo ao seu interior, em busca novamente do isolamento e manutenção de seus rígidos princípios religiosos.
Se estabeleceram em Natal, sendo mais uma vez seguidos por novos colonos de costumes estranhos, e em 1843 a região acabou tornando-se colônia da Coroa Britânica
A região de Orange (Orange River) ocupada pelos bôeres foi reconhecida como um estado livre, que por sua vez adquiriu West Grigua e criou a Griqualândia.
Em 1867 com a descoberta por acaso, de diamantes na região de Colesbury Koje, (considerada terra de ninguém) atual Kimberley, as margens do Rio Vaal, uma nova e frenética corrida de colonos de diversas origens, alteraram consideravelmente a história da região.
Passou dessa forma a ser uma área de confronto de interesses, entre os residentes e os novos imigrantes.
A Grã Bretanha interveio na região de Griqualândia, e a região foi incorporada ao Cabo, o que não agradou os primitivos colonos.
Para melhor administrar esse rico território, a Coroa Britânica dividiu a Colônia do Cabo, em Colônia do Cabo Oriental e Colônia do Cabo Ocidental, anexando Transvaal em 1877, contra os interesses bôeres.
Os bôeres também chamados de africânderes, por sua vez continuavam avançan-do rumo ao norte, e em 1884 ocuparam Stellaland.
Os colonos de origem holandesa que tinham como principal preocupação, buscar o isolamento religioso, novamente em 1886 com a descoberta de ouro no Witwatersrand , tiveram seus planos adiados.
Para conter o ímpeto e o inconformismo dos bôeres, a Grã-Bretanha assumiu o protetorado de Bechuanaland, em 1887 a região de Zuzuland, e em 1895 a Tongoland. Com essas medidas os britânicos procuraram impedir que os bôeres atingissem uma saída para o Oceano Índico, o que não era con-veniente para a coroa.
Todas essas ocupações, entretanto não foram feitas de forma pacífica, tendo cor-rido uma longa guerra entre britânicos e bôeres, até que se chegasse a um consenso.
Finalmente a região em 1891 uniu-se na formação União Sul Africana.
CECIL JOHN RHODES
Cecil Rhodes (1853/1902), considerado um dos mais hardis colonizados, aos 17 anos de idade (1871) emigrou para o Sul da África, associando-se a Leander Starr no comércio de bebidas, o que lhe permitiu voltar para sua terra natal, e matricular-se em Oxford, mantendo-se sempre comercialmente ativo entre os estudos e Kimberley, tornando-se um experiente homem de negócios.
Criou a Beer Consolidated Mining Company, que detinha 90% da produção de diamantes do mundo.
Sagaz, inteligente e de espírito aventureiro, buscava sempre alternativas para a solução das empreitadas que se envolvia.
Para solucionar o difícil problema de transporte, chegou a estudar a possibilidade de buscar elefantes na Índia, para facilitar suas expedições.
Essa idéia foi por terra, quando no primeiro desembarque, feito em condições não apropriadas, fez com que todos os animais morressem afogados.
No ano de 1881 entrou para a política como membro da Assembléia da Colônia do Cabo, tornando-se primeiro ministro.
Em 1889 fundou a Company British South África (BSAC) recebendo concessão Imperial Especial, sobre o controle das regiões situadas ao norte de Bechuanaland, onde passou a exercer importante papel, no desenvolvimento de Zambezi do Sul e Zambezi do Norte, regiões divididas pelo rio do mesmo nome, que deságua no Oceano Índico.
Situada entre South West África e Transvaal, a sendo a estratégia da coroa, manter seu controle em uma região que permitisse abrir uma rota norte / sul com a África Oriental Britânica concedeu grandes vantagens a Rhodes
A partir daí, devido a desenvolta atuação de Rhodes na região, a mesma passou a ser conhecida em pouco tempo como Rhodésia.
O nome Rhodésia foi pela primeira vez usada em 1891, substituindo Matabeleland (sul) e Mashonaland (norte), denominações nativas dos povos que habitavam a região do Rio Zambezi.
Em 1889 a BSAC recebeu autorização para assinar tratados com os chefes tribais, e vigiar com poder de polícia o comércio de escravos, sem que tenham sido estipulados limites territoriais para a sua atuação.
O rei Lobengula chefe dos matabeles, em 1888 concedeu à BSAC, concessão pa-ra exploração de minerais em toda a região, sob comando administrativo de Rhodes e Charles Rudd, seu amigo e colaborador.
Em julho de 1890 a primeira expedição entrou em Matabeleland e em setembro do mesmo ano em Mashonaland, onde fundaram o Forte Salisbury.
Rhodes assim agindo, hasteou a bandeira britânica pela primeira vez na região.
Esse avanço de Rhodes na região Centro Sul do continente africano, não era bem visto por Portugal por interpor-se aos seus interesses de ligar o território de Angola ao território de Moçambi-que.
Novos tratados com chefes tribais foram firmados por Rhodes, agora em busca de uma saída para o Oceano Índico, que criou um novo mal estar com Portugal, pela presença britânica nas Mon-tanhas de Shire ao sul da Zuaziland.
A Coroa Britânica por intermédio de seu ministro Salisbury, criou um protetora-do, na esperança de manter aberta uma rota, que permitiria chegar aos Grandes Lagos.
Em 1891 um tratado anglo/luso foi assinado em Lisboa, cabendo a Portugal parte do norte de Zambezi, oeste de Moçambique e a Rhodes a parte da Manikaland e Barotsenland na região leste de Angola, e o nome Rodésia foi oficialmente homologado em 1897.
Com as regiões da Rodésia sob seu controle, Rhodes voltou-se contra os bôeres de Paul Kruger, não conseguiu, entretanto anexar a região de Nyassaland, como era seu intento, diante da resistência encontrada.
Sua intenção continuava a ser, de conseguir uma saída para o Oceano Índico, ob-jetivo este, também sonhado pelos bôeres de Transvaal, que procuravam sua independência total da influência britânica. Esse sonho dos Boeres terminou com a anexação da Tongolândia (Swaziland) pela Coroa Britânica em junho de 1895.
O isolamento de Transvaal somente foi quebrado, com a inauguração da ferrovia Transvaal /Baia Deladora litoral de Moçambique.
Com a chegada de novos contingentes de colonos de diversas origens, os bôeres tornaram-se minoria e os uitlanders (estrangeiros), maioria absoluta.
Transvaal passou dessa forma a ser uma região incomoda para os britânicos, que procurou isolar mediante acordos com Portugal e Alemanha, fazendo crescer a insatisfação interna contra o governo de Kruger.
Sentindo a eminência de uma invasão partindo de Bechuanaland, Transvaal e O-range River uniram-se em 1899 dando inicio a primeira guerra bôer.
A única iniciativa dos povos ocidentais sem objetivos de lucros realizada na Áfri-ca, jamais se concretizaria, o sonho do isolamento religioso tinha finalmente terminado.

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CABO DA BOA ESPERANÇA (CAPE OF GOOD HOPE) (COLÔNIA DO CABO) Capital (CIDA-DE DO CABO) - CAPE-TOWN – localização20º longitude leste 33º latitude sul. - Colônia de 1853 a 1910 - Língua: africâner / Inglês / dialetos tribais – moeda: rand.
Resumo geo-histórico:
Região: extremo sul da África, habitada pelos povos bosquimanos, hotentores e bantus, que receberam forte influência européia.
Por volta do ano de 1500, após Bartolomeu de Gusmão ter contornado o Cabo da Boa Esperança, os primeiros navios europeus ancoraram perto da Montanha de Mesa.
Em 1647 a embarcação (Haerlem) naufragou na região, tendo sua tripulação ter conseguido chegar a terra, e ter que viver por algum tempo isolados, e buscar sustento nos produtos da terra, até que foram resgatados.
Diante do ocorrido, foi então sugerida à da Cia. das Índias Orientais Holandesas, a criação de uma benfeitoria, cujos empregados começaram a chegar em 1652, seguidos alguns anos depois pelos colonos calvinistas.
Com a chegada de novas levas de imigrantes franceses, alemães, escandinavos e de outras nacionalidades, a região passou a ser chamada de África Branca, e seus habitantes auto se denominaram de bôeres.
Com a fundação da cidade do Cabo em 1652, por Jan Van Riebeer a região tornou-se propulsora da Colônia do Cabo, e posteriormente da formação da União Sul Africana, (África do Sul), após anexar diversos proteto-rados e colônias.
Devido as hostilidades existente entre os europeus, levou a França a Conquistar a Holanda, em 1795.
A Grã Bretanha, com medo de que a França interviesse no Cabo, ocupou toda a região mantendo-a sob seu domínio até 1806, quando a devolveram para a França.
Em 1814 a Holanda reconheceu formalmente à soberania britânica sobre a região.
Entre 1835 e 1837, esses colonos africânderes (Trek/Boer), não aceitando a influência britânica, passaram a se deslocar rumo ao interior, ocupando as regiões de Transvaal, Orange River, Natal e regiões dos Zulus, onde encontraram forte resistência.
Em 1910 as colônias; Cabo, Natal, Transvaal e Orange, foram unificadas em um único estado, formando a União Sul Africana.

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ÁFRICA ORIENTAL

A costa Oriental do Continente Africano (Oceano Índico) era centro de comércio árabe, onde desenvolviam fortes atividades comerciais, dominando toda região.
Historicamente, até o final do século XV a região era totalmente desconhecida pelos europeus, e Vasco da Gama teria sido o primeiro deles a chegar na região em 1498.
Em 1500 souberam da existência de Madagascar, que foi descoberta pelo navegador Fernão Soares, que lhe deu o nome de Ilha de São Lourenço.
Os portugueses estabeleceram-se em Zanzibar expulsando os árabes em 1651. Passaram a ocupar todo o litoral centro leste do continente.
Os primeiros ocidentais a chegarem a ilha de Mauricius (Maurício) foram os holandeses, que foi ocupada pela França no século XVII, da qual foi tomada pelos britânicos no ano de 1810.
A cidade portuária de Port Daphin (costa Sudoeste) foi fundada em 1766.
Zanzibar Colonizada pelos franceses no século XVI, após a rainha Ranavallo, (casada com Ranavallo II (1862-1917) rei de Madagascar, deposto pelos franceses e exilado na Algélia em 1896), aceitar o protetorado da França, sendo a mesma anexada no mesmo ano.
Deve-se observar que, em 1943 durante a Segunda Guerra Mundial, a Grã-Bretanha ocupou a ilha em nome da França Livre.
Ao final do século XV, navegadores portugueses iniciaram a instalação de uma fortificação em Mombasa, para servir de entreposto e de apoio às expedições com destino ao oriente, e seu declínio iniciou-se em 1698.
Por volta do ano 1503 (século XVI), os portugueses dominavam todo litoral de Moçambique e Zanzibar, região que passou a ser conhecida com África Oriental Portuguesa.
No período de 1648 e 1789 poucas alterações ocorreram na região.
A África Oriental Portuguesa resumia-se à posse das regiões litorâneas, sendo o seu interior totalmente desconhecido, e cujos limites eram incertos.
Em 1698 os árabes tomaram a ilha de Zanzibar e o litoral do continente, na região de Dar Es Salaan, expulsando os portugueses.
Instituíram um sultanato sob controle do principado de Omã que durou até 1832, e passou a ocupar militarmente toda a região, que predominou até o ano de 1873.
Durante o século XVII Zanzibar dominou a região interior do continente, incluindo Ruanda e Burundi, regiões que posteriormente a Grã-Bretanha cedeu à Belgian East África.
Deve-se observar que o Congo Belga, fazia parte da relação de bens do rei Leopoldo II, como propriedade particular, e doado ao estado somente em 1908.
O sultão Bargash sob proteção discreta do representante da Coroa Britânica, John Kirk, continuou a estender seu domínio na região interior do continente.
Levou sua influência aos limites do Lago Vitória ao norte da Tangânica (Quênia), região natural dos mau-maus, mantendo dessa forma uma rota para Uganda, onde os 13 reinos, tinham sido anexados a um único protetorado britânico no ano de 1893.
Em 1884 a Alemanha instalou-se no continente na região Oriental, após a (1840) realização de uma expedição comandada por Carl Peter.
Peter chegou a Uganda em busca do paxá Mehemed Emin.
Mehemed de origem alemã de nome Eduard Schnitzer, atuava na região como médico do governo desde 1874, e foi nomeado paxá em 1886 pelo Quediva, sob proteção do rei Mwanga de Burunda
A sociedade colonizadora alemã Gesellchaft für Deustesche Kolonisation de Carl Peter, passou a desenvolver seu trabalho, atuando na forma de protetorado da Alemanha, incluindo a região de Witú.
Era assim formada a German East África, nome adotado para designar a região da Tanganyika (Tangânica), que incluía os territórios de Ruanda e Burundi, área cuja influência era disputada com Zanzibar.
A Alemanha declarou a posse da região continental, incluindo Ruanda e Burundi (Terra das Mil Colinas) território do povo pigmeu, que habitava a região do Nilo.
Essa ocupação foi feita sem anuência britânica, que tinha interesse no Alto Nilo .
O comerciante Willian Macknnon, fundador da Imperial British East África, em 1878 alugou a região litoral do continente ao sultão de Zanzibar, passando a administrar o território em duas divisões: Kenya Colônia e Uganda Protetorado, que se tornaram regiões de influência britânica reconhecida pela Alemanha em 1890, por convenção anglo / germânica.
No ano de 1885 a região da Tangânica foi declarada protetorado.
Entre 1860 e 1884 os primeiros exploradores britânicos (Spekc Grant e Stanley) estiveram na região de Uganda, que mediante tratado com o rei Mutesa Buganda, autorizou o estabelecimento de missões protestantes e católicas, as quais foram perseguidas pelo seu filho e sucessor Mwanga, até ser submetido a um acordo.
Os primeiros ocidentais a chegarem ao encrave de Nyasaland, região situada ao leste da Rhodésia do Norte, no Great Rift Valley território do povo bantú, as margens do Lago Nyassa, foram missionários Escoceses
A região em maio de 1891, foi declarada protetorado da Coroa Britânica, pelo comissário designado para a região Harry Johnston, muito a contra gosto de Rhodes, que pretendia anexá-la ao patrimônio de sua empresa.
No ano de 1894 os territórios situados ao norte de Moçambique passaram a ser administrados pela Companhia Niassa, e a região de Cabo Delgado ao sul, foi incorporada
MUTESA I em 1942 por Moçambique do qual passou a ser uma província.
A França entre 1894 e 1906, se fez presente na região de Zanzibar na defesa de seus interesses, mediante instalação de postos de serviços, de cujo sistema terminou em 1906.
Até 1888 a Costa Oriental Africana, estava totalmente ocupada pelos povos ocidentais.
A Somália ao norte pela Itália, África Oriental Britânica (Quênia) pela Grã Bretanha; a África Oriental Alemã (Tangânica) pela Alemanha; Zanzibar e Moçambique aos limites de Natal na África do Sul, por Portugal.
Em 1904, coube à Coroa Britânica, Zanzibar e Tangânica, e as duas nações contratantes Grã Bretanha e Alemanha, reconhecerem a soberania da França sobre a Ilha de Madagascar, mediante acordo “Entende Codiale”.
Em 1918 britânicos ocuparam a Tangânica expulsando os alemães, sendo reconhecida a soberania da Coroa Britânica sobre os territórios ocupados, mediante tratado de Varseilhes .
Por esse tratado anglo / germânico, foi reconhecida a soberania Alemã sobre a região de Heligolândia e o Canal Kiel.
Por sua vez, coube a Portugal o território de Kionga, na região triangular de Moçambique, tomada pelas forças de Portugal durante a Primeira Guerra Mundial; área situada à leste do Lago Nyassa, sul do Rio Rovuma, parte noroeste de Moçambique.
As demais áreas ficaram sob controle britânico, com a designação de Mandated Territory of Tanganyika, administradas pela IBEAC “Imperial Britishu East África Company”, formando a África Oriental Britânica que incorporava, Uganda / Quênia / Tangânica e Zanzibar.
Por acordo com o rei Leopoldo, foi outorgada à empresa Mackinnon posse sobre o encrave Bahr El Ghazal.
Essa região situada próximo ao Nilo, resumia-se em estreita faixa entre os lagos Eduardo e a Tangânica, administrada sem interferência do estado, e sob tutela da Alemanha.
Em 01/07/1890 Uganda (Buganda / Banyoro / Ankala) foi entregue à IBEAC de Mackinnon com fins filantrópicos, e em dezembro de 1898, tornou-se protetorado da Coroa Britânica.
A rivalidade entre católicos e protestantes envolvidos em constantes disputas, fez com que a IBEAC abandonasse a região em 1891.
Como se pode verificar, sempre houve uma acirrada disputa pela supremacia da região oriental do Continente Africano, envolvendo nações européias e religiosos de diversas crenças.
A intervenção da Alemanha na região de Ruanda / Urundi, foi considerada na época, pelo primeiro ministro britânico Lord Salisbury, como um rude golpe para as pretensões da Coroa Britânica, de poder estabelecer uma rota por terra, ligando a cidade do Cabo na África do Sul à cidade do Cairo no Mar Mediterrâneo.
Esse sonho também era partilhado com Cecil John Rhodes, rota que tinha sido proposta pelo explorador brasileiro José Lacerda no ano de 1798.
Em 1889, Grã-Bretanha e Alemanha reuniram-se para negociar a região de Uganda, considerada como interior de Witú, acomodando os interesses das nações européias presentes na região.
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ORIENTE MÉDIO (ÁSIA MENOR)

O oeste da Ásia foi dominado pelo império Otomano durante longo tempo.
Em 1025 os seldjúdicas da Pérsia dividiram-se em Anatólia e fundaram o Sulta-nato de Rum e outros.
Os turcomanos liderados por Togrul instalaram-se na Britínia, perto do Estreito de Bósforo (Constantinopla).
Com a queda do Império Seldjudicas, Osman ou Otomam I, filho de Togrul, (1259/1326) fundou o Império Otomano.
Os Otomanos (ou Osmanlis) constituíram o povo turco, e formaram um vasto im-pério, que se estendeu pela Ásia, África e Europa.
Foi governado pela Sublime Porta, nome dado ao sistema de governo em regime de sultanatos até 1923, quando foi abolido por Mustafá Kemal.
Em 1354 o Império Otomano ocupou parte do sul do continente Europeu, e entre 1390 e 1453, ocupou toda a região da Macedônia, ampliando seu domínio por toda da região litorânea norte do Mar Negro, chegando ao limites do Império Polonês.
A cidade de Constantinopla, (antiga Bizânzio e atual Istambul) no ano de 1453 foi destruída pelos otomanos.
Essa estratégica região no estreito de Bósforo entre o Mar Mármara ao Mar Negro na Trácia liga a Turquia Asiática à Turquia Européia, permitiu aos turcos a supremacia sobre toda navegação entre o Mediterrâneo e o Mar Negro.
Direcionando-se para o Mediterrâneo, dominaram todo o litoral da Costa Mediterrânea da África, e atingiram o interior do Sudão.
Em direção à Ásia, entre os anos 1492 e 1648, ocuparam a Transjordânia, Mesopotâmia, e para o sul todo litoral da Península Arábica, leste do Mar Vermelho aos limites de Trucial Omã.
Durante muitos anos dominaram o comércio das especiarias, e respectivas rotas marítimas, enquanto os povos europeus envolviam-se em lutas políticas entre si.
Na dinastia Solimão atingiu seu apogeu, monopolizando todo o comércio nas regiões sob sua influência, e o Islamismo passou a dominar não só na região Oriental, como boa parte do Leste Europeu, e parte norte do Continente Africano, cujos habitantes desfrutaram de um substancial progresso.
Estreito de Bósforo
O reino Persa instalado num vasto planalto do Irão na Ásia , entre a Trans-caucásia, Mar Cáspio e Turquitão, no século IX a . C., dos conflitos que ocorreram no Império Assírio, dois povos se destacaram; os medos e os persas.
Os persas envolveram-se em inúmeras aventuras militares entre vitórias e derro-tas, chegaram ao século XIII sob domínio mongol, que durou até 1405.
A Mesopotâmia (Iraque), região bíblica da Babilônia e Assíria antigas, por volta de 1542 estavam sob domínio otomano.
As guerras religiosas entre turcos e persas evoluíram durante séculos, sofrendo a influência da Rússia até 1832, que governada pela dinastia Cadjares, cedeu importantes regiões para a Grã-Bretanha, interessada na sua produção petrolífera.
A Grécia em 1829 iniciou movimento de independência liderado por Mehemet Ali, que solicitou intervenção dos europeus contra os otomanos em decadência.
Entre 1854 e 1856 desencadeou-se, o conflito russo/turco, n região da Criméia, envolvendo a Grã Bretanha e a França.
O objetivo principal dessa intervenção era de manter os estreitos marítimos exis-tentes, livres à navegação, e os pontos estratégicos passaram a ser militarizados.
O Império Otomano passou a reduzir sua influência nas regiões sob seu domínio em contra partida da maior presença dos europeus, dentro dos limites desses mesmos territórios.
Em 1914, em operação conjunta anglo/italiana, as regiões petrolíferas foram ocu-padas, enfrentando tropas turcas e alemãs, entre 1917/1918, passando a ocupação a todo território persa.
Pelo Tratado de Seres em 1920 a Turquia renunciou a soberania sobre a região, e em 1921 o Emir Faiçal foi levado ao trono.
Em 1925 o general Reza Chah Parlevi fundou nova dinastia e durante a Segunda Guerra Mundial, foi ocupada pela Rússia, Estados Unidos e Grã Bretanha

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INDIA (ID)

A origem da civilização hindu de aproximadamente 2.300 anos a C., vinda do planalto de Pamir no período Védico, durante o século III a C. e detinha um reino próximo às dimensões atuais, cujo território foi alvo de interesse por diversos povos.
Os gregos foram os primeiros ocidentais a dominar a Índia, ocupação que se iniciou durante o século IV a C. permanecendo na região até o ano 58 a C.
Voltou a ser invadida no século I por povos das regiões do norte da Ásia.
No século IV recuperou-se das invasões , mas foi novamente dominada pelos hunos no século V., domínio este que durou até o século VII.
No decorrer do século X desmembrou-se em várias dinastias e sultanatos.
Entre os anos de 977 e 997 o Império Otomano levou seus limites ao território indiano.
O sultanato de Delhi teve início em 1206, e em 1221 Gêngis Khan , Imperador Tártaro (1162/1227) unificador da Mongólia, ocupou a região norte do país.
A Índia a muito era conhecida pelos europeus.
Prova disso é que os indianos fizeram parte das tropas militares da Pérsia, durante o conflito desencadeado na Grécia.
As embarcações romanas no Egito , faziam escala nos portos da Índia, onde estabeleceram comércio nos estados do sul.
A existência desse conhecimento sobre a Ásia, são as cartas geográficas romanas indicando o arquipélago Indonésio.
Em 1291 o genovês Ugolino Vivaldi partindo de sua terra natal, após transpor o Estreito de Gibraltar, navegou toda a costa africana, orientando posteriormente Portugal e Espanha, na rota marítima para a Índia.
Vivaldi foi contratado em 1317 por Portugal, para renovação da sua marinha real, afim de tornar o Porto de Lisboa, o ponto de partida para as futuras expedições rumo ao sul da África.
Em fins do século XIV muitos foram os europeus que visitaram a Índia , e o mais famoso desses aventureiros, foi Marco Pólo.
Na época esse espaço considerado desconhecido, era tido nas escritas, como uma região fascinante e exótica.
Mesmo que a história nos afirme que,Vasco da Gama (1498) foi o primeiro europeu a chegar as Índias, o fato é que em 1488 D. João II, rei de Portugal, enviou Pero de Covilhã e Padre João disfarçados em muçulmanos para a região, em um navio árabe com destino a Malabar.
Comerciantes indianos por sua vez, mantinham entrepostos comerciais no Cairo e região do Mediterrâneo.
Entre 1499/1600 o domínio de Portugal no Oceano Índico consolidou-se, e entre 1505/1515 estabeleceu o Império das Índias, conquistando o rico mercado das especiarias, cujo monopólio até então pertencia aos árabes.
Esse rico comércio que se tornou monopólio da Coroa Portuguesa, e durou até o século XVII , quando passou a sofrer a concorrência de holandeses , franceses e a seguir por britânicos.
Os portugueses defendendo os princípios das cruzadas juntamente com os indianos, uniram suas forças contra os mouros (Islâmicos), que consideravam uma constante ameaça aos seus interesses.
Em 1503 o capitão da armada Francisco de Albuquerque, desembarcou em Santiago do Cochim, onde Instalou uma fortaleza na tentativa de liquidar o poderio do Zamorim.
Tomou a região de Calicute de onde foi expulso a seguir.
Seguindo as rotas estabelecidas por Portugal, em 1600 a França, Grã-Bretanha e Holanda passam a disputar a influência comercial da região.
Essas investidas acabaram por levar em 1575 britânicos e franceses a um conflito na disputa da supremacia dos territórios ocupados.
Durante mais de 200 anos os europeus se retraíram quando ao uso da força para ocupar a costa indiana.
Os portugueses, mediante acordo de proteção em favor do príncipe Tujali, contra o sultão Adil Shahi, obtiveram a colônia de Goa.
A partir daí, Goa situada em ponto estratégico da costa oeste da Índia, foi transformada em uma grande base naval pelos portugueses.
Em 1509 o navegador Diogo Lopo de Siqueira a frente de uma frota de 6 navios, desembarcou em Melaka (Malacca), na tentativa de negociar com o sultão a posse das imediações do porto.
O Sultão alertado pelos mouros, dos métodos utilizados pelos portugueses no domínio das regiões que se instalavam, ordenou-lhes a que se retirassem sob ameaça de ataque.
Até 1750 a presença ocidental na Índia, estava resumida a pequenos estabelecimentos distribuídos pelo seu litoral, e submetidos às leis dos governos locais, o que era considerado humilhante para os padrões ocidentais.
Os franceses por sua vez instalaram-se na região do Deccan, de onde foram expulsas pelos britânicos, em 1757, e com o apoio da Coroa, as áreas conquistadas passaram para domínio da Companhia Britânica das Índias Orientais, (CBIO) que ampliou sua influência mediante tratados e formação de protetorados.
A presença da Cia Britânica das Índias Orientais, que se resumia a entrepostos na Ilha de Bombaim e Forte Saint George em Madrasta, nos 50 anos que se seguiram, aliado ao poderio das forças navais da coroa evoluíram a tal ponto , que no ano de 1803 conseguiram conquistar o Império Maratha na região do Deccan. (Decão)
A partir de 1818 a Índia deu inicio a sua militarização, concluída em 1858.
Essa militarização permitiu que os britânicos se estabelecessem firmemente na Ásia, desenvolvendo forte influência nos destinos das regiões do Índico e Pacífico.
Por volta de 1823, Birmânia, Malásia e Indonésia, haviam sido anexadas, incluindo Java, esta última tomada aos holandeses e posteriormente restituída pelo tratado de Viena.
Entre 1857 / 1858, surgiu um movimento liderado pela elite indiana, que se rebelou contra a ocupação dos Britânicos, mas foram derrotados após 15 meses de conflitos.
A Índia em quase sua totalidade tornou-se colônia da Coroa Britânica.
Algumas regiões tornaram-se principados em forma de possessões Maissor, Travancore e em estados; Rajaputana / Haiderabad / Caximira, governados por dois poderes administrativos Madrasta e Bombaim, e um comissário em Bengala.
Posteriormente formaram-se os estados de Chamba / Faridkot / Gwalior / Jhind / Nabha / Patiala e diversos sultanatos.
Em 1858, com o fim do monopólio da Cia Britânica das Índias Orientais, a administração da Índia passou a ser exercida diretamente pela coroa, tornando-se a "Pérola do Império Britânico" tendo Calcutá como capital da colônia.
A partir de 1863, o vice-rei voltou seus interesses pela posse do Afeganistão, e três exércitos indianos marcharam sobre sua capital, pressionando o filho de Emir Iakub Cã a firmar tratado, aceitando o protetorado Indiano sobre sua política exterior.
Não tardou a ocorrer uma revolta interna com perseguição implacável aos britânicos residentes na região.
O general Robert em represália atacou novamente Cabul, impondo-se pela força, mas teve que recuar diante da resistência encontrada.
A Índia em 1875 tornou-se um Estado Imperial ampliando seu poder de influência sobre a Pérsia, Tibet e a Birmânia que tinha sido incorporada ao Império em 1866.
Em 1877 Lord Lytton anexou a região do Baluchistão.
No Índico sua influência estendeu-se de Adem a Hong Kong, agindo como se independente fosse, sob o manto da Coroa Britânica.
O fascínio que a Índia despertou nos britânicos foi de tal magnitude, que a rainha Vitória, foi proclamada Imperatriz das Índias (Kaissar-I-Hind) em 1º de janeiro de 1877.
Esse misto indiano / britânico estendeu-se pelo Índico e Pacífico, incluindo-se ainda regiões do Caribe e África.
No início do século XX a Grã-Bretanha comprometeu-se em dar autonomia para a Índia, mas esbarrou em um desentendimento entre hindus e muçulmanos, o que acabou provocando a criação do Paquistão.
Em 18 de julho de 1947 o Reino Unido reconheceu e aceitou a independência da Índia, encerrando um período de influência iniciado em 1757, através do Acordo de Plassey.
MAHATMA GANDHI -1869/1948
Movimentos pela independência:
A partir do século XX, o movimento nacionalista se desenvolveu principalmente após a Primeira Guerra Mundial, quando tropas indianas lutaram ao lado de forças britânicas.
Liderados por Mohandas Karamchand Gandhi, popularmente chamado de Mahatma Gandhi, os indianos passaram a prática da desobediência civil, contra os britânicos.
O princípio da não violência (Satyagraha) adotado por Gandhi, como forma de revolução, envolvia o boicote aos produtos importados principalmente da Grã Bretanha.
Incentivou o uso de vestimentas caseias (khadi) pelos indianos e, não usarem produtos têxteis importados.
Em apoio à independência recorreu às mulheres para que elas produzissem as roupas da família.
Quando acuado pelas autoridades, recorria ao jejum, o que o levou várias vezes à prisão. Durante a 2ª Guerra Mundial, intensificou suas atividades, clamando para que os britânicos deixassem a Índia, o que acarretou prisões em massa.
Dessa forma Gandhi e seus seguidores deixaram claro que não dariam apoio a causa britânica, sem o compromisso de independência proclamado pelo movimento pacifista, o que lhe valeu dois anos de prisão.
Os britânicos comprometidos com a autonomia da Índia, em 18 de Julho de 1947 reconheceram a sua independência, criando um estado Muçulmano independente da Índia, o Paquistão, mas a divisão da Índia foi-lhe uma grande decepção.
Gandhi, que sempre lutou pela união de indianos e muçulmanos, enquanto todos comemoravam a independência, refugiou-se em Calcutá, lamentando a partilha da Índia.
Em 25 de janeiro de 1948, com 78 anos de idade, quando se dirigia para uma cerimônia religiosa em Nova Déli foi assassinado.
Um brâmane de alta posição, que temia o programa de Gandhi de tolerância para todos os credos, atirou nele três vezes.
O herdeiro político de Gandhi, Jawaharial Nerhu e seu partido político, o Congresso Nacional Hindú, passaram a dirigir o governo da Índia Independente.

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ÍNDIA (IMPÉRIO INDIANO) Capital DHELI localização – 79,04º longitude leste – 24,15º latitude norte.
Região sul da Ásia, Península Indiana.
Resumo geo-histórico:
Lutas entre britânicos e franceses movimentaram o império indiano no século XVIII.
Disputavam-se os vários pontos e privilégios do monopólio comercial, muito importante, para toda a economia européia.
Pelo tratado de Paris de 1763, depois da Guerra dos Sete Anos (1753 / 1763), entre a Grã Bretanha e França, todas as outras possessões francesas passaram para a Coroa Britânica.
O domínio britânico estendia-se até o nordeste da Índia.
Os representantes britânicos, Robert Cline e Warren Hastings, notabilizaram-se por aumentar ainda mais, as conquistas territoriais.
Cline fundou um protetorado em Bengala e Hastings anexou Aud e Benares em 1755.
Príncipes muçulmanos do Misore no sul continuaram enfrentando os britânicos.
Haider-Ali tentou manter a independência na região, mas a superioridade bélica dos britânicos acabou prevalecendo.
Finalmente em 1839 os britânicos conquistaram Punjab, onde havia um poderoso Estado islâmico-hindu.
O governador britânico foi quem conseguiu a vitória.
A 1º de janeiro de 1877 a Rainha Vitória proclamou-se “Kaisar-i-Hindu”, Imperatriz das Índias.
O fim do século XIX e princípio do século XX o poder britânico na Índia atingiu se apogeu.
Sua administração territorial estava dividida em 6 estados e um grande número de sultanatos nativos (reinos feudais), sob controle da Coroa Britânica até sua independência.
A forma de controle administrativo implantado pelos britânicos na Índia era o da administração direta sobre as províncias consideradas territórios da coroa; indireta na forma de protetorado sobre reinos feudais (princely states), segundo a sua importância; os menos expressivos agrupados sob a tutela de um feudo maior.
A Grã Bretanha deixou a maioria dos estados e sultanatos nativos sob comando de governadores locais. Estes eram nomeados pela rainha e tinham que ser britânicos.
Nos Estados Indianos os príncipes tinham poder absoluto sobre os assuntos internos, mas os indianos iniciaram um movimento nacionalista para libertar a Índia da Grã Bretanha e unificá-la.
No fim da Primeira Guerra Mundial (1914 / 1918), a vitória britânica correspondeu a uma derrota junta à Índia; a Grã Bretanha foi obrigada a conceder aos indianos uma autonomia política baseada num governo de coalizão, numa diarquia.
Durante a 2ª. Guerra Mundial a Índia lutou ao lado dos aliados e viu-se desprovida do “apoio” colonialista.
A situação agravou-se com a fome alastrando-se em forma de epidemia.
Apesar das guerras internas entre muçulmanos e hindus, que se seguiam Gandhi encarnou a consciência indiana contra a Grã Bretanha.
Conseguiu a unidade para a independência em 20 de fevereiro de 1947.

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ÍNDIAS ORIENTAIS
As Índias Orientais tidas pelos europeus, como um território desconhecido e exótico, na verdade tratava-se de uma imensa região, estabelecida entre os paralelos 80 e 150 leste, entre os Oceanos Índico e Pacífico.
Nessa imensa região das especiarias, incluem-se, a Índia, Ceilão, Bangladesh, Burma, Tailândia, Laos, Indochina, Filipinas, Federação Malay, Índias Orientais Holandesas, Timor, alem de uma infinidade de ilhas menores, localizadas na parte Leste do Oceano Índico, Mar do Sul da China, Pacífico e mares internos.
A maior formação colonial da região esteve sob domínio da Holanda (The Netherlends Indies – 1602 / 1784), (atual Indonésia).
Tem como principais ilhas: Sumatra, Java, Celebês, Molucas e Oeste da Ilha de Nova Guiné alem de arquipélagos e ilhas menores.
As Ilhas Molucas (ou Malucas, do malaio “Maluku”), é um grupo de ilhas de origem vulcânica que fazem parte da Indonésia entre Celebês e a Nova Guiné.
Conhecidas no século XVI como Ilhas das Especiarias, foram inicialmente, visitadas por Fernão de Magalhães, navegador português a serviço da Coroa espanhola, em 1520, que posteriormente às ocupou militarmente.
Os portugueses criaram os primeiros ocidentais a se instalarem na região no ano de 1512 nas Ilhas Molucas, criando em pouco tempo o monopólio das especiarias.
A disputa pela posse das Molucas entre Portugal e Espanha, era com base no Tratado das Tordesilhas que definia a área de hemisfério, resolvida pelo Tratado de Saragoça.
Espanhóis que ocuparam as Filipinas em 1527 foram expulsos pelos nativos em 1896, com ajuda dos Estados Unidos.
FERNÃO DE MAGALHÃES

Quanto a Portugal, foram desalojados das áreas sob seu domínio pelos Holandeses, com apoio dos imperadores nativos, e em 1605 só lhe restou parte Leste da Ilha de Timor.
A presença Britânica nessa região, do Império da Índia, fazia-se sentir nas Ilhas menores do Oceano Índico (Andaman Is. e Nicobar Is.) ao Sul da Península Malay (British Malay), também na região norte da Ilha de Borneu, destacando-se Cingapura, ocupada em 1819, que se tornou capital de Straits Settements.
A Holanda que ocupou o Arquipélago de Sonda ou Índias Holandesas, formado pelas ilhas de Sumatra, Java, Borneu, Celebes e parte da Nova Guiné.
Em 1824 os holandeses cederam a Península Malay aos britânicos, o que lhes permitiu a formação da Federação dos Estados da Malaia (Malaysia).
Essa presença britânica fez-se em nome do Império da Índia, e estendeu-se por toda a região, com anuência da Holanda que por sua vez dominou a região até 1784.
Em 1867 as regiões sob o controle Britânico passaram para responsabilidade da Secretaria dos Estados das Colônias.

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ÁSIA

A presença européia na Ásia onde existiam civilizações desenvolvidas, fez com que ocorresse um choque entre duas culturas distintas, e onde os europeus encontraram forte resistência para impor a sua influência, e nem sempre bem sucedida.
Iniciada em 1498, com o desembarque de Vasco da Gama em Calicute, decorreram 449 anos de supremacia Européia sobre os países asiáticos, finda com a Independência da Índia em 1947.
No início do século XVI a Espanha chegou às Filipinas onde se instalou.
Os padres Matin de Herreda e Geronimo Marim foram os primeiros a dirigirem-se a China, entretanto sem qualquer êxito, mas permaneceram em Manila usando-a como entreposto, nas negociações com comerciantes instalados no sul do continente asiático.
Em 1511 os portugueses tomaram Melaka (Malacca), e em seguida a Indonésia, sendo indicado Albuquerque, mandatário do Império Asiático durante mais de meio século.
No cenário asiático, em 1592 entrou a Companhia Holandesa das Índias Orientais, monopolizando o comércio oriental com o norte da Europa, impondo preços de acordo com seus interesses, em detrimento de Portugal e Espanha, que já não se detinham a forte capacidade naval que lhes permitiu tornarem-se donas absolutas das rotas marítimas.
A rainha Vitória da Grã-Bretanha por sua vez, concedeu em 1591, monopólio do comércio oriental para a Companhia Britânica das Índias Orientais, sob a proteção da Coroa.
Isso fez com que a Grã-Bretanha, (potência emergente) se atrevesse a competir no mercado asiático, fazendo sua 1ª expedição em 1601, que durou dois anos, mas com resultados satisfatórios.
Passaram a partir dessa primeira aventura a negociar tecidos da Índia contra especiarias trazidas da Indonésia.
Quanto ao Japão, portugueses e espanhóis seguidos pelos holandeses em 1594 tentaram várias vezes instalarem-se na região, sempre sem muito êxito, devido a desconfiança reinante.
Em 1604 foi assinado acordo com Zamorin Imperador de Malabar.
Os holandeses um ano após (1605), iniciam a ofensiva para desalojar os portugueses de toda a Indonésia, com exceção a Macau.
Em 1611 os holandeses estabeleceram um entreposto em Hirado e os portugueses em Nagasaki (Japão) , mas somente em 1613 o Capitão Saris , apresentou carta de Jaques I, as autoridades locais, tendo fundado logo após uma feitoria.
Holandeses e Britânicos passaram a trocar mercadorias japonesas por peças de artilharia, com liberdade bastante vigiada por Iedo (Tóquio).
Mesmo assim o Japão ficou fechado para o ocidente até o ano de 1853.
Em 1612 os Britânicos estabeleceram um centro comercial de compras em Surrat (Índia), mas não conseguiram concretizar o desejo de instalarem-se na Oceania, de onde foram expulsos.
Diante das dificuldades encontradas na região, optaram pelo comércio indiano, e em 1641, instalaram-se em Masulipatã e Madrasta.
Em 1641 Melaka (Malacca) foi tomada pelos holandeses, e em 1654, Van Der Heyden ocupou a região de Ceilão.
Os franceses tentaram também ocupar o Ceilão em 1665, sem atingir o objetivo.
Os holandeses tendo o domínio de Formosa passaram a utilizá-la como entreposto em 1662, mas foram expulsos pelas forças de Ching Chung Cong , em nome do Imperador Ming que se instalou na Ilha, fugindo dos Manchus que invadiram a China pelo norte.
Em 1665 Bombaim foi cedida como dote ao Rei da Grã-Bretanha.
A Cia. Britânica das Índias Orientais passou a dominar o comércio asiático, e em 1647 já possuía 23 benfeitorias instaladas, recebeu outorga para administrar Bombaim, para onde mudou sua sede em 1668, após Carlos II ter reconhecido a soberania da Coroa, sobre a região.
Seu principal produto comercializado, passou a ser os tecidos da Índia e o chá da China, muito apreciados pelos Britânicos, fazendo parte do grupo de países que operavam na região do Sul Asiático, juntamente com Holanda e França.
Esse atuante e crescente comércio, entretanto não trazia em si vantagens para a Coroa, pois as compras eram pagas em ouro, devido os ocidentais não possuíam produtos atrativos à oferecer aos Asiáticos, trazendo com isso a redução das reservas da Companhia e das demais nações envolvidas nesse tipo de comércio.
Na verdade, esse comércio apresentava-se de mão única, na compra de produtos asiáticos muito a gosto dos Europeus.
Holandeses partindo do Ceilão em 1739 tentaram invadir o reino de Travancore, sendo repelidos.
Em 1755 a Companhia Holandesa das Índias Orientais, firmou tratado com o reinado de Banjermassing na Ilha de Bornéu e a expansão holandesa desenvolveu-se por toda a Indonésia intervindo política e militarmente em favor dos soberanos que lhe eram fieis.
Com o encerramento das atividades da Cia. Holandesa das Índias Orientais, toda a região da Malásia tornou-se Colônia do Estado Holandês.
Até a metade do século XVIII esse comércio asiático, era desenvolvido pela Grã-Bretanha e França no Índico, e pela Holanda na Indochina onde mantinha monopólio.
A Cia Britânica das Índias Orientais, para fazer frente a esse comércio desfavorável, passou a incentivar o consumo de ópio produzido na Índia, pela população chinesa.
A primeira investida dos Britânicos na China continental teve seu início em Goa liderada pelo Capitão Weddel.
A frente de duas barcaças vindas da Índia subiu o Rio Cantão instalando-se as suas margens, de onde logo teve que retornar devido a resistência encontrada.
A investida de Britânicos e Franceses que mais marcou os chineses foi a destruição em 1860 de Yanmingyan, construído nos arredores de Pequim, durante a segunda guerra do ópio.
Tratava-se de um magnífico conjunto de construções e jardins, tomada por forças franco/britânica, cujo mal estar foi sentido inclusive junto ao Capitão das forças Britânicas Charles Gordon, diante da magnitude da obra destruída.
Finalmente, após sofrer forte pressão por parte dos europeus, a China abriu o Porto de Cantão para o comércio ocidental, e a Cia Britânica das Índias Orientais instalou entreposto em Ningpó, passando a desenvolver um comércio regular, legalizado em 1715 pela China.
Em 1805 os britânicos ocuparam Batávia, e em 1811 toda Jacarta, presença que durou 4 anos tutelando os Sultões da região, sob administração do Império da Índia, o que transformou significativamente a vida dos camponeses, quando do retorno do domínio Holandês em 1816.
Toda a região da Indonésia exceto o Ceilão, ficou sob o domínio da Coroa Holandesa.
A Ilha de Cingapura (Singapore) foi ocupada pelos britânicos em 1816, e comprada ao Sultão de Joore pela CBIO em 1824, tornando-se a seguir colônia da Coroa Britânica.
Tratado de 1826 negociado pelo Capitão Burney, determinou que todos os cidadãos Britânicos que se fizessem presente na região do Sião, seriam submetidos às leis Siameses.
Em 1833 com o mesmo teor, foi assinado um novo acordo dando o mesmo tratamento aos Americanos, que durou até 1855, quando novo acordo foi assinado, determinando privilégios comerciais aos Britânicos, incluindo o comércio de ópio.
Por outro lado os Franceses procuravam ampliar sua influência sobre a região, e em 1885 chocou-se com os
interesses dos britânicos.
Hongkong em 1807 foi anexado pela Grã Bretanha, após o final da primeira guerra anglo/chinesa, tornando-se colônia da Coroa, e que já tinham ocupado Melaka em 1795
Em 1890 sitiou Bang Kok (Bangkok) , na tentativa de forçar a assinatura de tratados comerciais e cessão dos territórios a leste do Mekong.
A Grã Bretanha ocupou os estados de Kelantan / Trengganu / Perlis e Kedak, os transformado em estados confederados sob uma única administração.
Após a primeira guerra mundial, o espírito imperialista que predominava nos governos Ocidentais perdeu força, e os países asiáticos passaram a se estruturar e criar movimentos de independência.
Se houve influência da cultura ocidental sobre os povos orientais, muitas vezes imposta pela força, principalmente contra os povos muçulmanos, não a de se negar que também esses povos exerceram significativa influência sobre os europeus.

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C H I N A

A China esse imenso território da Ásia sempre despertou a cobiça.
Sua população tem origem da grande planície, os Autóctones.
Uma das mais antigas civilizações que se tem conhecimento, (1989/1558 @), possui uma fabulosa história, com o início da dinastia Hias e mais vinte e duas dinastias que lhe seguiram.
Muito embora os ocidentais tentassem instalar-se na região , pouco foi conseguido diante da resistência de seus habitantes, incluindo-se os britânicos a não ser na região sul..
A conquista de Malaca pelos portugueses em 1511 na península ao sul da Indochina, por Afonso Albuquerque, foi o início das navegações regulares dos europeus para a região e tomar conhecimento dos produtos e riquezas da China.
Entretanto os primeiros europeus a chegarem a China, foram Rafael Perestrela , seguido por Jorge Mascarenhas, na região de Tchang Tcheu.
Posteriormente comerciantes europeus instalaram-se em Cantão em busca de comércio de trocas.
Tomaz Pires, foi então indicado pela coroa portuguesa , para tentar obter contacto com o imperador Cangte da dinastia Ming , (1368/1644) e não tardou em tomar pela força uma área em Siang Chã, para construção de uma fortificação.
Os portugueses, só não esperavam pela reação das forças imperiais chinesas, já alertadas pelo sultão Bitang (da Malásia), dos métodos empregados pêlos europeus sobre as regiões que caiam sob seu poder. .
Em 1522 Afonso de Melo no comando de uma esquadra , tentou chegar a região de Pequim costa leste, e foi totalmente destruída.
Somente o sul, estava a disposição dos comerciantes portugueses, que estabeleceram um entreposto em Macau.
A aquisição de Cingapura, em 1824, que tinha sido ocupada em 1819 e, situada no extremo sul da Península de Malaca (passou a fazer parte de Straits Settlements) e trouxe para os comerciantes britânicos um largo espaço de atuação no Pacífico.
As operações que no início do século XIX se limitavam a operações comerciais e instituição de algumas benfeitorias, entre 1815 e 1848, passaram a dominar toda a região.
Na China a atuação dos britânicos, limitava-se a Cantão sob leis rígidas da China, consideradas humilhantes.
As mesmas foram aceitas tendo em vista as vantagens comerciais que se apresentavam.
Entre as exigências impostas, a que mais incomodava os ocidentais, era a proibição imposta aos comerciantes, de não poder se fazer acompanhar de suas respectivas famílias.
Isso porque não era permitido aos comerciantes negociarem diretamente com os chineses, cujas operações de compra tinham que ser feitas obrigatoriamente junto ao representante Cohong , indicado pelo Império Chinês
Esse conflito de interesses permaneceu até 1833.
Com o fim do monopólio da Cia Britânica das Índias Orientais, os interesses da empresa passaram a ser administrados, diretamente pela metrópole.
Logo a coroa passou a pressionar a China, para abertura dos portos para outras nações, cujo comércio restringia-se a operações de compras de chá, seda e ruibarbo , sem contra partida de vendas para os chineses, que não viam atrativos nos produtos ocidentais.
A saída encontrada pelos britânicos, foi pressionar a China para autorizar o consumo de ópio por parte da população chinesa, consumo este que tinha sido proibido desde 1729.
Os britânicos passaram a cultivar a papoula na Índia já no ano de 1733, sob monopólio da Cia Britânica das Índias Orientais, e em 1797, passou a produzi-la de forma liberal, tornando-se o produto europeu mais vendido na Ásia.
Em 1800 a China proibiu o seu uso de forma rígida, fazendo com que a BIOC montasse um sistema de contrabando, utilizando-se de navios com bandeira sob sua licença.
Diante dos fatos o Vice Rei de Cantão solicitou a presença de um representante da coroa britânica.

Lord Napier, foi enviado para região com intuito de tratar diretamente com o Vice-Rei, não aceitando a intermediação do Cohong, o que lhe valeu a expulsão do território chinês.
Para fazer frente ao crescente consumo de ópio, o governo imperial da China, nomeou Lin Tse Hsu como comissário especial com poderes ilimitados sobre o assunto.
Em ato rígido todo de ópio existente confiscado e destruído em ato público, após ocorrerem alguns incidentes, e sob protesto dos comerciantes cujos estoques foram inutilizados.
A seguir, tomando uma atitude forte e ameaçadora ordenou a retirada imediata de todos os navios britânicos ancorados na região.
Essa atitude por parte de Lin Tse Hsu desagradou a coroa britânica, que na verdade era a mais interessada em manter o consumo de ópio na região.
A Grã-Bretanha, sentindo seus interesses atingidos, acabou levando-os a primeira guerra do ópio contra a China, em 1839.
Em junho de 1842, os Britânicos ocuparam Xanghai e Nanking e em ato de represália saquearam o Pacode de Porcelana , levando os chineses a assinar o tratado de Nankim em agosto de 1842. CANTON
Pelo tratado a China permitiria a abertura dos portos de Xanghai, Ningpó, Fu- Tcheu, Amói e Cantão,ao comércio ocidental e permissão para os comerciantes instalarem-se com suas famílias por um período limitado em 100 anos.
Entre as vantagens liberadas aos britânicos,a mais importantes foi a concessão da soberania sobre Tientisin e Xanghai na confluência do Rio Huang-Pu e Iangtsé.
Em 1854 , britânicos ,americanos e franceses, assinaram novos tratados estendendo o acesso dos ocidentais a toda região do Iangtsé, que passaram, a usar a força, na defesa de seus interesses comerciais.
O lamentável episódio que mais chocou os chineses, foi o ato de represália feita contra o Palácio de Verão, destruído em ação tida pelos chineses como ato de puro vandalismo.
Esse negro episódio terminou com a assinatura do tratado de Pequim, em outubro de 1860.
Por esse tratado, foi reconhecida a soberania britânica sobre a península de Ku-Lung e Hong-Kong, e quando entrou em vigência o Land Regulations, a colônia tornou-se um estado independente da soberania chinesa.
No final do século XIX, a China tinha em seu território inúmeros enclaves estabelecidos pelos ocidentais e viu instalar-se o cristianismo, totalmente desfigurado, diante da diferença cultural chinesas e a arrogância dos missionários ocidentais.
Não tardou entretanto a se aperceberem que o sonhado do inesgotável comércio chinês jamais existiria, principalmente pelo boicote da população aos produtos ocidentais
Como os objetivos comerciais não se concretizaram, em 1847, os ocidentais iniciaram o aliciamento de trabalhadores chineses, para substituírem no exterior, a mão de obra escrava, cujo comércio centralizou-se em Macau.
Anson Buplighame, ministro americano, após ter se aposentado, foi nomeado embaixador chinês em Pequim.
Em 1868, foi assinado tratado com os americanos, garantindo a integridade territorial da China, o que implicou na saída das tropas americanas e britânicas da região.
Após esse acordo foi reconhecido o governo central de Pequim e negociado o livre comércio.
Em julho de 1898 forças da Grã-Bretanha ocuparam Wei -Hai-Wei.
Os ocidentais voltaram-se para a formação de empresas destinadas a implantação de ferrovias empresas de serviços básicos, e com elas a introdução dos costumes ocidentais.
Vinte anos após, a França atacou regiões chinesas.
Enquanto isso dentro do contexto político interno, Tientsin iniciou-se um movimento Boxers que em sua primeira ofensiva atacou Shanntung.
Em 1900 os Boxers vindos do norte atacam Pequim e em 1901 é assinado o protocolo do Boxers.
Em 1o de outubro de 1911, o velho império terminou.
A China, mesmo sobre pressão das nações ocidentais , conseguiu manter sua Integridade territorial.

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OCEANIA

A Oceania é uma das 5 partes do mundo geograficamente dividido
Esta situada na região; a Austrália, Nova Guiné, Nova Zelândia e diversos agrupamentos de ilhas.
Uma região privilegiada pelas inúmeras belezas naturais que apresenta, e pela diversidade das formações vulcânicas e de corais, características principais de suas ilhas.
As formações continentais são: Austrália, Novas Zelândia , Guiné e Caledônia.
As demais formações são de origem vulcânica e ou de corais.
Situada em um imenso vazio do Oceano Pacífico tem como principais formações, o Continente Australiano, Nova Guiné, Tasmânia e Nova Zelândia.
Nela provavelmente, esteja a origem do homem americano.
Por algum tempo desenvolveu-se teoria, de que a lua fazia parte da terra e dela se desprendeu da região do Pacífico, deixando como rebarba de seu deslocamento, os Andes Chilenos.
O termo Oceania, geograficamente falando, é a forma encontrada para definir e identificar os salpicados terri-tórios existentes no Oceano Pacífico.
Em termos continentais, os limites entre as nações, são terrestres e definidas por marcos geográfico.
Na imensidão do Pacífico optou-se pela demarcação oceânica, para definir a posição de cada território existe.
Geograficamente falando, ela esta dividida em 4 seguimentos:

MELANÉSIA: significa ilhas negras, devido seus habitantes terem a pele negra.
Estão localizadas no sudoeste do Oceano Pacífico, norte e lesta da Austrália, como Fiji, Salomão, Papua Nova Guiné, Novas Hébridas (Vanatu) e Nova Bretanha.

MICRONÉSIA: significa ilhas pequenas.
São as menores ilhas da localizadas, ao norte da Melanésia e ao sul do Japão, entre elas; Ilhas Carolina, Ilhas Marianas, Ilhas Marshall, Gilbert (Kiribati), Ellice (Tuvalu), Nauru, e Guam, a maior delas com território de 48km2.
Os habitantes da Austrália, Tasmânia, e Nova Zelândia são de origem papua e canaca, e formam os maiores territórios da Australásia.
A região em sua grande parte pertence à Comunidade Britânica das Nações sendo as ilhas New Hebrides, administradas por consórcio franco-britânico.

POLINÉSIA – significa muitas ilhas. Espalhadas na zona central do Pacífico estendem-se desde a Ilha de Midway ao norte, até Nova Zelândia, oito mil quilômetros ao sul.
Destacam-se as ilhas Cook, Tokelau, Niue, Nova Zelândia, Aitutaki, Rarotonga (Cook), Penrhin, Pitcarn, Samoa, Tonga e Niufo´ou.
São habitadas, por um povo de pele morena azeitonada, cuja origem é muito controvertida.

AUSTRALÁSIA – situa-se na placa Indo-Australian, e nessa região situam-se a Nova Guiné, Austrália, Tas-mânia, Nova Zelândia e ilhas adjacentes.
Historicamente, Fernão Magalhães, navegador português a serviço da Coroa Espanhola, em 1519 navegando rumo ao oeste (Atlântico) contornando o continente sul americano foi o primeiro navegador ocidental a nave-gar na região.
Chegou às Ilhas Marianas e posteriormente nas Filipinas, onde foi morto pelos nativos no ano de 1521.
Entretanto, o mais destacado navegador que se fez presente na região foi James Cook (1728/1779), que jun-tamente com Niebur iniciaram o mapeamento de grande parte das ilhas e territórios do Pacífico.
James Cook acabou sendo morto pelos nativos das ilhas Sandwiches em 1779.
Com novas informações a disposição dos europeus, os mesmos passaram a explorar toda região do Pacífico.
Durante o ano de 1567 os espanhóis descobriram as Ilhas Salomão, e no ano seguinte passaram a reivindicar sua posse.
Por outro lado o navegador português Pedro Fernandes de Queiroz no século XVI chegou às costas da Austrá-lia.
Em 1606 os portugueses chegaram ás ilhas New Hebrides.
Os holandeses por intermédio de suas expedições entre 1616 e 1628, chegaram ao Golfo de Carpentária norte do continente australiano, cuja região passaram a chamar de Nova Holanda.
Passaram a explorar a região até 1770, quando foi transferida para o domínio da Coroa Britânica.
O navegador Abel Jansen Tasmam em 1692, costeou as regiões leste da Austrália Tasmânia (Terra de Van Diemen) e Nove Zelândia.
Entretanto foram anexadas por James Cook a Coroa Britânica no ano de 1769.
Nova Caledônia, descoberta por Cook era habitada pelo povo canaca, e tornou-se possessão da França em 1774, onde em 1853 foi criado um sistema para receber condenados e políticos, no desenvolvimento de traba-lhos forçados.
Em 1790 as expedições britânicas chegam as Ilhas Pitcairn, situadas nas proximidades do paralelo 130º oeste.
Alemães também passaram a reivindicar possessões na região, ocupando em 1884 o nordeste de Nova Guiné, o Arquipélago de Bismark, ilhas Carolina, Marianas, Marshall, oeste das Ilhas Salomão e Samoa Ocidental.
Em 1886 estendeu essa reivindicação para a região da Melanésia.
Essa ocupação e conseqüente colonização ocidental foram feita mediante acordos e tratados de proteção assi-nados por chefes nativos, nem sempre amigavelmente.

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AUSTRALIA (COMUNIDADE DA AUSTRALIA) Capital CAMBERRA. –localização – 149º longitude leste - 35º latitude sul - região: sul das Índias Holandesas entre o Índico e o Pacífico Sul – língua: inglês – moeda: dólar australiano – Comunidade das Nações – possui territórios ultramarinos.
.Resumo geo-histórico:
A pré-história da Austrália data dos anos 40.000 a 45.000 anos, como comprovam achados arqueológicos na região.
Por muitos séculos outros povos negociavam com os aborígines australianos nas regiões costeiras, principal-mente na região de Yolngu noroeste de Amhem.
O primeiro relato sobre a existência do Continente foi publicado em Portugal no ano de 1542, pelo navegador Pedro Fernandes de Queiroz, sendo confirmada a sua existência.
Situado ao sul das Índias Holandesas, entre o Índico e o sul do Pacífico foi confirmada a sua existência pelo navegador holandês Willem Janszoon, que chegou ao Golfo de Carpentária, norte do continente.
Entretanto existem registros históricos que o primeiro europeu a chegar à Austrália, na região ocidental de Cabo de York, (York do Cape) atual cidade de Weipa foi Willem Janszoon, comandante do Navio Duyjken, da Companhia Holandesa das Índias Orientais (VOC) em 1606, dando-lhe o nome de Nova Hollandia.
Em 1770, Abel Jansen Tasman contornou o leste do continente, mas somente em 1770, é que James Cook mapeou toda costa leste da Austrália, indicando sua existência geograficamente, e tomando posse em nome da Coroa Britânica.
Em 1788 foi fundada a Nova Gales do Sul (New South Walles), onde foi instalado um presídio para receber criminosos condenados e presos políticos, sendo extinto em 1839.
Foi nesse ato que o governador Arthur Phillip hasteou pela primeira vez a bandeira britânica na região de Porto Jackson, hoje Sidney.
O major Lochyer, em 1826, navegou por toda a costa norte e Western (oeste) ocupando as áreas em nome da Coroa Britânica, e fundou Perth.
Em 1829 todo o continente já estava sob controle britânico, que foi dividido em duas regiões: Austrália Oci-dental e Nova Gales do Sul.
Com a conseqüente série de descobertas, a Austrália passou por diversas divisões territoriais criando-se novos estados, e novas nomenclaturas.
A ocupação do seu interior teve iniciou em 1851, em busca das minas de ouro Kalgoorlie (sudoeste) Ballarot e Bendigo (sudeste), atraindo muitos britânicos, irlandeses, europeus, americanos e chineses.
Posteriormente no período de 1788 e 1911 foram criados os 7 estados e o território da Capital Federal em 1927.
As colônias estabelecidas ganharam administrações próprias, para assuntos internos, sob o controle da Coroa Britânica para os assuntos internacionais.
Em 1891 a capital Melbourne foi transferida para Camberra.
Entre 1897 e 1898, foi redigida à Constituição e aprovada pelo Parlamento Britânico dando criação a Comu-nidade Australiana Britânica em 1º de janeiro de 1901.
Pelo estatuto de Westminter em 1931, foram determinadas as relações entre a Austrália e a Grã Bretanha, entretanto em 1942, diante da ameaça japonesa sobre as colônias britânicas tornou-se aliada dos Estados Uni-dos da América, como novo protetor.
Durante a Segunda Guerra Mundial foi ocupada pelo Japão.
Entre os fatos curiosos, o canguru, animal símbolo da Austrália, tem seu nome vinculado a um acidente de o percurso entre línguas diferentes: um inglês ao perguntar a um nativo “what is this?” (o que é isso?), o nativo respondeu “canguru” (não sei) .

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NEW ZELAND (NOVA ZELÂNDIA) Capital WELLINGTON (MONARQUIA) – (COLÔNIA 1840/1907) - localização -160 a 180º longitude leste - 32 a 48º latitude sul. - região: ilhas do Pacífico Sul - Mar da Tasmânia.
Resumo geo-histórico:
Os polinésios entre os séculos XI e XIII passaram a se estabelecer em Aotearoa (Terra da nuvem branca a longa) para onde levaram a cultura mãuri, ocupando a região por diversas tribos formadas.
O primeiro europeu a avistar as ilhas foi o navegador holandês Abel Jansen Tasman em 1642, e deu a ela o nome de Staten Landt, acreditando tratar-se de parte da terra que Jacoble Marie tinha avisto em 1616, fora da costa do Chile.
Os primeiros mapas da região indicavam esse nome que foi mudado pelos cartógrafos holandeses para Nova Zelândia, após a criação da província Holanda Zelândia.
O explorador James Cook desembarcou na Ilha Norte em 1769, e no mesmo ano vieram às primeiras expedi-ções ao seu interior.
Em 1832 o Escritório Colonial Britânico indicou Busby de James, para ser o primeiro representante da Coroa Britânica na região, que em 1834 reuniu todas as tribos em um movimento pela independência encontrando forte resistência por parte dos missionários britânicos.
Em 1840 o capitão William Holison da Marinha Britânica assinou com os chefes mauoris o tratado Wain-tangd tornando-se colônia britânica.
Na mesma ocasião Edward Gibbison Wakefield, comerciante britânico organizou a colonização, estabelecen-do as colônias de Wellington e Wanagamu.
De 1845 e 1848 o povo mauoris revoltou-se, e a partir de 1852 passou a ter um governo próprio, e um parla-mento em 1856.
Entre 1860 e 1870 a Nova Zelândia sentiu um forte fluxo de imigrantes europeus, os quais enfrentaram uma dura guerra contra os nativos, que foram dominados pelas tropas britânicas em 1872.
Em 1907 a Grã Bretanha transformou a região em um domínio, na condição de nação de governo autônomo dentro do Império Britânico, obteve a sua independência em 1947.
A região abrange duas ilhas grandes separadas pelo Estreito de Cook e grupo de ilhas menores.
As Ilhas Chathan foram descobertas em 1791, a Ilha Aucklanmd em 1806 e Ilha Macquarie hoje pertencente à Austrália em 1811.

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AMÉRICA

Acredita-se que a América foi ocupada a mais de 25 mil anos a.C., por povos de origem do Pacífico, e que acabaram ficando isolados na região, dando origem aos povos americanos.
Desenvolveram-se segundo seus costumes e princípios até a chegada dos europeus, que lhe impuseram novos hábitos.
O primeiro europeu a chegar às Américas que se tem conhecimento, foi o norueguês Leif Erikon durante o ano de 1001.
Partindo do norte do continente europeu, navegou pela Islândia, Groenlândia e desviando o rumo para o sul, chegou às costas do continente, provavelmente na região de Labrador, leste do Canadá, e talvez tenham ocorrido outras expedições mantidas em segredo, haja visto, que Colombo na época em que a teoria predominante não aceitava a forma esférica da terra , norteou sua rota em cartas geográficas já existentes.
Em uma dessas cartas, havia a identificação da existência de uma pequena ilha ao sul da Islândia identificada como BRAZIL, de forma bem definida.
Existe teoria indicando tratar-se de Fernando de Noronha, inóspita e quente para os padrões do clima europeu, portanto um braseiro.
Teria sido indicada propositadamente de forma errônea, para ocultar a sua verdadeira posição no Atlântico.
Está devidamente comprovado, que o navegador português João Vaz Corte Real, comandou uma expedição à região norte do continente americano em 1472, mantida em segredo, por afrontar os interesses da Espanha. (acordo das Tordesilhas 1494, determinou as áreas de influência).
Cristóvão Colombo seria o quarto navegador a chegar à terras americanas em 1492, orientando-se, como já foi dito, em cartas geográficas existentes.
Quem o precedeu foi o navegante veneziano João Cabot, (1451/1498) descobrindo a existência de Terra Nova no hemisfério norte.
Em 1497 visitou o sul do Brasil, desembarcou na ilha dos Patos (Santa Catarina) navegando a seguir pelo Rio Sólis (Plata).
Comprovada por essas primeiras expedições a impossibilidade de se chegar às Índias pelo ocidente, os europeus optaram pela rota contornando o continente africano.
A passagem marítima para o Pacífico no hemisfério norte, somente foi localizada em 1728, pelo navegador norueguês Vitus Jonassen Bering, daí Estreito de Bering em sua homenagem.
Entretanto, não foi mais possível ignorar a existência de um Novo Mundo, e a América passou a fazer parte da própria Europa.
Os povos nativos passaram a serem subjugados em seus princípios, e muitas vezes exterminados, quando se opunham as investidas dos ocidentais ditos povos civilizados, ávidos por suas terras e riquezas, e para tanto usavam da força e religião se necessário fosse.
Em 1608 Samuel Champlain (1567/1635) fundou Quebec, dando início à colonização do Canadá.
A partir dessa primeira iniciativa de colonização, foi fundada em 1617 a Companhia da Nova França, para qual foi outorgada a missão colonizadora, mediante concessão, que durou até 1663, quando a região foi reintegrada ao domínio da Coroa Francesa.
Com a guerra de Luiz XIV, a Grã-Bretanha aproveitando-se da situação belicosa, invadiu o Canadá e declarou-se soberana sobre a região em 1713.
Mais ao Sul as duas maiores potências da época Portugal e Espanha, que detiveram por algum tempo, a posse absoluta das terras descobertas, foram seguidos pela França durante o século XVI e pela Holanda.
Os britânicos, envolvidos por quase um século com guerras e conflitos internos entre os feudos, somente passaram a participar das expedições marítimas no século XVI.
Por sua vez, franceses e holandeses, desenvolveram expedições marítimas por toda costa da América Central e Antilhas, com objetivos de posse sobre as diversas Ilhas, isso dentro dos limites do imenso território reivindicado pela Espanha, que compreendia toda costa oeste da América do Sul, toda América Central e parte do sul do Continente Norte.
Essa presença se fez sentir entre 1509 e 1547 na região do hemisfério norte, na tentativa de descobrir uma passagem para o Pacífico, sem muito sucesso.
O litoral da América do Norte, que não despertou interesse a Portugal e Espanha pelos poucos atrativos de riqueza que apresentava, foi ocupado pelos britânicos.
Somente após transcorrer-se 100 anos da presença de Portugal e Espanha nas Américas, é que foram implantadas colônias de exploração.
Os britânicos por sua vez, passaram a colonizar a região com imigrantes de modestos recursos, que viam no novo mundo a oportunidade de melhores dias.
A região do litoral central que restou para os britânicos situava-se entre o norte ocupado pelos franceses (Canadá) e o sul ocupado pelos espanhóis (Flórida).
A colonização britânica teve início em 1584, com uma primeira tentativa comandada por Sir Walter Raleigh na região de Virgínia, tendo seus 117 membros desaparecidos sem deixar qualquer vestígio de seu destino.
Em 1607, nova tentativa de colonização foi realizada, com a fundação da cidade de Jamestows na Virgínia.
Outra região selecionada para ser colonizada foi ao norte, que passou a ser chamada de Nova Inglaterra, escolhida pela Company Jamestown, que se transformou nos núcleos colonizadores de Massachusetts no extremo norte, New Hampshire, Rhode Island, e Connecticut.
Por volta de 1620 peregrinos Mayflower (religiosos puritanos), chegaram à região e impuseram um respeito religioso rigoroso aos seus adeptos, através do Tratado do Mayflower para obedecer a leis justas e iguais.
Mais ao sul foram criados os núcleos de Mariland, Carolina do Norte, Carolina do Sul e Geórgia, por colonos católicos e calvinistas perseguidos por Carlos I.
Até esse período, a colonização britânica teve como base a imigração de colonos que detinham poucos recursos econômicos.
Após a queda do rei Carlos I, as perseguições religiosas se voltaram contra a burguesia britânica.
Fugindo das perseguições buscaram refúgio nas colônias do sul, onde formaram grandes propriedades agrícolas, bem diferentes da colonização das regiões do norte, onde surgiram os novos núcleos em New York, Nova Jersey, Delaware e Pensilvania.
Esta última foi colonizada pela Sociedade Amigos, fundada na Metrópole pelos Quaker, pertencentes a uma linha inovadora dentro do contexto protestante.
Com a chegada de novos contingentes de imigrantes, a região litorânea passou a ser o ponto de partida para a penetração ao interior do continente, rumo ao oeste.
Isso causou fortes atritos com a França, que sentiu seus interesses prejudicados, e as relações entre Grã-Bretanha e França, que já não eram boas, se deterioraram, causando a Guerra dos Sete Anos (l756/1763).
Em 1763, a França pelo acordo de Versailhes, cedeu definitivamente o Canadá para a Grã-Bretanha. Louisiana foi cedida para a Espanha, e algumas ilhas do Caribe foram devolvidas para França.
O domínio da Coroa continuou ativo no continente, e em 1867 Lord Carnarvon criou a Federação do Canadá.
A partir daí os colonos europeus em busca de novos espaços, passaram a tomar dos índios suas terras, não raro por meio da força, fazendo prevalecer sua presença aos limites da costa oeste do continente.
A opção da Grã-Bretanha em formar colônias com governos independentes transformou essas mesmas regiões, em colônias políticas e economicamente fortes.
Sob a tutela da Coroa, não lhes era permitido, entretanto manter uma representação junto à Metrópole, que se encontrava debilitada pelos gastos de guerra que se envolvera.
Entre os colonos o descontentamento cresceu, quando a Metrópole decretou o oeste como reserva indígena a ser preservada.
Essa medida adicionada a elevação dos impostos, e restrição ao comércio das colônias diretamente com o exterior sem intermediação da Coroa, criou um crescente descontentamento.
As manifestações de desagrado foram reprimidas com violência, o que gerou novas manifestações.
Não bastasse o que já vinha ocorrendo, seguiram-se incidentes com as forças da Coroa, e em 1770 na cidade portuária de Boston, soldados britânicos agredidos em uma desavença ocorrida, matam cinco colonos americanos, criando-se um clima anti-britânico.
Em 1773 a Coroa proibiu a importação de chá diretamente do Oriente, gerando novas manifestações e desordens na região portuária de Boston, o que levou a Metrópole a prender seus lideres e exigir indenização pelos prejuízos causados.
Insatisfeitos os americanos liderados pelo fazendeiro da Virgínia, George Washington, passam a montar seu próprio exército.
Inicialmente dedicando-se a tática de guerrilha, e em 1775 ocorreram os primeiros choques com as forças da Coroa, superiores em armas e contingente.
Em 1776 Thomas Jefferson, publicou a Declaração de Independência das Treze Colônias com o apoio da França e Espanha, declarando guerra ao Reino Unido.
Em 1781, após as forças britânicas terem sido derrotadas em Yortown a independência foi reconhecida.
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HEMISFÉRIO NORTE

CANADÁ - Capital OTTAWA. Monarquia - localização: longitude norte entre 50º e 85º e latitude oeste entre 60º e 140º. – moeda: dólar canadense - Línguas: inglês e francês.
Resumo geo-histórico:
Região norte do continente americano do hemisfério norte acima do paralelo 50º.
O território do Canadá, antes da colonização, era habitado por diversas nações indígenas.
Os Vikings da Islândia e Groenlândia velejaram ao longo da costa oriental do Canadá por volta do século XI
Descoberto em 1472, pelo navegador português João Vaz da Corte Real, foi mantido em segredo até 1497, quando foi visitado pelo navegador francês John Cabot , que tomou posse em nome da Coroa Francesa.
A nação Innuits que viviam de forma harmoniosa com os Innuits localizados mais ao norte, foi a que teve os primeiros contactos com os colonizadores no século XV, com baleeiros franceses que passaram a operar na região.
Passaram a manter relações comerciais com os europeus, baseados no comércio de peles, e permitiram aos franceses ocuparem certas áreas, em troca de farinha, para se protegerem contra as periódicas escassezes de alimentos.
Daí a lenda indígena que identifica a história canadense como era pré-farinha.
Coube a Samuel Champlain navegador francês, em 1608 fundar Porto Real e Quebec, dando início a colonização, por colonos trazidos da França e Normandia.
Missões religiosas em 1632 passaram a se estabelecer junto aos postos de comércio iniciando junto aos Innuits as obras de catequese.
Em 1663 foi fundada a Companhia Nova França, para administrar os territórios em nome da Coroa Francesa, e no mesmo ano o rei Luiz XIV decidiu cancelar a Companhia e fazer da Nova França uma província real.
Fazem parte do Canadá as regiões de Quebec / Terra Nova e Territórios Oeste da Baia de Baffin, Ilhas de Baffin, Vitória, Rainha Elizabeth e Ellesmére, dentro do circulo polar.
Luiz XIV em 1663, fez do Canadá uma província da França.
Em 1670 chegaram primeiros os britânicos, criando um clima hostil contra a França.
A Grã Bretanha, através de lutas, conseguiu a parte continental da Nova Escócia bem como a região da Baía de Hudson, como parte do Tratado de Utrecht em 1713
Durante a Guerra dos Sete Anos (1756- 1763), com as colônias do sul (USA), a Grã Bretanha tomou posse de todo território canadense, cuja soberania foi reconhecida pela França pelo tratado de Paris assinado em 1763.
Em 1846 pelo tratado de Oregon, foram estabelecidos os limites territoriais entre os Estados Unidos da América (independente) e o Canadá, que permaneceu fiel a Coroa Britânica, passando a chamar-se Província de Quebec
Lord Caenarvon por fim acabou criando a Federação do Canadá, no Ato da América do Norte Britânica no ano de 1867, incluindo sob a sua administração; as áreas de Colúmbia Britânica, Ilha de Vancouver, Ilha Príncipe Eduardo, Nova Escócia e New Brunswick.
Em 1791 o Canadá foi dividido em Alto Canadá e Baixo Canadá, divisão esta que durou até 1840.
Em 1876 foi assinada a primeira carta magna da América do Norte Britânica, formando-se a Confederação Colonial.
Quando a Grã Bretanha declarou guerra à Alemanha em 1914, o Canadá enviou suas tropas para a Europa, lutando junto com tropas da Metrópole pela primeira vez. .
Em 1926 recebeu autonomia administrativa, e foi reconhecida em 1931 com aprovação do estatuto de Westminister.

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BRITISH COLÚMBIA AND VANCOUVER ISLAND – localização: entre 115º e 130º longitude oeste e 48º e 55º latitude norte.
Resumo Histórico:
Região oeste do Canadá - Oceano Pacífico e Alaska.
A descoberta de ferramentas de pedra junto ao Rio Beatton, demonstra que a região era habitada a mais de 11.550 anos, que se espalharam por todo o território do oeste, representando quase a metade de todos os nativos canadenses.
Em 1770 James Cook e George Vancouver navegaram pela região.
Os espanhóis tiveram conhecimento da existência da ilha em 1774, por intermédio de boatos transmitidos por navios pesqueiros russos
Sob o comando de Juan José Pérez Hernández, os espanhóis organizaram uma expedição partindo de Santiago, e uma segunda expedição comandada por Juan Francisco de la Bodegay Quadra , rumo a região.
Entretanto dado as dificuldades encontradas, não conseguiram aportar.
Em 31 de março de 1778, James Cook desembarcou em Nootka na costa ocidental da ilha reivindicando a posse em nome do Reino Unido.
A Espanha sob o comando de Esteban José Martinez, em 1789 construiu um forte (Forte São Miguel) em uma pequena ilha próxima.
Em 1790 George Vancouver entrou em disputa com a Espanha pela posse da região, o que estabeleceu um clima de hostilidade entre os dois países, que foi acalmada pela convenção de Nootka em 1792, sendo reconhecida a influência britânica
Em 1793 Alexandre Mackenzie, foi o primeiro explorador a chegar à região oeste, onde implantaram um comércio de peles, por intermédio da Companhia Baia de Hudson, e a participação de colonos americanos, parceria esta que durou até 1818.

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AS 13 COLÔNIAS AMERICANAS

Região costa leste da América do Norte, Oceano Atlântico, entre 62º a 83º longitude leste - 32º a 48º latitude norte. - entre 03 e 45º latitude norte.
Resumo geo-histórico:

FRANCESES:
No início de século XVI, diversos povos europeus passaram a realizar incursões nas terras do Novo Mundo.
Os franceses passaram a ocupar a região litoral norte (Quebec), seguindo-se expedições ao interior do território americano.
Partindo de Quebec rumo ao sul na busca de produtos junto aos índios, os franceses passaram a manter contato com várias tribos nativas do interior do continente norte americano.
Em 1763 uma expedição realizada pelo jesuíta Jacques Marquette, e o explorador Louis Jolliet, percorreram os Grandes Lagos, o que possibilitou com as informações colhidas, orientar Robert Cavellier, a navegar todo vale do Mississipi, até sua foz no Golfo do México.
Cavellier tomou posse dessa extensa região interiorana, em nome da Coroa Francesa (Luiz XIV) dando-lhe o nome de Lousiana Francesa.
No século XVII a França iniciou a colonização da Nova França (como passou a ser chamada), dando incentivos aos novos colonos, sem, entretanto atingir um número considerável, como era o desejado.

BRITÂNICOS:
A Grã Bretanha devido aos constantes problemas enfrentados, somente em 1584 passou a fazer valer a sua presença no hemisfério norte americano.
Entre 1606 e 1732 fundaram várias colônias independentes entre si, sob administração da Coroa, das quais 13 situadas no litoral leste, no período de 1607 a 1633, que se transformaram após declararem-se independentes da Coroa Britânica, nos Estados Unidos da América.

ROANOKE ISLAND (ILHA ROANOKE) – localização 76,7º longitude oeste – 36,30º latitude norte. Região: pequena ilha situada perto da costa da atual Carolina do Norte.
Muito embora St. John em Terra Nova tenha sido reivindicado em 1593 por Humphrey Gilbert, os britânicos não se fizeram presente na região norte do continente americano.

Para não perder o direito da colonização de novas terras no continente americano, a Grã Bretanha enviou em 1584 uma expedição comandada por Philips Amada e Arthur Barlowe, para a implantação de uma colônia.
Esta implantação ficou a cargo de uma empresa organizada por Walter Raleigh, explorador britânico que obteve da rainha Elizabeth a carta patente para a colonização da Virgínia.
Richard Greenville, também explorador britânico, encarregou-se de transportar para a Virgínia um grupo de homens compostos, inclusive, por veteranos de guerra da Irlanda, sendo concretizada a fundação da colônia por Ralph pista.
Alguns incidentes com nativos e a falta de alimentos, fizeram com que Greenville retornasse à Grã Bretanha, acompanhado por 75 homens, com a promessa de retornar em abril de 1586, com reforços de mais suprimentos e homens.
A promessa do retorno não aconteceu, e os problemas se agravaram, tendo sido a colônia abandonada diante da oferta de Francis Brake, para que os colonos restantes se transferissem para o Caribe.
Walter Raleigh ao retornar não encontrou os colonos, deixou 15 homens de sua tripulação e voltou para a Grã Bretanha.
Em maio de 1875, o explorador John Branco trouxe para a região mais 117 colonos que se estabeleceram na Baia de Chesaeake.
Entre os recém chegados em 18 de agosto do mesmo ano, Eleonor Darc deu a luz ao primeiro britânico, nas terras do Novo Mudo, a menina Virgínia.
Em 1590, os britânicos ao retornarem não encontraram os colonos deixados, apenas a única evidência encontrada foi a palavra “Croatam”, gravada em torno de uma arvore. A partir desse episódio a tentativa de colonização passou a ser chamada de “a colônia perdida”.
Várias teorias foram levantadas, inclusive que tenham sido atacados pelos espanhóis.
Entretanto tudo faz crer que os colonos acabaram por se misturarem aos nativos locais que se mostram amigáveis e, conhecedores das fontes abundantes de alimentação.
Essa teoria tem fortes indícios de ser verdade, uma vez que muitos nativos da região, são praticantes do cristianismo e entre eles muitos possuem nomes dos antigos colonos.
Outra evidência é a existência de índios loiros e de olhos azuis.
Foi assim que se instalou a 1ª. colônia britânica em solo dos Estados Unidos da América.
Destaques Filatélicos:
Selos:
De 1861 a 1865, na Guerra da Secessão entre o Norte e o Sul, obrigou os Estados Confederados a emitir provisoriamente, seus próprios selos para os sulistas.
Em 1987, em comemoração a Ratificação da Constituição Americana, foi emitida uma série de selos comemorativos para os Estados Norte-americanos.

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REGIÃO CARIBENHA

ÍNDIAS OCIDENTAIS ( LEEWARDS IS. e WINDWARD ISLANDS.)
A região do Caribe, tem seu nome vinculado aos povos Caribs que habitavam a região e, entraram em contato com os europeus durante o século XV, que passaram a serem chamadas de Índias Ocidentais.
Tal denominação data por Cristóvão Colombo, por julgar que tinha atingido a Índia, sem se dar conta da existência do Continente Americano.
Quanto ao termo Antilhas, deriva do terno espanhol que identificava na época novas terras descobertas, Mar das Antilhas, divididas em Antilhas Maiores e Antilhas Menores..
A placa das Antilhas possui uma cadeia de mais de 7000 formações, muitas delas ainda sob o controle dos europeus, que exploraram a região como: Espanha, França, Grã Bretanha, Holanda, Dinamarca e Suécia.
No que diz respeito às Ilhas sob influência Britânica, foram reunidas em uma federação, incluindo o território sul-americano da Guiana. (British West Indian – B.W.I.)
As Antilhas Holandesas ocupadas em (1643), ficaram sob controle britânico entre 1807 / 1815.
Principais Ilhas S.Martin / Sabá / Caraçau / Bornaire.

LEEWARDS ISLANDS (ILHAS SOTAVENTO) (PEQUENAS ANTILHAS)
Obs: não confundir com Ilhas Sotavento do Arquipélago de Cabo Verde.
Resumo geo-histórico:
Conhecidas como Ilhas do Vento, Colombo descobriu a sua existência em 1493, eram habitadas pelos povos Carib e Arawak, estão situadas na extremidade oriental do Mar das Antilhas, nos limites do Oceano Atlântico.
Foram disputadas pelos Holandeses, franceses e britânicos.
Os primeiros colonos britânicos estabeleceram-se na região em 1532, e passaram a produzir produtos agrícolas para a Europa.
Em 1629 as ilhas foram ocupadas pela França, ocupação esta que durou até 1667.
Até 1962, as ilhas sob influência britânica, formaram a Federação das Índias Ocidentais, entre elas, Antigua, Jamaica, São Cristóvão, Nevis, Anguila e Trinida Tobago.

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ATLÂNTICO SUL - E ANTÁRTICO


O Oceano Atlântico, situa-se entre os continentes Europeu e a África ao leste e o continente americano a oeste.
Tem seu nome derivado da mitologia, como região paradisíaca existente.
Alguns dados esporádicos dão conta de incursões feitas à essa região desconhecida, muitas delas mantidas em segredo.
Registros contam que no século X escandinavos estiveram nas costas da América.
Historicamente as Ilhas da Madeira, Açores e Canárias foram desbravadas em 1418/1429/ 1478 respectivamente.
Entretanto já eram conhecidas pelos egípcios e cartagineses, com o nome de Afortunadas, e os portugueses lá estiveram em 1402.
No que se refere ao Atlântico Sul, Paolo Tuscanelli cartógrafo florentino, por volta de 1474, detinha um mapa representativo do Atlântico, sem entretanto prever a existência do Continente Americano.
Supunha-se que alem das águas atlânticas, situava-se Cipango (Japão).
Curiosamente consta nessa mesma carta geográfica, uma ilha denominada São Brandão, localizada um pouco acima da linha do Equador.
Tudo indica tratar-se de Fernando de Noronha, região desbravada por Sancho Brandão navegando rumo ao sul, e que chamou de Insula Brazil, descoberta comunicada ao rei Afonso IV e ao Papa Clemente VI, em 12/fevereiro/1343.
Outro documento que cria duvidas, quanto a veracidade dos fatos tidos como históricos sobre a região, são registros do cartografo veneziano Andre Bianco, que em 1448 esteve no Algarve, a procura de informações sobre os avanços das descobertas portuguesas.
Nessa ocasião, apresentou um mapa onde incluía uma região no Atlântico indicada com Cabo de São Roque REI AFONSO IV
Em 1521 o navegador Barros ao desembarcar na região, constatou em um tronco de arvore, os nomes de navegadores que lá estiveram no ano de 1438.
Oceano Antártico ,
refere-se a região formada por parte dos Oceanos Atlântico, Pacífico e Índico situado do Circulo Polar.
Banha as terras Austrais, região gelada e inóspita para o ser humano, ao contrário das regiões árticas que são habitadas.
As terras Austrais, são formadas por um alto planalto desabitado, e são chamadas por Terras de Grahan , de Victória , de Wilkes , de Enderby, de Rainha Maud. (Polo Sul).
A primeira expedição documentada feita a região data de 1820.
Com fins científicos, foi comandada por Thadeus Vanbellinghausem.
Mesmo conhecida pelo homem a Antártica, somente em 1902 recebeu uma expedição tendo por objetivo atingir o marco zero do Polo Sul.
A mesma foi comandada pelos britânicos Roberto Falcão Scott e Ernesto Shackleton.
Voltaram à região em 1909, onde faleceram.
Passados dois anos após a realização dessa fatídica expedição, o norueguês Roald Amundsem conseguiu atingir o marco zero do Polo Sul.(l911)
Em 1959 pelo Tratado da Antártica assinado por 12 países ficou estabelecida a suspensão das reivindicações de posses territoriais na região.
ATLÂNTICO SUL
Mas voltando a tratar do Atlântico Sul, o mesmo a princípio não apresentou interesses aos europeus, a não ser como já tinha acontecido em relação ao continente africano, a busca de uma nova rota para as Índias Orientais.
Em 1504 Américo Vespúcio fundeou na Baia da Guanabara.
O espanhol Diaz de Solis, em 1516 navegou pelo Rio Plata, e em 1536 foi fundada Santa Maria do Buen Aires por Pedro de Mendoza .
Passou a região a condição de província do Vice-Reinado de Lima até 1776, quando foi instituído o Vice Reinado de Rio da Prata.
Portugal e Espanha mediante tratados, passaram a dividir o continente sul americano, enfrentando as investidas da Holanda, França e Grã-Bretanha .

Os Holandeses, que se estabeleceram no norte e nordeste brasileiro, entre 1630 / 1653, foram expulsos após ocorrerem sérios confrontos.
AMÉRICO VESPÚCIO
Quanto a nova e pretendida rota marítima para as Índias pelo hemisfério sul, somente em 1519 é que Fernão Magalhães atingiu o Pacífico, ultrapassando o estreito do Arquipélago na Terra do Fogo.
Em 1806 a Grã-Bretanha tentou sem êxito instalar-se na região do Rio da Prata desistindo de suas pretensões, em favor de Portugal do qual era aliado.


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BIBLIOGARIA:

AMMOND'S WOLD ATLAS GAZETTER - Self Revising Edition - 1943
ARRAKIS.ES/ AZERRA
ATLAS MELHORAMENTO - Geraldo José Pauwels.
BBC - BRASIL
CATÁLOGO MICHEL
CATÁLOGO SCOTT
CATÁLOGO YVERT ET TELLIER
DICIONÁRIO DE FILATELIA
DICIONÁRIO INGLÊS-PORTIGUÊS - MEC - Alavaro Franco
DICIONÁRIO LARROUSSE
DICIONÁRIO PRÁTICO ILUSTRADO - Livraria Chardron - Lello & Irmão Editores
DIVIDIR PARA DOMINAR - Edit. UFRJ - Edit Revan - H.L. Wesseling - Tradução Celina Brandt
DOMINAÇÃO OCIDENTAL NA ÁSIA - Edit. Paz e Terra - K.M. Panikkar
EM BUSCA DE LILIPUT - uma curiosa visão dos menores países do mundo.
ENCICLOPÉDIA ABRIL 1973
ENCICLOPÉDIA COLUMBA
ENCICLOPÉDIA DELTA UNIVERSAL
ENCICLOPÉDIA GEOGRÁFICA UNIVERSAL - Editora Globo
ENCICLOPÉDIA ITALIANA FONDATA - Giovanni Treccani
ENCICLOPÉDIA UNIVERSAL ILUSTRADA EUROPEO AMERICANA
FILATÉLICA PENNY BLACK - Sra. Ana Lúcia Sampáio
GEOCITIES - Sérgio Skall
GRANDE ENCICLOPÉDIA LA ROUSSE
GUIA TURISTICO - África do Sul
HISTÓRIA DA CIVILIZAÇÃO - Edit. Renascença - D. de Vilhena Moraes / Georges Readers
HISTÓRIADA AMÉRICA - Atual Editora - Raymundo Campos
LIVRO DOURADO DA ÍNDIA
MICHAEL SEFI FCA FRPSL - Philatelic Development Consultant (BPT British Philatelic Trust.
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