sábado, 2 de fevereiro de 2008

CURIOSIDADES

UM PAIS FABRICADO NOS ESTALEIROS DA BRÃ BRETANHA

SEALAND (PRINCIPADO )

PRINCIPALITY OF SEALAND
Região – Ilha Artificial (plataforma metálica) situada ao sul do mar do Norte 51,53º latitude norte 1,28º longitude leste, nome original ROUGHS TOWER.
Primeiro selo – 1969 –
Sealand não é filiada a UPU.
Resumo Histórico – Ilha artificial construída em águas internacionais, pela Grã Bretanha durante a segunda guerra mundial, ocupada pelo ex major Paddy Roy Bates, que reivindicou sua posse.
Língua adotada – inglês – moeda Dólar de Sealand.

Destaque Filatélico: Em 1970 foi emitida uma folha com 7 selos como Introdução dos Serviços postais da Ilha, de 2 / 3 / 5 / 6 / 14 /20 / e 50 Centavos , com estampas dedicadas aos principais navegadores.
Os selos emitidos pelo principado são condenados pela UPU.(vide abaixo)
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SEALAND:
Trata-se de um estranho principado, cuja área territorial foi reivindicada pelo ex- major britânico PADDY ROY BATES e sua esposa JOAN. Após ocuparam a ilha artificial localizada no sul do Mar do Norte. (Latitude norte 51,53º - longitude leste 1,28º), um pouco acima do estuário do Rio Tamisa, costa leste da Inglaterra.

Essa estranha micro-nação, constitui-se de um console metálico montado sobre o fundo do mar, em águas internacionais (Águas da Liberdade) no Mar de Maunsell.

Durante a segunda guerra mundial, o Reino Unido, entre os anos de 1939 e 1942, construiu diversas plataformas marítimas para servirem da base militar, com o objetivo de vigiar os comboios atuantes na

região, interceptar aviões e bombas V-2 utilizados pela Alemanha, para bombardear solo Britânico, e eram ocupadas por 150 a 200 homens da marinha real, estocando suprimentos para aproximadamente um ano de subsistência do pessoal encarregado de sua ocupação.

Entre as plataformas metálicas idealizadas pelo britânico GUY MAUNSELL, em 1942 foi instalada uma dessas plataformas, (FORT ROUGHS) em águas internacionais, ocupada pelas forças navais britânicas até 1956, quando foi desativada e conseqüentemente ignorada à sua existência.

O referido console metálico abrange uma plataforma metálica contendo uma área de 550m2. , apoiada sobre duas torres ocas, apoiadas no fundo do mar, construída em estaleiro e levada até a região estabelecida, tendo suas base alagadas propositadamente, para que a mesma se apoiasse no fundo do mar.



Em 1966 PADDY ROY BATES ex major britânico, tido como pessoa excêntrica, proprietário de um pequeno barco frigorífico mudou-se com a família para a Base Militar Knock Joan, usando-a para transmitir programação de sua rádio pirata, de onde recebeu ordens para se retirar pelas autoridades britânicas, após as águas territoriais do Reino Unido estenderem-se até a região.

BATES, sua mulher JOAN e seu filho MICHAEL, não se deram por vencidos, e em 02 de setembro de 1967, mudaram-se para outra base mais distante, (ROUGHS TOWER) localizada em águas internacionais, proclamando sua independência, içando a própria bandeira, como PRINCIPADO DE SEALAND, instituindo uma monarquia hereditária, adotando o Inglês como língua oficial e a moeda Dólar de Sealand, com uma população residente entre 5 e 10 sealandeses.
Atualmente, aproximadamente 300 homens de negócios, residentes fora dos domínios de Sealand, detêm a cidadania Sealandesa.
Nota: - (Consta que houve uma infinidade de emissões de passaportes falsos, provavelmente emitidos de forma fraudulenta pelo mesmo grupo que tentou invadir o principado em 1978 em numero aproximado de 150.000.)

Entre 1967 e 1968, a Grã Bretanha reivindicou junto à U.E. no sentido de estender o seu limite territorial, para 10 milhas náuticas (22 kms) nessa área de areais grossas.

O objetivo tinha por escopo incorporar Sealand, que por sua vez, estendeu suas águas territoriais nos mesmo parâmetros, que atingiam a costa britânica, e o fato não levou a lugar nenhum.

Incidente entre ocupantes de embarcação com a bandeira do Reino Unido, que se aproximou da ilha sem autorização, que foi recebida com tiros de advertência, levou a Corte Britânica em Chelmsford, a proclamar em 25 de Novembro de 1968, que a área reivindicada estava fora da jurisdição Britânica, portanto nada podia decidir, reconhecendo indiretamente a existência do Principado.

No ano de 1978, na ausência do príncipe Regente, ALEXANDER G. ACHENBACH, de origem alemã, acompanhado de um grupo de conterrâneos e holandeses, invadiram a ilha, na tentativa de seqüestrar MICHAEL, filho dos Bates, com intuído de extorsão. Alguns dias após o ocorrido, o libertaram nos paises baixos sem atingir o intento.

Com uma escolta armada Bates tomou de assalto a ilha, prendendo todos os integrantes do grupo invasor, detidos como prisioneiros de guerra, libertando-os a seguir, exceto GERNOT PÜTZ, considerado traidor, por possuir cidadania Sealandesa,

Estipulo-se para sua libertação, uma fiança de D.M. 75.000 (+ou–18.000 libras), questionada pelos Países Baixos e Alemanha.

Tal ocorrência levou um advogado a iniciar uma petição junto ao Reino Unido, sendo-lhe sido negado acolhimento, com base na decisão proferida anteriormente pela justiça britânica.

Para por fim ao impasse, Sealand exigiu a presença de um diplomata da Alemanha para negociar a libertação de Pütz, o que o levou a exilar-se na Alemanha, onde continua a reivindicar a posse da ilha.

Tal atitude do governo Alemão foi proclamada, com um reconhecimento da independência do principado.

Outro incidente com embarcações que se aproximaram demasiadamente da ilha sem autorização, ocorreu em 1990.



Sua Constituição foi promulgada em 25 de setembro de 1975, muito embora não tenha sido o principado reconhecido oficialmente por nenhuma nação.

A reivindicação pleiteada pelo Bates, para reconhecimento do principado, escuda-se em direito internacional, com base na Convenção de Montevidéu, e Comitê de Arbitragem de Badinter que reconhecem a existência de uma nação com a base mínima de:
a) - Situada em área internacional;
b) - Existência de um Território;
c) - uma população permanente;
d) - um governo.
Incorporando ainda a relação do governo Britânico com a Ilha.
Obs: - (as Leis, Tratados e Convenções Internacionais, silenciam quanto ao tamanho.)


Na disputa, a discussão que se levantou é: - a ilha artificial é um console, ou um navio fundeado?
Na primeira hipótese, a Grã Bretanha nada poderá reivindicar, por estar a referida estrutura instalada fundo oceânico, fora dos limites de seu mar territorial.
Caso vença a segunda tese, o território deixa de existir, e a Grã Bretanha poderá reivindicar a sua desmontagem, levando com ela o fim desse estranho principado.
Obs: - por mais que se estranhem as reivindicações de existência dessa micro nação, temos que admitir que muitas nações hoje soberanas, tiveram seu início em reivindicações semelhantes, inclusive envolvendo ilhas e ilhotas.

Em 1999 com a saúde abalada BATES, proclamou seu filho MICHAEL, como príncipe regente, e iniciou negociações com a empresa HavenCO , para transferir a posse e o controle da Ilha., o que acabou ocorrendo em 2.000.

Por sua vez na conferência de micro-nações, realizada em 25/11/2004, na Universidade de Sunderland, Michael Bates, foi recebido como PRINCE ROYAL JAMES.

A idéia de posse e controle da Ilha pela empresa de Grupo Cypherpunks, presidida por Samir Parekh , partiu de Sean Hastings , para transformá-la em um Paraíso Fiscal Digital com segurança física e legal , a disposição dos possuidores de web sites, propriedades intelectuais e ou direitos autorais, não importando a sua procedência.
O objetivo do grupo cypherpunks é fornecer um sistema de arquivo digital livre de pirataria governamental por meio de suas agências de inteligência ou praticada por harckes, (ratos de computador) observando certas restrições à matérias que prejudiquem à terceiros, (?) mantendo o seu anonimato.

Tem ou tinha por objetivo, utilizando-se de alta tecnologia digital (banda larga) e modernos sistemas de arquivo, prestar serviços seguros e baratos para seus usuários, pois somente pessoas ligadas a empresa estão autorizadas a entrar em território do principado.

Não é difícil imaginar, que o objetivo da HavenCO seria facilmente utilizado para fins escusos, mesmo que se tivesse a melhor das intenções a respeito do projeto.

Não tardou a surgir os primeiros boatos do uso indevido das facilidades oferecidas, inclusive com as autoridades espanholas, que investigam a lavagem de dinheiro.

Entretanto, desde maio de 2.000 quando a HavenCO iniciou seu sistema operacional, muito embora não se tenha provado nada contra o Príncipe Michael Bates em diversos escândalos denunciados, muitos portadores de passaporte de Sealand, já se envolveram em delitos , com assassinatos, e crimes do colarinho branco.

Outro o fato que cria dúvidas quanto à fragilidade do sistema, é que o mesmo baseia-se em um único ponto de armazenamento, o que ficou evidente pós atentados de 11 de setembro em Nova York, e que causou grande comoção internacional , questionando-se inclusive a sua legalidade.

Enquanto o Príncipe Roy dedicava-se à atividades pesqueiras , a HavenCO entrava em declínio, atolada em dívidas e precariedade funcional, desativando-se os serviços de remailer anônimo, e mudando sua administração para Anguilla, outro paraíso fiscal da Antilhas, e posteriormente para Chipre.

O príncipe Roy, em 2002, não teve outra alternativa senão cancelar os contratos com a HavenCo , tomando a cargo de Sealand o atendimento dos clientes que ainda lhe restaram, entretanto de forma precária.

Ryan Lackey, participante da formação da empresa, em 03 de agosto de 2003 no evento Defcon 11, magoado por ter dedicado boa parte de seu tempo à empresa, e dizendo-se prejudicado, trouxe a tona todo lado oculto do empreendimento, inclusive tornando público o IP do alvo: 217.64.32.0, porta 20.

Bibliografia:
Wikiperia Encyclopédia - Livre
Galeria do Retrato da Lima do Fato.
Hiro.com.br
O Globo Informática - Carlos Alberto Teixeira – iia com.br.
Enciclopédia Geográfica Universal
Hammond´s World Atlas and Gazetteer
Google. com
Seland.gov.com.
Forumpcs.com.br

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